Para representante da COP21, certos pontos do acordo ainda podem gerar diferentes interpretações. Versão final do projeto será apresentada nesta sexta-feira (11).

O acordo final deve ser adotado nesta sexta-feira (11). Foto: COP21
A quarta-feira (9) marcou uma nova etapa no desenvolvimento do acordo sobre mudanças climáticas na Conferência do Clima (COP21) em Paris, França, que tem objetivo de limitar o aumento da temperatura global para abaixo de 2ºC, segundo subsecretário-geral sobre mudanças climáticas das Nações Unidas, Janos Pasztor.
Depois de uma longa noite de negociações, o presidente da COP21 e ministro francês de Relações Internacionais, Laurent Fabius, apresentou uma nova versão do esboço do acordo aos representantes dos governos, que deverão seguir negociando os impasses. A versão final do acordo será adotada na sexta-feira (11).
Segundo o presidente da COP21, o projeto atual é mais enxuto, passando de 43 para 29 páginas. Outro ponto positivo foi a redução de três quartos dos entraves.
Fabius convidou os participantes a continuar as discussões que possibilitarão o alcance de um acordo juridicamente vinculativo, mas que, ao mesmo tempo, seja ambicioso, equilibrado, duradouro e sustentável.
No entanto, ele ressaltou que ainda há pontos controversos sobre a mesa, que podem alterar substancialmente a versão final. Entre eles, a diferenciação de responsabilidades, financiamento e nível de ambição do compromisso.
“Na verdade, pode ser que o acordo contenha certos elementos que não estejam muito precisos ainda ou que sejam erroneamente interpretados”, explicou Fabius, enfatizando que espera que o documento reflita a diversidade de vozes e posições apresentadas na Conferência.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, está estudando os documentos à medida que o diálogo avança na COP21 e se encontrará com representantes de determinados países para ouvir suas visões em relação ao acordo, para que juntos possam elaborar estratégias para avançar nos pontos pendentes.