Falta de legitimidade da autoridade dos Estados, crime organizado transnacional e o extremismo estão entre as preocupações. Conflito no Mali deslocou centenas de milhares de pessoas.

Foto: Chefe do Escritório das Nações Unidas no Mali (UNOM), David Gressly (à esquerda), em uma visita a Mopti, Mali, em abril de 2012. Foto: PNUD/Nicolas Meulders
Membros da sociedade civil, acadêmicos e organizações intergovernamentais estiveram presentes nesta quarta-feira (3) em um encontro das Nações Unidas em Dakar, capital do Senegal, para discutir as novas ameaças aos direitos humanos na África Ocidental.
O encontro, intitulado “Árvore do Diálogo” — termo oriundo das tradições africanas — focou o desenvolvimento do debate entre as principais partes interessadas nos direitos humanos na África Ocidental. A região enfrenta novas ameaças aos direitos humanos e estabilidade devido à crise no Mali.
“Essas ameaças incluem a falta de legitimidade da autoridade do Estado em alguns casos, junto ao crime organizado transnacional, o tráfico de drogas, o terrorismo, bem como vários tipos de extremismo”, disse o Chefe do Escritório das Nações Unidas no Mali (UNOM), David Gressly.
O norte do Mali foi ocupado por radicais islâmicos após o início dos combates entre as forças governamentais e os rebeldes tuaregues em janeiro de 2012. O conflito deslocou centenas de milhares de pessoas e levou o Governo do Mali a solicitar assistência da França para deter o avanço militar de grupos extremistas.
O encontro, que foi organizado em parceria pelo UNOM e pelo Escritório das Nações Unidas para a África Ocidental (UNOWA), é o primeiro de uma série de consultas. O UNOWA disse que as reuniões “Arvore do Diálogo” querem se tornar uma plataforma para trocas informais sobre questões de governança, Estado de Direito, direitos humanos, gênero e a paz e segurança na região.