Peter Thomson substituirá o atual presidente Mogens Lykketoft e começará o mandato em setembro, no início da 71ª sessão da Assembleia.

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, e Peter Thomson, presidente eleito da Assembleia Geral. ONU Foto: Evan Schneider
A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu seu novo presidente: Peter Thomson, representante permanente de Fiji, substituirá Mogens Lykketoft e começará o mandato em 13 de setembro, no início da 71ª sessão da Assembleia. Na votação secreta, realizada em junho, Thomson ganhou de Andreas Mavroyiannis, do Chipre, com 94 votos a favor, 90 contra e uma abstenção.
Após a votação, Thomson destacou que a eleição marca a primeira vez que um representante de uma pequena ilha em desenvolvimento do Pacífico será presidente da Assembleia. Ele planeja dar prioridade à questão da mudança climática.
Thomson afirmou que a 71ª sessão da Assembleia trará impulso para a Agenda 2030 e servirá para alcançar o progresso nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Sobre esse tema, ele se comprometeu a trabalhar com fidelidade e compromisso com o bem comum.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou que o presidente eleito traz uma ampla perspectiva para o posto por conta do tempo de experiência na arena internacional, seja trabalhando para o governo de Fiji ou no setor privado.
“Estou confiante de que ele buscará ouvir opiniões para criar um consenso. Como o novo presidente eleito disse uma vez: ‘progressos nas Nações Unidas não emanam de cantos contraditórios, mas de cooperação por aqueles que se encontram no meio'”, ressaltou Ban.
O dirigente máximo da ONU lembrou que Thomson tem amplo conhecimento do Sistema das Nações Unidas como presidente do conselho de administração do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). Ele também foi vice-presidente da Assembleia Geral entre 2010 e 2011.
“Além do firme compromisso com o desenvolvimento, o novo presidente é um tenaz defensor do desenvolvimento sustentável e do clima. Eu conto com ele para nos ajudar a realizar tanto a Agenda 2030 quanto o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas”, disse o secretário-geral.
O chefe da ONU aproveitou para parabenizar a liderança de Mogens Lykketoft. “Durante o mês de junho, a Assembleia adotou uma declaração política orientada para a ação sobre o fim da Aids. Lykketoft convocou debates temáticos sobre desafios globais imediatos e enfrentou as fronteiras da crise”, acrescentou. Ban também notou que Lykketoft trouxe uma nova transparência ao processo de seleção para o próximo secretário-geral.
Expressando apoio aos preparativos da posse de Thomson, Lykketoft disse que há muito trabalho a ser feito durante a sessão atual, incluindo a preparação de um evento de alto nível sobre grandes movimentos de refugiados e migrantes em setembro e a realização de diálogos informais com os candidatos para o cargo de secretário-geral, caso seja necessário.