Representante da ONU pede mais fundos para ajudar 53 mil deslocados após ataques no Lago Chade

Até o momento, apenas 22,5 milhões de dólares foram doados para região, o que representa apenas 38% da quantia necessária. Deslocados se encontram em “condições precárias”, alerta ONU.

Mercado na cidade de Bol, nos arredores do Lago Chade. Centros de saúde e água limpa continuam sendo as principais preocupações. Foto: OCHA/Pierre Peron

Mercado na cidade de Bol, nos arredores do Lago Chade. Centros de saúde e água limpa continuam sendo as principais preocupações. Foto: OCHA/Pierre Peron

Cerca de 53 mil pessoas foram forçadas a deixarem suas casas nas ilhas do Lago Chade precisando de comida, água potável, atendimento na área da saúde, e vivendo em “condições precárias”, afirmou o coordenador humanitário da ONU no Chade, Stephen Tull, nesta quinta-feira (10).

A crise do Lago Chade acontece em um contexto geral de vulnerabilidade crônica, agravada pela seca, que afeta os meios de subsistência dos residentes e das pessoas deslocadas que encontraram refúgio nesta localidade, segundo o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

De acordo com a agência da ONU, cerca de 22,5 milhões de dólares já foram mobilizados, o que representa apenas 38% da quantia total necessária. Desde julho, a maior parte dos deslocados recebeu, pelo menos, uma ração de alimentos equivalente a um mês. Latrinas e poços cobrem somente 45% das necessidades de água e 23% do saneamento.

Tull pediu aos doadores para apoiarem o Serviço Aéreo Humanitário das Nações Unidas, uma conexão vital para fortalecer as operações e levar ajuda à região. Ele lembrou os ataques de 5 de dezembro na ilha Koulfoua, no Lago Chade, que matou mais de 30 pessoas e feriu 120 e descreveu o atentado como “uma violação massiva de direitos humanos e do direito internacional humanitário”.