Para a representante especial das Nações Unidas sobre Violência contra as Crianças, Marta Santos Pais, escolas devem promover uso seguro da rede e podem atuar como mediadoras em casos de violência.

Para a representante especial das Nações Unidas sobre Violência contra as Crianças, Marta Santos Pais, escolas devem promover uso seguro da rede e podem atuar como mediadoras em casos de violência. Foto: Flickr/Fixer Sophie Thorne (CC)
Em evento paralelo à Assembleia Geral da ONU, nesta sexta-feira (16), representantes e assessores das Nações Unidas e outras entidades discutiram causas, danos, riscos e formas de prevenção do bullying, fenômeno que atinge milhões de jovens pelo mundo e compromete o direito à educação. A representante especial das Nações Unidas sobre Violência contra as Crianças, Marta Santos Pais, destacou novos tipos de agressão envolvendo a utilização da Internet.
“Com a importância crescente das redes sociais nas vidas das crianças, o cyberbullying está se tornando uma fonte cada vez maior de preocupação, colocando as crianças em risco de assédio e abuso e alcançando, de maneira cada vez mais rápida e mais ampla, as vulnerabilidades entre aquelas que estão em risco no mundo off-line”, afirmou Santos Pais.
De acordo com a representante, as escolas possuem um potencial único para promover o comportamento não violento na rede, apoiando o uso crítico, seguro e criativo da Internet. Segundo Santos Pais, as instituições de ensino podem também atuar como mediadoras em casos de violência online, mesmo quando estes não tiverem origem no ambiente escolar.
Para a conselheira educacional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Changu Mannathoko, o bullying é uma barreira ao aprendizado e ao acesso pleno ao ciclo de escolaridade, desde a primeira infância até a universidade. Pesquisas apontam que esse tipo de agressão entre os jovens pode gerar depressão, solidão, ansiedade, baixa autoestima, humilhação, frustração e raiva, além de outras consequências duradouras para o desenvolvimento infantil.