Representante da ONU no Sudão do Sul exige libertação imediata de crianças-soldado

A ONU estima que 13 mil crianças estejam associadas às forças armadas e aos grupos rebeldes em todo o país, já que existe evidência de que ambos os lados recrutam meninos e meninas desde o começo do conflito, em dezembro de 2013.

Crianças-soldados libertadas no Sudão do Sul este ano. Foto: UNICEF/2015/Sebastian Rich

Crianças-soldados libertadas no Sudão do Sul este ano. Foto: UNICEF/2015/Sebastian Rich

Em sua viagem ao vilarejo de Pibor, no leste do Sudão do Sul, a representante especial da ONU no país, Ellen Margrethe Løj, pediu nesta terça-feira (28), liberdade para as crianças-soldado, que continuam sendo usadas por milicias da região.

As Nações Unidas estimam que 13 mil crianças estejam associadas às forças armadas e aos grupos rebeldes em todo o país já que  existe evidência de que ambos os lados recrutam meninos e meninas desde o começo do conflito,  em dezembro de 2013.

Em Pibor, a representante se encontrou com um grupo de 500 crianças,  ex-combatentes,  que voltaram recentemente aos seus lares e famílias. Na ocasião, ela também conversou com o chefe administrador da região de grande Pibor e antigo comandante do Movimento Democrático do Sudão do Sul/Facção Exército Cobra, David Yau Yau e parabenizou a libertação de quase 1.500 crianças-soldado que lutavam na milícia de Yau Yau e pediu sua colaboração para recuperar outras 500 que continuam associadas à Facção Cobra.

“Sinto-me motivada pelo sucesso alcançado pelo Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) e seus parceiros para libertar essas crianças, um terço delas com 13 anos ou menos”, disse. “Mas o nosso trabalho apenas começou. Junto com as autoridades locais devemos garantir que elas tenham acesso à educação e saúde e sejam protegidas de qualquer futura tentativa de um movo alistamento por qualquer organização militar.”