Para Martin Kobler, assegurar retorno, reassentamento ou integração em comunidade de acolhimento ajuda a restaurar direitos. Estratégia deve representar vontade dos vulneráveis.
O Representante Especial das Nações Unidas para o Iraque sublinhou a necessidade de garantir que deslocados continuem recebendo os cuidados e a proteção que necessitam, enquanto esforços são feitos para ajudá-los a regressar para suas regiões de origem, reassentar ou integrar em comunidades de acolhimento.
“Nenhuma solução durável pode ser alcançada sem o consentimento expresso das pessoas em cujo nome a estratégia é implementada”, afirmou o Representante Especial do Secretário-Geral e chefe da Missão da ONU de Assistência ao Iraque (UNAMI), Martin Kobler, durante a Reunião sobre Deslocados e Soluções Duráveis no país, organizada pelo Ministério do Desenvolvimento e Migração do Iraque, pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e pela Organização Internacional para Migração.
“Ao assegurar que aqueles que fugiram da crueldade da violência que se abateu sobre este país nos últimos anos possam retornar com segurança a seus lares – ou, quando o retorno não é possível, que tenham livre escolha de reassentar ou integrar num lugar de sua preferência – ajudamos a restaurar seus direitos”, acrescentou. “Eles são cidadãos deste país, que têm direito a uma vida digna como todos os outros iraquianos.”
Apesar do retorno de cerca de um milhão de deslocados desde 2003, grande número de iraquianos permanece incapaz ou relutante de regressar a seus locais de origem. Segundo o Governo, Bagdá abriga o maior número de famílias: 57.194.