“É essencial evitar que o norte de Mali entre em uma espiral de violência, capaz de desestabilizar toda a região”, afirmou Koenders ao Conselho de Segurança.

Forças de paz da ONU patrulham a cidade de Kidal. Foto: MINUSMA/Blagoje Grujic
Em meio ao surto de violência que irrompeu na cidade de Kidal, no norte de Mali, o chefe da Missão Integrada e Multidimensional de Estabilização no país (MINUSMA), Albert Koenders, pediu, nesta terça-feira (20), que a comunidade internacional tome medidas urgentes para controlar as tensões e evitar que novas provocações levem o país de volta à crise.
“A prioridade hoje é evitar novos confrontos em Kidal”, disse Koenders ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. “É essencial evitar que o norte de Mali volte a entrar em uma espiral de violência, capaz de desestabilizar toda a região”.
O incidente em Kidal envolveu tropas malianas, que supostamente combatiam rebeldes sitiados em prédios do governo, e protestantes que se aglomeraram contra a visita do primeiro-ministro Moussa Maraand. Oito civis e uma autoridade local foram sumariamente executados; 23 membros da MINUSMA foram feridos e 32 pessoas foram capturadas, mas soltas após assistência da Missão.
O governo de Mali tem procurado restaurar a estabilidade depois de uma série de reveses desde 2012, incluindo um golpe militar, confrontos entre as forças do governo e os rebeldes tuaregues, e a captura do norte do país por radicais islâmicos.