Denúncias se somam aos 63 casos de mau comportamento das tropas da MINUSCA já registrados. Líder da missão enviou equipe para investigar situações de abuso e exploração sexual.

Desde que a MINUSCA começou suas operações no ano passado, já foram registrados 63 casos de mau comportamento das tropas, dos quais 15 seriam relativos a abuso sexual. Foto: Catianne Tijerina
O chefe da Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA), Parfait Onanga-Anyanga, condenou os novos incidentes de abuso e exploração sexual que foram denunciados recentemente e teriam o envolvimento de oficiais da força de paz da ONU. Nesta quinta-feira (12), uma equipe multifuncional foi enviada ao local dos relatos para investigar os fatos e aplicar medidas disciplinares, caso seja comprovada a participação de membros da tropa.
Onanga-Anyanga descreveu os atos como “completamente inaceitáveis” e enfatizou que, embora os oficiais da MINUSCA coloquem suas vidas em risco para proteger corajosamente os civis do país, com meios limitados e em condições duras, qualquer episódio de abuso é “completamente abominável”.
As novas denúncias se somam aos 63 casos de mau comportamento das tropas e funcionários da missão já registrados desde que a MINUSCA deu início às suas operações no país, durante o ano passado. Entre esses incidentes anteriores, 15 estavam relacionados a situações possíveis de exploração sexual, segundo o subsecretário-geral da ONU para as operações de manutenção da paz, Hervé Ladsous.
O chefe da MINUSCA lamentou que denúncias de abuso sexual continuem surgindo, apesar das políticas de transparência e de tolerância zero e dos esforços para prevenir, investigar e responsabilizar a conduta equivocada de parte das tropas. Em outras ocasiões, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que esses casos exigem apoio urgente dos países que fornecem policiais e oficiais para as missões da ONU.