Salas de aulas ‘feias’ prejudicam desempenho escolar, afirma pesquisa

As escolas do Chile são as que contam com melhor infraestrutura escolar na América Latina. Brasil, Argentina, México e Uruguai vem a seguir.

Escolas bonitas e confortáveis favorecem o estudo. Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza

Escolas bonitas e confortáveis favorecem o estudo. Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza

Pesquisa recente feita com diretores de colégios parceiros do Programa para a Avaliação Internacional de Alunos (PISA), também conhecido como o “Enem internacional”, mostra que condições físicas  desfavoráveis dos  centros de estudo explicam, em parte, a deficiente aprendizagem estudantil. Características tais como poucos espaços recreativos, salas de aulas pequenas, iluminação fraca e falta de controle da temperatura ambiente afetam os estudantes da América Latina.

O maior problema, de acordo com a pesquisa, são os sistemas de calefação e de ar-condicionado. Costa Rica e Brasil, dois dos países mais quentes, dizem ter mais da metade de seus alunos em sala de aulas com sistemas de controle de temperatura inadequados.

O Chile é o país que conta com melhor infraestrutura escolar da região, seguido por Brasil, Argentina, México e Uruguai. Costa Rica e Colômbia estão entre os cinco últimos do ranking, de um total de 65 países pesquisados no mundo todo.

Ainda assim, a despesa anual acumulada em educação no Chile é de 32.250 dólares (71.610 reais) por aluno, menos da metade da média de 83.382 dólares (185.182 reais) por aluno nos países que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que agrupa os 20 países mais ricos do mundo.

O IPSA é coordenado pela OCDE, com apoio do Banco Mundial.