A diretora regional da ONU Mulheres, a brasileira Luiza Carvalho, destacou o avanço das políticas sociais na América Latina, especialmente no Brasil com a duplicação do salário mínimo, entre 2000 e 2008, e redução da desigualdade salarial entre mulheres e homens.

Representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, apresentou à diretora Luiza Carvalho exposição Pequim+20 Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada
Mudanças nas economias para assegurar os direitos das mulheres foi a mensagem chave da palestra “O Progresso das Mulheres no Mundo” da diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe, a brasileira Luiza Carvalho, em Brasília. Elaborado pela ONU Mulheres, a cada dois anos, o relatório focou nas políticas sociais e econômicas dos países ao abordar a temática Transformar as economias, realizar direitos.
A apresentação, realizada em 22 de junho, teve como público autoridades do governo brasileiro, comunidade internacional, empresas e universidades. Na ocasião, Luiza frisou o avanço das políticas sociais na América Latina, especialmente no Brasil com a duplicação do salário mínimo, entre 2000 e 2008, e redução da desigualdade salarial entre mulheres e homens.
“É um resultado impressionante quase 1% ao ano, o que não se viu em outros países do mundo”, enfatizou com referência aos dados entre 1995 e 2007.
Outro tema abordado na palestra foi a baixa representação política das mulheres no Brasil. Luiza lembrou que, na Europa, a média é 25%, enquanto no Brasil não passa de 11%. Sobre o empoderamento político, a diretora regional apontou a necessidade de visibilizar a violência política, a exemplo de lei boliviana, como expressão do assédio e da falta de apoio e de mecanismos para as mulheres aumentarem a participação em partidos e cargos eletivos.