Relatório da ONU reforça importância de melhorar gestão dos oceanos ‘antes que o dano seja irreversível’

Segundo relatório, cinco bilhões de dólares em fundos públicos seriam suficientes para catalisar as ações e os fluxos financeiros necessários para reverter a degradação dos oceanos.

Medidas concretas para reverter ou minimizar os danos ambientais nos oceanos em todo o mundo devem ser tomadas imediatamente, antes que seja tarde demais, alertou o chefe do programa de governança de água e oceano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Andrew Hudson, durante o lançamento do relatório “Catalisando Finanças dos Oceanos”, em Washington (EUA), na última sexta-feira (14).

“Os oceanos são uma parte integrante da vida na Terra, regulando o clima e produzindo oxigênio para o planeta. Mas eles estão sob séria ameaça devido à poluição, superexploração, perda de habitat, espécies invasoras e mudanças climáticas”, apontou Hudson, que também é Coordenador de Oceanos da ONU. “Precisamos melhorar a nossa forma de gerir os oceanos, antes que o dano seja irreversível”.

O objetivo do relatório é ajudar os setores público e privado a criar “incentivos e políticas claros” para proteger os oceanos do mundo, uma vez que a degradação dos oceanos continua ameaçando a vida de centenas de milhões de pessoas, principalmente nos países menos desenvolvidos.

Falhas comerciais e políticas levaram a uma degradação acelerada do ambiente marítimo, bem como a falta de investimento em projetos favoráveis aos oceanos. O estudo indica, no entanto, que se o planejamento e as políticas de oceano forem ampliados, a gestão sustentável dos oceanos pode se tornar um legado dos líderes globais de hoje.

“É muito reconfortante aprender com este relatório que um investimento inicial da ordem pública de cinco bilhões de dólares ao longo dos próximos 10 a 20 anos poderia ser suficiente para catalisar muitas centenas de bilhões de dólares em financiamento público e privado”, afirmou Naoko Ishii, diretor da entidade ‘Global Environmental Facility’, parceira do PNUD no relatório.

“Nós agora temos as ferramentas certas para identificar e remover essas falhas comerciais e políticas que, infelizmente, aceleraram a degradação dos ambientes marinhos”, acrescentou.

Acesse o relatório na íntegra em http://bit.ly/WjFDdU