Representante da ONU pede às autoridades cubanas fim de prisões arbitrárias de ativistas

Segundo alto comissário da ONU, prisões acontecem especialmente às vésperas de manifestações ou reuniões específicas. Ele pediu a libertação dos que foram detidos ilegalmente.

Especialistas da ONU acompanhavam casos de detentos liberados em Cuba e nos Estados Unidos. Foto: ONU.

Alto comissário mostrou preocupação com detenções arbitrárias em Cuba. Foto: ONU.

O alto comissário de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, expressou na terça-feira (15) preocupação por conta do alto número de prisões arbitrárias e detenções de curto prazo, incluindo de defensores de direitos humanos e dissidentes em Cuba nas últimas semanas.

Segundo ele, centenas de prisões arbitrárias aconteceram nas últimas seis semanas. Zeid afirmou que essas detenções acontecem, frequentemente, sem um mandado e às vésperas de reuniões específicas ou manifestações, dando a impressão de querer limitar a liberdade de expressão e assembleia.

O representante da ONU afirmou estar chocado com o fato de que algumas pessoas, incluindo integrantes da organização não governamental Damas de Branco, terem sido presas no Dia de Direitos Humanos, na última sexta-feira (10). “Isso mostra um extraordinário desdém da importância dos direitos humanos por parte das autoridades cubanas”, destacou.

O alto comissário pediu às autoridades respeito aos direitos de todos à liberdade de expressão e à reunião pacífica. O representante da ONU também apelou pelo fim da prisão arbitrária, especialmente , durante ou antes de manifestações pacíficas. Também solicitou a libertação imediata de todos aqueles presos arbitrariamente.