A representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Socorro Gross, tomou posse na sexta-feira (31) na comissão de honra que celebrará os 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), comemorados em 2020. O comitê criado para a data será responsável por discutir o futuro da instituição, inserindo a agenda da saúde em debates mais amplos sobre ciência, tecnologia e inovação.

Representante da OPAS no Brasil, Socorro Gross toma posse em comissão que vai celebrar 120 anos da FIOCRUZ. Foto: OPAS
A representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Socorro Gross, tomou posse na sexta-feira (31) na comissão de honra que celebrará os 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), comemorados em 2020. O comitê criado para a data será responsável por discutir o futuro da instituição, inserindo a agenda da saúde em debates mais amplos sobre ciência, tecnologia e inovação.
Durante a cerimônia que formalizou sua participação na comissão, Socorro disse sentir-se honrada por poder celebrar “o trabalho incansável desta instituição pela saúde pública”. “Para mim, como profissional de saúde vinda de um país pequeno, a Costa Rica, e de uma sub-região como a América Central, é emocionante fazer parte deste momento”, afirmou a especialista em evento realizado na sede da FIOCRUZ, no Rio de Janeiro.
“Quando me formei, foi um de seus graduados (da Fundação Oswaldo Cruz) que me ensinou e me levou ao longo dos caminhos da saúde pública. Esta instituição tem sido crucial na preparação de nossos grandes talentos, de nossos professores e de pessoas que dedicaram sua vida a melhorar a saúde da região das Américas”, acrescentou a chefe da OPAS no Brasil.
Além da agência da ONU, fazem parte da comissão de honra o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Saúde, governadores dos estados que possuem acordo de cooperação com a FIOCRUZ, representantes da academia e de associações e sociedades vinculadas à ciência, saúde e cultura. Um dos objetivos do comitê será discutir o papel da Fundação Oswaldo Cruz e da agenda de saúde pública em meio às atuais transformações da sociedade.
Em seu discurso, Socorro Gross ressaltou o compromisso que a instituição brasileira tem com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), incluindo a meta sobre acesso universal à saúde.
Centro colaborador
A Fundação Oswaldo Cruz tem uma ampla e histórica parceria com a OPAS, organismo que faz parte do Sistema das Nações Unidas e que é o braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas. A instituição brasileira é um centro colaborador da agência da ONU nas áreas de Políticas Farmacêuticas, Educação de Técnicos de Saúde, Saúde Pública e Ambiental, Leptospirose e Saúde Global e Cooperação Sul-Sul.
Entre os centros colaboradores da OMS, estão institutos de pesquisa e departamentos de universidades ou academias, que são designados pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde para realizar atividades de apoio aos programas da agência da ONU.
Atualmente, existem mais de 800 centros colaboradores da OMS em mais de 80 países. Essas instituições trabalham com a OPAS e com a OMS em temas como enfermagem, saúde ocupacional, doenças transmissíveis, nutrição, saúde mental, doenças crônicas e tecnologias de saúde.