Há um ano, o Governo da RDC e o grupo rebelde M23 assinaram duas declarações em Nairóbi, no Quênia, para acabar com o conflito entre as Forças Armadas da RDC e do M23, que causou um imenso sofrimento e tirou a vida de milhares de pessoas.

O chefe da MONUSCO, Martin Kobler, felicita e encoraja uma patrulha da Polícia Nacional congolesa em Eringeti, na RDC. Foto MONUSCO / Abel Kavanagh
Uma equipe composta por integrantes das Nações Unidas, União Africana, União Europeia, Estados Unidos e Bélgica para a região dos Grandes Lagos da República Democrática do Congo (RDC) disse, nesta segunda-feira (15), que a implementação das Declarações de Nairóbi continua lenta. Há um ano, o governo da RDC e o grupo rebelde M23 assinaram duas declarações na capital do Quênia, comprometendo-se a tomar medidas imediatas e acabar com o conflito entre as Forças Armadas da RDC e do M23, que causou um imenso sofrimento e tirou a vida de milhares de pessoas.
A equipe aproveitou o aniversário de um ano da negociação de paz para expressar sua preocupação com a demora na execução das medidas acordadas e para pedir aos governos da República Democrática do Congo (RDC), Uganda e Ruanda para que acelerem a anistia e o repatriamento dos ex-combatentes do grupo rebelde M23.
De acordo com um comunicado assinado pelo enviado especial das Nações Unidas para a região dos Grandes Lagos, Said Djinnit e pelo representante especial da ONU e chefe da Missão de Paz da ONU no país (MONUSCO), Martin Kobler, em conjunto com os representantes das outras entidades, “além das questões de anistia e de repatriamento, uma série de outras disposições críticas das Declarações ainda está em processo de implementação, de acordo com seus roteiros e calendários”.