Relatório lançado pelo Banco Mundial na terça-feira (30), em Washington, mostrou que a riqueza global aumentou 66% entre 1995 e 2014. Segundo o estudo “Mudança na Riqueza das Nações”, a cifra passou de 690 trilhões de dólares para mais de 1 quatrilhão de dólares.
Após análise de 141 países, o documento concluiu que a riqueza global per capita estagnou ou caiu nesse período em pelo menos 20 deles. A queda foi puxada pela África Subsaariana, onde a população cresceu mais do que o investimento.

Capital humano é responsável por dois terços da riqueza do mundo, segundo relatório do Banco Mundial. Foto: Agência Brasil
Relatório lançado pelo Banco Mundial na terça-feira (30), em Washington, mostrou que a riqueza global aumentou 66% entre 1995 e 2014. Segundo o estudo “Mudança na Riqueza das Nações“, a cifra passou de 690 trilhões de dólares para mais de 1 quatrilhão de dólares.
Após análise de 141 países, o documento concluiu que a riqueza global per capita estagnou ou caiu nesse período em pelo menos 20 deles. A queda foi puxada pela África Subsaariana, onde a população cresceu mais do que o investimento.
O objetivo da pesquisa não foi classificar os países de acordo com a riqueza, mas descrever tendências gerais. Entre 1995 e 2014, por exemplo, dos 20 países em que a riqueza per capita cresceu mais rapidamente, a maior parte está em desenvolvimento. China e Índia, por exemplo, fazem parte dessa lista.
Já na região da América Latina e Caribe, destacam-se o Chile e o Peru, pois neles a riqueza per capita mais que dobrou nesse período. O Brasil também registrou crescimento, embora em menor intensidade: cerca de 20%.
O cálculo da riqueza de cada economia e do mundo leva em conta quatro fatores. O primeiro deles é o capital produzido, que inclui construções, máquinas e infraestrutura.
Em segundo lugar, o capital natural, como terra agrícola, florestas, minerais e petróleo. Em terceiro, o capital humano, que consiste nas habilidades e na experiência dos trabalhadores. Finalmente, vem a soma de ativos e passivos estrangeiros de um país.
A medida da riqueza funciona como um complemento ao Produto Interno Bruto (PIB), e não como substituição. Ela, na verdade, reflete o estado dos ativos que produzem o PIB; e se os investimentos em capital humano, produzido e natural serão suficientes para acompanhar o crescimento da população.
Segundo o documento, o capital humano é o maior componente da riqueza do mundo, somando dois terços do total. Só que, nos países ricos, ele corresponde a uma fatia maior: 70%, contra 40% nos mais pobres. Por isso, o relatório aponta para a necessidade de investir em pessoas para criação de riqueza e geração de renda futura.
Clique aqui para acessar o relatório (em inglês).