De acordo com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, medidas poderiam gerar 30 bilhões de dólares em investimento anual para tirar população da pobreza.

Remessas de migrantes a países de origem poderiam gerar investimento anual de 30 bilhões de dólares. Foto: IRIN/Maria Font de Matas
As remessas de dinheiro feitas por migrantes a seus países de origem podem gerar 30 bilhões de dólares por ano para investimento em áreas rurais se iniciativas forem ampliadas, afirmou o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
As remessas “podem capacitar a população rural a abrir caminho para sair da pobreza e da exclusão“, disse o presidente do FIDA, Kanayo F. Nwanze, na sexta-feira (28) em evento na sede da agência em Roma, Itália.
“O valor das remessas é impressionante, mas os pobres nas áreas rurais precisam de um impacto maior”, avaliou Nwanze. “Precisamos de formas mais estratégicas para investir os 200 bilhões de dólares enviados nas áreas rurais a cada ano.”
Mais de 215 milhões de pessoas em todo o mundo vivem fora de seus países de origem. A maioria das famílias que fazem as remessas operam fora do sistema financeiro mundial e dependem de transferências caras de dinheiro que muitas vezes exigem viagens significativas para chegar aos beneficiários nas áreas rurais.
Apesar da prevalência global de transferências eletrônicas de dinheiro, a maioria dos trabalhadores migrantes é excluída do sistema bancário moderno e conveniente. Eles são forçados a iniciar mais de um bilhão de remessas separadas em todo o mundo a cada ano.
A redução dos custos de transação é uma prioridade, bem como afirmar o papel significativo da diáspora no desenvolvimento rural, particularmente na agricultura, afirmou Nwanze.