Ritmo de desenvolvimento da África segue lento e desigual, apesar de progressos

Comissão Econômica para África e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgaram relatório sobre os problemas no desenvolvimento do continente.


O progresso do continente africano para erradicar a extrema pobreza e acelerar o desenvolvimento social são insuficientes para atingir até 2015 os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). No entanto, o relatório “Avaliação do Progresso na África rumo aos Objetivos do Milênio” divulgado nesta quinta-feira (06/10) pela Comissão Econômica da ONU para a África (ECA), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pelo Banco Africano de Desenvolvimento e pela União Africana (UA) ressalta: alguns índices melhoraram.

O desempenho da África na educação primária, na participação das mulher nas decisões políticas e na imunização de crianças contra a AIDS e tuberculose foram considerados bons. “Esses progressos, principalmente em Estados frágeis e em situação de pós-conflito, sugerem que com vontade política, recursos adequados e estruturas do governo sustentáveis as metas do ODM poderão ser cumpridas mesmo em difíceis circunstâncias”, analisou o relatório.

A redução da pobreza, da desnutrição e do desemprego foram afetadas pelo choque da economia global, enquanto as mulheres sofrem as maiores consequências no continente. A disparidade de oportunidades de gênero no ensino médio e universitário e no mercado de trabalho entre jovens preocupa, principalmente, no norte do continente.

Na saúde, os dados variam. A melhora dos índices de mortalidade infantil e imunização é considerado insuficiente para cumprir os Objetivos de 2015. O relatório alerta também para a alta mortalidade materna em partos. A demora na assistência, o alto nível de gravidez na adolescência e a falta de planejamento familiar foram as principais causas para os altos índices apresentados. Mas há avanços no atendimento às mulheres no pré-natal. No Norte da África, por exemplo, a porcentagem de mães atendidas por profissionais subiu de 46%, em 1990-1999, para 80% em 2000-2009.

O acesso a água potável não apresentou grandes mudanças e saneamento básico ainda é um desafio, especialmente para populações rurais. O consumo de substâncias nocivas à atmosfera diminuiu e o acesso a fontes de água melhorou. Apesar de não estar entre os principais poluidores do mundo, o continente africano aumentou a emissão de gases estufa e se encaminha a não cumprir as metas de biodiversidade.

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