Representante da ONU afirma que reunião de negociação entre as partes da Síria ‘não pode falhar’

Em mensagem de vídeo, enviado especial da ONU enfatiza que a Organização manterá seu compromisso com o país e o povo sírio. Reuniões devem durar seis meses, com mediação dos representantes das Nações Unidas entre governo e oposição.

Enviado especial da ONU para a Síria, Steffan de Mistura. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Enviado especial da ONU para a Síria, Steffan de Mistura. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Às vésperas das negociações entre sírios prevista para sexta-feira (29) em Genebra, Suíça, para buscar chegar ao fim dos cinco anos de conflito, o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, afirmou no dia 8 de janeiro, em uma gravação de vídeo, que a Organização internacional nunca abandonará os sírios.

O enviado especial da ONU afirmou que após duas conferências, “esta não pode falhar”, destacando que os sírios têm expectativas sobre esta reunião e sobre a capacidade dos representantes de alcançar uma solução pacífica para o país.

“Contamos com você para levantar a voz, para dizer khalas, basta, para dizer para todos que estão realmente vindo – da Síria e outros países – para esta conferência que pesam expectativas sobre eles para que assegurem que suas visões, suas capacidades de fazer compromissos durante as discussões para alcançar uma solução pacífica na Síria é agora, e que eles precisam produzir isso”, disse.

Mistura declarou não ter ilusões sobre as dificuldades de acabar com uma guerra que matou mais de 250 mil pessoas, levou mais de 4 milhões de pessoas a fugirem do país, provocou o deslocamento interno de 6,5 milhões e deixou 13,5 milhões precisando urgentemente de ajuda humanitária.

De acordo com o representante da ONU, as reuniões começarão com negociações de aproximação e devem durar seis meses, com a mediação dos representantes da Organização entre as delegações da oposição e governo, que ficarão em diferentes salas.

As prioridades imediatas são o amplo cessar-fogo, ajuda humanitária e o fim da ameaça imposta pelo Estado Islâmico do Iraque e o Levante (ISIL).