Said Djinnit pediu apoio à comunidade internacional para promover o desenvolvimento e consolidar a democracia na região.

Refugiados e retornados que fugiram da violência do Boko Haram no estado de Borno, na Nigéria, abrigados na povoação fronteiriça de Guesseré, no Níger. Foto: IRIN/Anna Jefferys
Países da África Ocidental tentam promover o desenvolvimento e consolidar a democracia, mas continuam enfrentando desafios desencorajadores como o crime organizado e o o crescimento das atividades terroristas, alertou o representante das Nações Unidas para a África Ocidental, Said Djinnit.
No seu mais recente relatório apresentado ao Conselho de Segurança da ONU, o representante relembrou especialmente a situação “muito preocupante” na Nigéria, onde o grupo terrorista Boko Haram vem aumentando o nível de violência contra civis e se registra um significativo deslocamento de pessoas no norte do país.
Djinnit chamou a atenção, assim, para o risco de recrutamento de jovens desempregados para operar nestas redes do crime organizado e, ainda, para o surto de ebola que assola a região.
No entanto, o representante afirmou que o seu escritório vem fazendo um trabalho de sensibilização dos líderes regionais para a necessidade de “esforços concertados e decisivos”, apelando ao “apoio” da comunidade internacional.