Remessas da Europa fornecem ‘tábua de salvação’ para milhões de pessoas, diz ONU

No ano passado, trabalhadores migrantes no continente proporcionaram 109,4 bilhões de dólares em remessas para mais de 150 milhões de pessoas em todo o mundo.

PNUD estima que somalis recebem 1,6 bilhão de dólares anuais enviados por parentes na Europa e Estados Unidos. Foto:ONU/AMISON/Stuart Price

PNUD estima que somalis recebem 1,6 bilhão de dólares anuais enviados por parentes na Europa e Estados Unidos. Foto:ONU/AMISON/Stuart Price

De acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola Nações das Unidas (FIDA), os trabalhadores migrantes que vivem na Europa proporcionaram ano passado uma tábua de salvação para mais de 150 milhões de pessoas em todo o mundo, enviando para casa 109,4 bilhões de dólares em remessas.

Uma das principais conclusões do relatório, “Enviando dinheiro para casa: fluxos e mercados europeus”, aponta que os benefícios para as famílias dos países de origem poderia ser significativamente maior se tivessem acesso aos mercados de transferência de dinheiro mais competitivos e utilizassem serviços financeiros para ajudá-las a poupar e/ ou investir os seus fundos.

O presidente da FIDA, Kanayo F. Nwanze, destacou: “Precisamos ter certeza de que esse dinheiro suado é enviado para casa de forma mais barata, porém, mais importante que isso, ajuda as famílias a construir um futuro melhor para si – principalmente nas comunidades rurais mais pobres, onde ele conta mais.

A Europa Ocidental e a Rússia foram responsáveis por 75% dos fluxos de envio. Em 2014, os seis países que enviaram remessas foram a Rússia (20,6 bilhões dólares); o Reino Unido (17,1 bilhões); Alemanha (14 bilhões); França (10,5 bilhões); Itália (10,4 bilhões); e Espanha (9,6 bilhões dólares). No lado de recepção, em 2014, cerca de um terço, ou 36,5 bilhões dólares, das remessas da Europa foi para 19 países nos Bálcãs, os países bálticos e da Europa Oriental, incluindo 10 Estados-membros da União Europeia. Os restantes dois terços, ou 72,9 bilhões dólares, foram para cerca de 50 países em desenvolvimento fora do continente.