Subsecretário-Geral de Comunicação e Informação Pública da ONU, Kiyo Akasaka, encorajou agências publicitárias a participar dos esforços para combater a violência contra a mulher, convidando a indústria a desafiar os estereótipos destrutivos de gênero, uma raiz na causa do problema.
O Subsecretário-Geral de Comunicação e Informação Pública da ONU (DPI), Kiyo Akasaka, encorajou agências publicitárias a participar dos esforços para combater a violência contra a mulher, convidando a indústria a desafiar os estereótipos destrutivos de gênero, uma raiz na causa do problema. “As Nações Unidas precisam da sua ajuda para acabar com um dos mais importantes e brutais desafios do nosso tempo, que afeta a todas as pessoas, em todos os lugares”, declarou o Akasaka, sobre a violência às mulheres. “Essa não é uma questão abstrata”, reforçou o Subsecretário-Geral da ONU. “Para mulheres e meninas, essa é uma luta para que não sejam agredidas, estupradas, molestadas ou forçadas a entrar para o comércio sexual”.
Pouco depois de assumir a posição de Secretário-Geral, Ban Ki-moon, que tornou como uma de suas prioridades máximas acabar com a violência contra a mulher, lançou a campanha conhecida como UNiTE to End Violence against Women (em português, “Unam-se para acabar com a violência contra as mulheres”), que busca sensibilizar a opinião pública e gerar disposição política para o assunto.
Ban Ki-moon também estabeleceu uma Rede de Homens Líderes que reúne atuais e antigos políticos, ativistas, religiosos e outras personalidades comunitárias – como o ganhador do prêmio Nobel da Paz e arcebispo Desmond Tutu e o escritor brasileiro Paulo Coelho – para combater este problema global. “A violência contra a mulher é o tipo mais comum, mais vergonhoso e menos punido crime no mundo”. Destruir essa prática absurda é vital para o desenvolvimento sustentável, crescimento econômico e a paz, ressaltou Akasaka na semana passada na capital russa.
Ele chamou atenção para estudos que têm mostrado que estereótipos negativos, incluindo os que retratam mulheres e homens como objetos sexuais, exacerbam a discriminação de gênero. Mulheres têm sido retratadas de formas humilhantes ou degradantes em letreiros, revistas e na televisão, acrescentou Akasaka. Na reunião da Associação Internacional de Propaganda (IAA), Akasaka propôs, ainda, que publicitários usem seu “imenso poder de persuasão” como arma para atuarem como “dirigentes da mudança para um mundo melhor”.