Exemplos dos horrores sofridos pelas mulheres foram listados, incluindo uma forçada a casar-se mais de 20 vezes e passar por cirurgia para restituir sua virgindade em cada ocasião.
“O Estado Islâmico do Iraque e do Levante institucionalizou a violência sexual e a brutalização das mulheres como um aspecto central da sua ideologia e operações, usando isso como uma tática de terrorismo para promover seus objetivos estratégicos”, advertiu a representante especial do secretário-geral da ONU sobre a Violência Sexual em Conflitos, Zainab Bangura.
Para ela, a violência sexual está sendo cometida de forma estratégica, generalizada e sistemática, e com um alto grau de sofisticação pela maioria das partes envolvidas no conflito na Síria e no Iraque, declarou nesta quinta-feira (07).
Na ocasião, ela detalhou aos jornalistas as principais conclusões de sua missão à Síria e Iraque, e países vizinhos como a Turquia, Líbano e Jordânia, realizada em abril.
“Mulheres e meninas estão em risco e sob ataque em qualquer momento de suas vidas”, declarou Bangura, enfatizando que a ameaça de brutalidade as persegue “a cada passo do caminho, no meio do conflito ativo, em áreas sob o controle de agentes armados, nas postos de controle fronteiriços e em centros de detenção”.
Ela listou exemplos dos horrores sofridos pelas mulheres, incluindo uma que se casou temporariamente mais de 20 vezes e após cada ocasião foi forçada a passar por uma cirurgia para restituir sua virgindade.
