A vice-representante especial do secretário-geral no Iraque pediu às partes do conflito que cessem hostilidades e garantam acesso irrestrito dos trabalhadores humanitários às comunidades sitiadas.

Mesquita local num distrito no norte do Iraque para onde muitas famílias árabes deslocadas fugiram. UNHCR/ K. Brooks
A vice-representante especial do secretário-geral no Iraque, Jacqueline Badcock, expressou a sua preocupação com o aumento da instabilidade e violência no país e afirmou que existe a necessidade de um “acesso imediato, seguro e sem entraves” aos civis em zonas de conflito.
“Precisamos entregar urgentemente ajuda humanitária e restabelecer serviços básicos às comunidades afetadas pelo conflito, mas também aos novos e aos já existentes deslocados internos e refugiados, independentemente da sua religião, etnia ou afiliação”, disse Badcock.
Nas últimas semanas, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e grupos armados associados tomaram o controle de várias cidades e regiões no norte do país. Enquanto muitas pessoas fugiram para o sul do Iraque, muitas outras estão sitiadas em zonas ativas do conflito onde, além de necessitarem ajuda humanitária, correm risco de vida.
“Os civis devem ter garantias de que podem deixar as áreas afetadas pela violência com dignidade e segurança e com o seu direito de acesso à assistência humanitária respeitado”, defendeu Badcock, sublinhando que “os parceiros humanitários da ONU estão preparados para dar essa assistência, mas as partes em conflito “devem cessar as hostilidades e garantir o acesso irrestrito dos trabalhadores humanitários”, concluiu.
De acordo com a da Missão de Assistência da ONU no Iraque (UNAMI), mais de 500 mil pessoas foram deslocadas desde junho, totalizando 1,4 milhão de pessoas, incluindo 230 mil refugiados sírios. Entre janeiro e junho deste ano, 5,5 mil pessoas foram mortas e 12 mil feridas. Quase 900 foram mortas apenas no mês de julho.