Com a ajuda da agência da ONU para refugiados, 194 pessoas deixaram o país no final de outubro e estão voltando para casa. Conflito armado em Angola terminou em 2002.

Refugiados angolanos que voltaram ao seu país após exílio em Botsuana. Foto: ACNUR/J. Abrigada
O último grupo de refugiados angolanos em Botsuana voltou ao seu país de origem no último dia 30 de outubro após o fim do programa de repatriamento voluntário botsuanês, informou a agência da ONU para refugiados (ACNUR) na sexta-feira (1).
O comboio, que transportava 194 pessoas e seus pertences, deixou o campo de refugiados Duwki, aumentando para 461 o número total de angolanos repatriados da Botsuana desde junho do ano passado.
O ACNUR cessou o status de refugiado dos angolanos no dia 30 de junho de 2012. No caso de Botsuana, o status dos refugiados foi retirado pelo governo em agosto e os ex-refugiados angolanos tinham até 31 de outubro desse ano para voltar para casa.
“Com o apoio do ACNUR e da OIM (Organização Internacional para as Migrações), o governo angolano está ajudando as pessoas a voltarem para suas aldeias e começarem uma vida nova. Quase metade daqueles que estão retornando são menores de 17 anos, nasceram no exílio e viveram a maior parte de suas vidas fora da pátria”, informou o porta-voz do ACNUR, Dan McNorton.
Ele acrescentou que a agência forneceu ônibus e caminhões para transportar os refugiados e seus pertences, incluindo camas, chapas de ferro e outros itens domésticos. O ACNUR também fez doações em dinheiro de 100 dólares por adulto e 50 dólares por criança para ajudar na reintegração.
Angola sofreu conflitos armados por mais de 40 anos. A crise no país acabou em 2002, porém mais de 4 milhões de pessoas estavam deslocadas internamente e 600 mil foram para o exílio. A maioria fugiu para países vizinhos, incluindo República Democrática do Congo (RDC), Zâmbia, Namíbia, África do Sul, República do Congo e Botsuana.
Embora a maioria dos refugiados angolanos na região já tenha voltado para casa desde o fim dos conflitos, mais de 100 mil permanecem exilados.