Desde dezembro de 2013, aproximadamente 25% da população do país foi deslocada internamente e mais de 460 mil pessoas fugiram para países vizinhos.
Agências das Nações Unidas expressaram nesta segunda-feira (13) preocupação sobre a decisão das autoridades da República Centro-Africana (RCA) de negar aos refugiados provenientes do país o direito de participar da eleição presidencial no segundo semestre deste ano.
“O coordenador humanitário da ONU, Aurélien A. Agbénonci, o alto comissário para os refugiados (da ONU), e toda a comunidade humanitária na República Centro-Africana expressaram profunda preocupação em relação à decisão do Conselho Nacional de Transição (CNT) de recusar que refugiados centro-africanos votem nas próximas eleições presidenciais e o potencial impacto desta decisão sobre os esforços para promover a reconciliação e coesão social no país”, disse o comunicado do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
Desde dezembro de 2013, aproximadamente 25% da população da RCA foi deslocada internamente e mais de 460 mil pessoas fugiram para Camarões, Congo, República Democrática do Congo (RDC) e Chade.
“Nós todos queremos eleições livres, transparentes, inclusivas e abertas a todos”, destacou Agbénonci. “O regresso dos refugiados ao seu país de origem é estritamente voluntário e este princípio não pode ser violado. É verdade que o processo de reconciliação foi iniciado, mas a decisão para o regresso dos refugiados só pode ser feita por eles”.
