Relatório das Nações Unidas aponta para estagnação da economia global no próximo ano

O relatório da ONU, intitulado Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2011 (WESP), divulgado ontem (1/12) projeta um cenário da economia global para o próximo ano, cujo crescimento deve ser de apenas 3,1%, seguidos por 3,5% em 2012.

Rob Vos, Diretor do DESA O relatório da ONU, intitulado Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2011 (WESP), divulgado ontem (1/12) projeta um cenário da economia global para o próximo ano, cujo crescimento deve ser de apenas 3,1%, seguidos por 3,5% em 2012 – taxas insuficientes para dar continuidade à recuperação dos empregos que decaíram com a crise econômica.

A queda na oferta de empregos continua a amortecer a recuperação econômica, afirma o relatório preparado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA), pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e pelas cinco comissões econômicas da ONU.

De acordo com o relatório, divulgado em Nova York, ao menos 30 milhões de empregos foram perdidos no mundo todo entre 2007 e o fim de 2009, como resultado da crise econômica financeira. O documento acrescenta que os esforços dos governos para embarcar na austeridade fiscal diminuem as perspectivas de uma recuperação mais rápida da oferta de empregos.

Entre os sérios riscos à economia global inclui-se o fraco espírito de cooperação entre as grandes economias, que diminui a eficácia das medidas em resposta à crise. Outro risco são as medidas econômicas não-coordenadas, que têm se tornado fontes de incertezas e turbulências no mercado financeiro.

A pesquisa divulgada aponta que os países em desenvolvimento, que têm conduzido a recuperação global, devem continuar crescendo, mas em um ritmo reduzido para 6% entre 2011 – 2012, abaixo dos 7% alcançados em 2010. A baixa no crescimento é consequência da desaceleração dos países desenvolvidos e da adoção de medidas de estímulos pelos mesmos.

Algumas sugestões do relatório para uma possível recuperação incluem uma redefinição dos estímulos e de outras políticas econômicas, para dar uma orientação mais forte à medidas que estimulem diretamente o aumento da oferta de empregos, reduzam a desigualdade econômica e fortaleçam a capacidade de produção da oferta. Outros pontos sugerem o desenvolvimento sustentável e estável de finanças para países em desenvolvimento, e a busca por uma coordenação de políticas efetiva entre as principais economias.

Para mais informações sobre o assunto, em inglês, acesse http://www.un.org/news