Representantes da ONU pedem novo tratado sobre comércio de armas

Para os especialistas em assuntos humanitários, é preciso aumentar o controle sobre o destinatário das vendas dos Estados, além da rigidez sobre o comércio de armas leves.

Representantes de Agências das Nações Unidas pediram na quinta-feira (16/02) que um novo tratado sobre comércio de armas seja adotado na Conferência Diplomática das Nações Unidas sobre o tema, que será realizada em julho. Para os especialistas em assuntos humanitários, é preciso aumentar o controle sobre o destinatário das vendas dos Estados, assim como a rigidez sobre o comércio de armas leves.

“O custo humano de tais controles inadequados, da correspondente disponibilidade generalizada e do mau uso de armas é inaceitavelmente alto”, declararam conjuntamente a Administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, o Diretor Executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Anthony Lake, e a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, em nome da Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.

Segundo os Representantes, a nova proposta terá de exigir que Estados avaliem os riscos de sérias violações do direito humanitário internacional e dos direitos humanos que podem ser cometidas com a transferência de armas; abranger a venda de armas convencionais, incluindo as de pequeno porte (estimada em 7 bilhões dólares por ano), e munições; além de assegurar controle sobre todo tipo de transferência, como transporte terrestre e transbordo, empréstimos e arrendamentos.