Mais de 10 milhões de norte-coreanos estão sofrendo com uma “severa escassez de alimentos” após a pior colheita em uma década, de acordo com uma avaliação de segurança alimentar das Nações Unidas divulgada no início de abril (3).
Safras fracas por conta de ondas de calor e enchentes durante a temporada significam que pessoas afetadas não terão comida suficiente até a próxima colheita.
A avaliação para a Coreia do Norte é baseada em dados coletados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), que realizaram missões no país no mês passado e em novembro de 2018.

Equipe de avaliação da FAO e do PMA visita o condado de Unpa, em Hwanghae do Norte, na Coreia do Norte, em abril de 2019. Foto: PMA/James Belgrave
Mais de 10 milhões de norte-coreanos estão sofrendo com uma “severa escassez de alimentos” após a pior colheita em uma década, de acordo com uma avaliação de segurança alimentar das Nações Unidas divulgada no início de abril (3).
Safras fracas por conta de ondas de calor e enchentes durante a temporada significam que pessoas afetadas não terão comida suficiente até a próxima colheita.
A avaliação para a Coreia do Norte é baseada em dados coletados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), que realizaram missões no país no mês passado e em novembro de 2018.
As agências da ONU concluíram que as safras reduzidas, junto às perdas acentuadas após a colheita, deixaram o país com um déficit de alimentos de 1,36 milhão de toneladas métricas. O cálculo leva em consideração a capacidade da Coreia do Norte de importar alimentos de fora do país.
A produção agregada 2018-2019 é estimada em 4,9 milhões de toneladas métricas, a mais baixa desde a temporada 2008-2009.
Além das condições climáticas desfavoráveis, suprimentos limitados de insumos agrícolas, como combustível e fertilizante, tiveram um “impacto adverso significativo”, segundo as agências.

Agricultores no condado de Sinchon, Hwanghae do Sul, na Coreia do Norte. Foto: PMA/James Belgrave
O relatório também encontrou níveis preocupantemente baixos de consumo de alimentos, diversidades limitadas de dietas e famílias sendo forçadas a cortar refeições, ou simplesmente comer menos.
Uma preocupação especial é a falta de diversidade de dieta, que é essencial para uma boa nutrição. Isto se torna ainda pior no que diz respeito a famílias com crianças pequenas, ou grávidas e lactantes, que são mais vulneráveis à má nutrição.
A avaliação concluiu que o Sistema Público de Distribuição do governo, do qual uma grande parcela da população depende, foi forçado a cortar provisões para o menor nível já registrado para este período do ano.
In #DPRK around 10 million North Koreans are suffering food shortages after worst harvest in a decade – joint assessment from @UN's @FAO and @WFP pic.twitter.com/0k4GZrZZCX
— UN News (@UN_News_Centre) 3 de maio de 2019