Os povos indígenas são os melhores protetores das florestas tropicais. Foto: Mongabay | Daniel Aguilar.

ONU: é essencial que países mobilizem recursos para proteger povos indígenas na pandemia

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a aplicação deficiente das proteções ambientais durante a crise de COVID-19 trouxe uma crescente invasão dos territórios dos povos indígenas por mineradores e madeireiros ilegais em diversos países.

“Muitos povos indígenas foram vítimas de ameaças e violência, e muitos perderam a vida diante de tais ameaças”, afirmou, em mensagem para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, observado no próximo domingo (9).

Segundo ele, é essencial que os países mobilizem os recursos para responder às necessidades dos indígenas, honrar suas contribuições e respeitar seus direitos inalienáveis.

Saneamento e higiene têm papel fundamental na resposta à COVID-19, aponta relatório

Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Banco Mundial e Instituto Internacional de Águas de Estocolmo (SIWI) lançaram na quarta-feira (5) a nota técnica “O papel fundamental do saneamento e da promoção da higiene na resposta à COVID-19 no Brasil”.

A nota traz uma análise sobre as ações implementadas no país e recomendações para uma resposta mais eficaz e equitativa do setor à crise da COVID-19.

Entre as recomendações, está assegurar a disponibilidade de dados confiáveis e desagregados relativos ao acesso adequado a água e esgoto e higiene em domicílios, escolas e estabelecimentos de saúde.

A América Latina e o Caribe é a região em desenvolvimento mais afetada por essa conjuntura e será marcada principalmente pelos retrocessos nas vendas de manufaturas, mineração e combustíveis. Foto: MSC shipping

Comércio internacional da América Latina e Caribe cairá 23% em 2020 devido aos efeitos da pandemia

O comércio internacional da América Latina e do Caribe terá uma queda acentuada de 23% em 2020, mais do que a registrada durante a crise financeira de 2009 – quando diminuiu 21% – como consequência dos efeitos econômicos derivados da pandemia de COVID-19, informou nesta quinta-feira (6) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em relatório.

A diminuição ocorre em um contexto global em que o comércio mundial acumula uma queda de 17% em volume entre janeiro e maio de 2020. A América Latina e o Caribe é a região em desenvolvimento mais afetada por essa conjuntura e será marcada principalmente pelos retrocessos nas vendas de manufaturas, mineração e combustíveis.

Na pesquisa, 69% dos bancos indicaram que o setor econômico visto como mais exposto aos riscos climáticos é o silvo-agropecuário, seguido pelo setor de geração de energia, com 44%. Foto: Departamento dos Estados Unidos para Agricultura/Ryan Thompson

Menos da metade dos bancos latino-americanos considera mudanças climáticas em suas estratégias

Uma nova pesquisa com 78 instituições financeiras da América Latina e do Caribe revelou que 38% delas incorporam diretrizes associadas às mudanças climáticas em sua estratégia e 24% têm uma política de avaliação e divulgação de riscos climáticos.

Os autores da análise concluíram que os riscos climáticos não são gerenciados principalmente devido à falta de informação sobre o impacto financeiro das mudanças climáticas e à ausência de demandas por parte dos reguladores.

A pesquisa foi desenvolvida pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI) e pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), com a colaboração da Federação Latino-Americana de Bancos (FELABAN).

A rápida disseminação da COVID-19 e as medidas tomadas pelos governos tiveram graves consequências nas principais economias mundiais, o que provocou uma queda significativa no comércio global. Foto: APPA

CEPAL analisa efeitos da pandemia no comércio internacional e na logística da América Latina e Caribe

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) apresentará na quinta-feira (6) seu relatório especial COVID-19 N⁰ 6, que acompanha os efeitos socioeconômicos da pandemia na região e fornece estimativas do impacto da pandemia nas exportações, importações, transporte e logística.

O documento “Os efeitos da COVID-19 no comércio internacional e na logística” incluirá previsões sobre setores exportadores mais afetados, nível do comércio intrarregional, atividade portuária, tráfego aéreo e transporte terrestre, assim como recomendações para aprofundar a integração regional.

A apresentação do relatório será feita por meio de coletiva de imprensa virtual liderada por Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, de Santiago, Chile, às 12h (Horário de Brasília).

Uma mulher usa máscara facial enquanto trabalha em Gujarat, na Índia. Foto: UNICEF

Não há ‘bala de prata’ para combater COVID-19, diz chefe da agência de saúde da ONU

Não existe “nenhuma bala de prata” para combater a COVID-19, disse o chefe da agência de saúde da ONU a jornalistas na segunda-feira (3), acrescentando que “talvez nunca exista”.

O Comitê de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) reuniu-se na sexta-feira (31) para analisar o atual cenário da pandemia, no que o chefe Tedros Adhanom Ghebreyesus chamou de “um momento preocupante”.

“Nunca é tarde para mudar essa pandemia”, afirmou Tedros, acrescentando que “se agirmos juntos hoje”, podemos salvar vidas e meios de subsistência.

Um menino de dez anos estuda com a ajuda de sua mãe em casa no assentamento informal de Mathare, em Nairóbi, Quênia. Foto: UNICEF/Translieu/Nyaberi

ONU: mundo deve ‘redesenhar’ a educação em meio à pandemia

Em meio à maior crise jamais vista na educação global, provocada pela pandemia de COVID-19, temos uma “oportunidade geracional” para “redesenhar” a área. A avaliação é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em uma mensagem em vídeo ao lançar nesta terça-feira (4) um relatório sobre o tema.

“A educação é a chave para o desenvolvimento pessoal e o futuro das sociedades. Desbloqueia oportunidades e reduz desigualdades. É o alicerce das sociedades informadas e tolerantes e o principal impulsionador do desenvolvimento sustentável”, disse Guterres.

Segundo a ONU, até meados de julho, as escolas estavam fechadas em mais de 160 países, afetando mais de 1 bilhão de estudantes. Além disso, pelo menos 40 milhões de crianças em todo o mundo não tiveram acesso à educação pré-escolar. E os pais e responsáveis – e especialmente as mulheres – foram forçados a assumir os encargos mais pesados de cuidados em casa.

Quatro áreas prioritárias de ação são sugeridas pelas Nações Unidas; saiba aqui quais são e assista ao vídeo.

Convenção da OIT sobre trabalho infantil conquista ratificação universal

Nesta terça-feira (4), pela primeira vez na história da Organização Internacional do Trabalho (OIT), todos os seus Países-membros ratificaram a Convenção sobre a proibição das piores formas de trabalho infantil.

A Convenção nº 182 exorta a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo a escravidão, o trabalho forçado e o tráfico de crianças. Proíbe a utilização de crianças em conflitos armados, a prostituição, a pornografia e atividades ilícitas, como tráfico de drogas e trabalhos perigosos.

A OIT estima que existam 152 milhões de crianças submetidas ao trabalho infantil, 73 milhões das quais realizam trabalhos perigosos.

Criança no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Senso de urgência da Agenda 2030 é ainda maior com pandemia, diz ONU no Brasil

O senso de urgência para a execução da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi renovado diante dos efeitos da pandemia de COVID-19 no Brasil e no mundo, na avaliação do coordenador-residente da ONU no país, Niky Fabiancic.

“Temas que já estavam expressos na Agenda 2030 em 2015, como o acesso à água e a saneamento básico e a universalização dos serviços de saúde, se mostram imprescindíveis para a superação desta crise sem precedentes”, disse.

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

Desigualdade social é obstáculo para enfrentamento da COVID-19, dizem pesquisadores

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep), realizaram na semana passada (29) a 14ª edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”.

Professores e pesquisadores foram convidados a fazer paralelos históricos com a pandemia da COVID-19. Uma das conclusões foi a de que a desigualdade social é, de fato, um grande obstáculo para o enfrentamento de crises sanitárias.

O treinamento ocorreu na Casa da Mulher Brasileira, em São Paulo (SP). Foto: OPAS

OPAS e Prefeitura de São Paulo treinam servidoras para atender mulheres vítimas de violência

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizou, em conjunto com a Secretaria de Relações Internacionais e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania do município de São Paulo, um treinamento para cerca de 40 servidoras municipais que atendem mulheres vítimas de violência na capital paulista.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que os casos de feminicídio tiveram um aumento de 22,2% em 12 estados brasileiros no período entre março/abril de 2019 e março/abril de 2020.

Na cidade de São Paulo, os casos de violência contra a mulher cresceram 30% entre os meses de fevereiro e março de 2020, segundo o Núcleo de Gênero e o Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de São Paulo.

Rua comercial em Briedgetown, Barbados. Foto: Flickr/Roger W(CC)

Barbados assinará acordo para sediar conferência da UNCTAD em 2021

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e o governo de Barbados assinarão na quarta-feira (5) um acordo sobre a realização da 15ª conferência ministerial quadrienal da organização, prevista para a primavera de 2021, na capital do país insular, Bridgetown.

A UNCTAD15 será uma oportunidade para os países discutirem como reconstruir e fortalecer suas economias após a crise da COVID-19, para garantir prosperidade para todos.

Profissional de saúde verifica a temperatura de paciente em hospital na província de Nonthaburi, Tailândia. Foto: ONU Mulheres/Pathumporn Thongking

Efeitos da pandemia serão sentidos por décadas, diz chefe da OMS

Manifestando “apreço pelos esforços de resposta à pandemia de COVID-19 feitos por Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros”, o comitê de emergência convocado pelo chefe da agência deixou claro que ainda não há um fim à vista para a crise de saúde pública que até agora infectou mais de 17 milhões e matou mais de 650 mil pessoas.

“A pandemia é uma crise de saúde que ocorre uma vez no século, cujos efeitos serão sentidos nas próximas décadas”, disse Tedros ao Comitê em seu discurso de abertura na sexta-feira (31).

“Muitos países que acreditavam ter passado pelo pior agora estão enfrentando novos surtos. Alguns que foram menos afetados nas primeiras semanas agora estão vendo um número crescente de casos e mortes. E alguns que tiveram grandes surtos os controlaram.”

Em meio à falta de saneamento, moradores equilibram-se em 'ruas' de madeira para chegar a suas casas em Altamira, no Pará. Foto: Valter Campanato/ABr

É preciso acelerar esforços para garantir direito humano a água e saneamento, diz relator da ONU

Dez anos depois de a ONU reconhecer explicitamente o acesso a água e saneamento como um direito humano, bilhões de pessoas carecem desses serviços, alertou um especialista da ONU na semana passada (27).

“A pandemia de coronavírus nos ensinou que deixar para trás as pessoas que mais precisam de serviços de água e saneamento pode levar a uma tragédia humanitária”, disse o brasileiro Léo Heller, relator especial sobre os direitos humanos à água e ao saneamento.

“Nos próximos 10 anos, os direitos humanos à água e ao saneamento devem ser uma prioridade se quisermos construir sociedades justas e humanas.”

UNIDO participou de painel temático com especialistas em resíduos sólidos, compostagem e biometanização. Foto: UNIDO

UNIDO participa de webinar sobre Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) participou na quarta-feira (29) do webinar “PNRS 2030 – Caminhos para implementação efetiva da Política Nacional de Resíduos Sólidos nos próximos 10 anos”.

O evento reuniu discussões em torno da gestão sustentável de resíduos sólidos no Brasil. O consultor da UNIDO Luis Felipe Colturato, especialista em resíduos e biogás, fez uma apresentação técnica durante o painel “Resíduos orgânicos/compostáveis – gestão estratégica e oportunidades para uma nova sociedade”.

Foto: UNAIDS

VÍDEO: Tratamento para HIV e COVID-19 — dispensação para múltiplos meses

O UNAIDS recomenda que os países adotem a dispensação de terapia antirretroviral para múltiplos meses. Assim, quem vive com HIV reduz o número de visitas ao serviço de saúde durante a pandemia de #COVID19 e mantém seu tratamento.

Este sistema de dispensação para múltiplos meses (DMM, na sigla em inglês) também ajuda a desafogar os serviços de saúde, já bastante congestionados em função da pandemia.

Mergulho virtual nas águas de Belize ensina como proteger os oceanos

Você gostaria de mergulhar nas águas caribenhas do Belize para aprender como proteger nossos ecossistemas marinhos?

Junte-se à campanha Selvagem Pela Vida do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e participe de uma jornada virtual e imersiva através de três ecossistemas marinhos ameaçados por atividades humanas como o turismo, a pesca e a poluição.

A Jornada Marinha, disponível em português, permite que os usuários explorem o fundo do mar como três personagens diferentes, mostrando como a biodiversidade fornece bens e serviços vitais à humanidade, além de apresentar as ameaças que esses ecossistemas estão enfrentando e ensinar como ações simples podem ajudar a proteger esses habitats interconectados.

Foto: EBC

UNESCO: pandemia expõe importância de universalizar acesso à Internet no mundo

A pandemia de COVID-19 tem lembrado o mundo sobre a importância da Internet como uma janela para a educação, o acesso à informação, saúde, cultura e a inúmeros outros aspectos da vida diária.

O hiato digital entre quem está online e offline está ameaçando se tornar a nova face da desigualdade, reforçando desvantagens sociais e econômicas, disse a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Foto: EBC

Economias latino-americanas só terão retomada se curva de contágio for achatada, diz relatório

Um novo relatório conjunto de Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) indica que somente se a curva de contágio da pandemia da COVID-19 for achatada, as economias da região poderão ser retomadas.

O relatório propõe uma abordagem com três fases que incluem a adoção de políticas de saúde, econômicas, sociais e produtivas destinadas a controlar e mitigar os efeitos da pandemia, reativar com proteção e reconstruir de maneira sustentável e inclusiva. 

Mãe e bebê em um hospital provincial na província de Kontum, no Vietnã. Foto: UNFPA Vietnã

ONU elogia resposta à pandemia no sudeste da Ásia, mas alerta para desigualdades

Um relatório das Nações Unidas lançado nessa quinta-feira (30) elogiou a resposta à pandemia de COVID-19 no sudeste da Ásia.

A região, que assim como outras partes do mundo sofreu um importante impacto econômico e político decorrente da pandemia, respondeu bem aos desafios em parte por conta de uma ação rápida dos governos e da cooperação regional em vários setores.

Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, as medidas de contenção pouparam o sudeste da Ásia do grau de sofrimento e de perturbação visto em outros lugares.

Ele lembrou, no entanto, que a crise atingiu de forma mais dura os mais vulneráveis: “A pandemia evidenciou profundas desigualdades, fraquezas da governança e a necessidade de um caminho de desenvolvimento sustentável. E revelou novos desafios, inclusive para a paz e a segurança”.

Acesse o vídeo e o documento aqui.

PNUMA e UNESCO se unem ao Instituto Alana na campanha global da semana sem plástico

Pela primeira vez no Brasil acontece a Semana Sem Plástico, entre os dias de 27 a 31 de julho, com o intuito de fomentar reflexões sobre o uso indiscriminado do plástico e dos hábitos de consumo.

Fazem parte da iniciativa o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente no Brasil (PNUMA), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, o Instituto Alana, por meio do programa Criança e Consumo, Break Free From Plastic, Videocamp, Instituto Polis, GAIA e Aliança Resíduo Zero Brasil.

A Semana Sem Plástico faz parte da campanha global #PlasticFreeJuly e terá programação digital e gratuita. Participe!

Durante o evento, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que o empoderamento das mulheres rurais significa a promoção do crescimento e a produtividade da agricultura. Foto: MAPA

FAO e Ministério da Agricultura lançam campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos 2020

Foi lançada na quarta-feira (29), durante evento no Palácio do Planalto, a quinta edição da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos, cujo objetivo é dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes.

Entre as ações da campanha estão a identificação e difusão de experiências e conhecimentos sobre o poder transformador das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, e a realização de concurso, seminários e oficinas que levem até elas o conhecimento de direitos e políticas públicas ao seu alcance.

Todas as pessoas devem ter acesso a espaços públicos verdes, diz publicação da ONU

O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e o Instituto Semeia participaram na semana passada de dois eventos online sobre a publicação “Parques para Todas e Todos”, abordando a importância de garantir o acesso de todas pessoas aos espaços públicos verdes.

Nos eventos, discutiu-se como as equipes de gestão pública podem trabalhar para incluir a perspectiva de gênero em sua atuação.

Campanha Verificado evidencia solidariedade brasileira no combate à pandemia

A campanha Verificado – iniciativa das Nações Unidas para combater a desinformação – destaca algumas ações de solidariedade no Brasil que estão acontecendo durante a pandemia da COVID-19.

Em São Paulo, uma ONG está treinando cidadãos a levarem informações sobre medidas de higiene e prevenção do vírus. No Rio de Janeiro, uma outra organização atua entre pessoas sem acesso à internet e utiliza alto falantes e arte de rua para disseminar dicas sobre a COVID-19.

Energia eólica, limpa e renovável. Foto: Alexander Droeger/CC.

Transição para economia verde criaria 15 milhões de empregos na América Latina e Caribe até 2030

Relatório de Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que a transição para uma economia de zero emissões líquidas provocaria o desaparecimento de cerca de 7,5 milhões de empregos no setor elétrico baseado em combustíveis fósseis, na extração de combustíveis fósseis e na produção de alimentos de origem animal.

No entanto, essas perdas seriam mais do que compensadas: 22,5 milhões de empregos seriam criados nos setores de agricultura e produção de alimentos baseados em plantas, eletricidade renovável, silvicultura, construção e manufatura.

Brasileira integra novo órgão da ONU sobre clima e diz que jovens trazem criatividade e inovação

A partir desta semana (28), a brasileira Paloma Costa Oliveira passa a fazer parte do Grupo Consultivo da Juventude sobre Mudança Climática, que aconselhará o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Em entrevista à ONU News, a jovem advogada e defensora de direitos humanos diz que a iniciativa “é uma grande oportunidade para dar uma revigorada em tudo o que tem sido feito, trazendo uma nova perspectiva”.

Para ela, a criação do grupo significa que se chegou a um esgotamento de ideias e é necessário um espaço de criatividade e inovação, o que pode ser trazido pela juventude. Leia a entrevista na íntegra.

Após três rodadas de entrevistas com mais de 2 mil pessoas, o projeto faz um diagnóstico e monitoramento das condições sanitárias e socioeconômicas dos moradores. Foto: SECOM/AL

Projeto do ONU-Habitat com governo de Alagoas monitora situação da pandemia nas grotas de Maceió

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o governo de Alagoas lançaram na semana passada (24) um projeto de monitoramento e resposta rápida à COVID-19 nos assentamentos informais de Maceió, conhecidos como grotas.

Após três rodadas de entrevistas com mais de 2 mil pessoas, o projeto servirá de base para diagnóstico e monitoramento das condições sanitárias e socioeconômicas dos moradores das grotas.

Tais informações poderão auxiliar o poder público na formulação de soluções emergenciais, políticas e projetos de sustentabilidade para melhorar as condições de vida da população nessas localidades.

A América Latina e o Caribe é a região em desenvolvimento mais afetada por essa conjuntura e será marcada principalmente pelos retrocessos nas vendas de manufaturas, mineração e combustíveis. Foto: MSC shipping

Acordo de livre comércio ajudará países africanos a diversificar exportações, diz Banco Mundial

A implementação da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA, na sigla em inglês) criará o maior acordo de livre comércio do mundo em número de países participantes. O pacto conecta 55 nações com um Produto Interno Bruto (PIB) total de 3,4 trilhões de dólares.

Como a economia global está em crise devido à pandemia de COVID-19, a criação do vasto mercado regional é uma grande oportunidade para ajudar os países africanos a diversificar suas exportações, acelerar o crescimento e atrair investimentos estrangeiros diretos, disse o Banco Mundial.

Globalmente, cerca de 1,6 bilhão dos 2 bilhões de trabalhadores da economia informal são afetados por medidas de confinamento e de contenção. Foto: OIT

CEPAL e OPAS apresentam relatório conjunto sobre saúde e economia no contexto da COVID-19

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apresentarão na quinta-feira (20) o relatório conjunto “Saúde e economia: uma convergência necessária para enfrentar a COVID-19 e retomar o caminho para o desenvolvimento sustentável na América Latina e no Caribe”.

O documento aborda a necessidade de tomar medidas de saúde para achatar a curva da COVID-19 e, assim, retomar a economia nos países da região.

A apresentação será realizada por meio de uma coletiva de imprensa virtual, às 12h30 (horário de Brasília), liderada por Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, e Carissa Etienne, diretora da OPAS.

OMS: pandemia de COVID-19 é ‘uma grande onda’, não é sazonal

O vírus da COVID-19 provavelmente não será afetado pelas mudanças de estação, como outras doenças respiratórias, informou a agência de saúde da ONU na terça-feira (28), pedindo mais respeito às medidas de distanciamento físico para impedir sua propagação.

“As estações não parecem estar afetando a transmissão desse vírus”, disse Margaret Harris, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O que está afetando a transmissão são as reuniões de massa, as pessoas se reunindo sem distanciamento social, não tomando as precauções para garantir que não estejam em contato próximo.”

Profissional de saúde exibe vacina contra a hepatite B. Foto: UNICEF/Shehab Uddin

OPAS pede prevenção e tratamento contínuos das hepatites durante pandemia

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pediu na segunda-feira (27) que os serviços essenciais de prevenção e tratamento das hepatites virais sejam mantidos durante a pandemia de COVID-19 para que o progresso rumo à sua eliminação não seja interrompido.

“No meio de uma pandemia, as hepatites virais continuam a adoecer e matar milhares de pessoas”, lembrou a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne. “Esses serviços, incluindo a vacinação contra a hepatite B, são essenciais e não podem ser interrompidos. Os cuidados devem continuar em segurança para todos aqueles que precisam”, complementou.

Autocuidado de meninas e mulheres deve ser acompanhado de políticas de saúde

O autocuidado de meninas e mulheres durante a pandemia de COVID-19 deve ser acompanhado de políticas de saúde – como acesso a serviços de acolhimento amigáveis, distribuição de insumos como medicamentos e métodos contraceptivos, e informação de qualidade.

A conclusão é de especialistas que participaram do terceiro webinário direcionado a jovens e adolescentes, realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) na semana passada (16).

A maioria pertence a comunidades indígenas, que estão enfrentando algumas das mais altas taxas de incidência da doença.

COVID-19: Nações Unidas pedem mais apoio a povos indígenas na região amazônica

As Nações Unidas em Colômbia, Brasil e Peru pedem um aumento nos esforços de apoio e resposta na região amazônica, à medida que a COVID-19 continua em alta na região, afetando centenas de milhares de pessoas indígenas.

O Sistema ONU tem colaborado estreitamente com os três países para planejar a resposta na região de fronteira.

Apesar desses esforços, a capacidade de resposta permanece limitada, pois a escassez de financiamento está dificultando significativamente a atuação dos atores humanitários para atender as necessidades identificadas.

Como alimentar 10 bilhões de pessoas até 2050

Evidências sugerem que a falta de alimentos não seja um problema global, e sim a ineficiência do sistema alimentar. Há falhas em todo o processo de produção e consumo, a começar pelo uso da terra. Por exemplo, como uma resposta à crescente demanda por carnes e laticínios, cerca de 60% das terras agrícolas do mundo são usadas para a atividade pecuária.

Além disso, cerca de um terço dos alimentos produzidos são perdidos entre a fazenda e a mesa, enquanto são armazenados, transportados, processados, embalados, vendidos e preparados. Leia o relato do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Busan, segunda maior cidade da Coreia do Sul. Foto: ONU/Kibae Park

Cidades arcam com o maior peso da crise de COVID-19; ONU faz recomendações para áreas urbanas

As Nações Unidas lançaram nessa terça-feira (28) um relatório sobre a crise de COVID-19 com foco nas áreas urbanas, responsáveis por 90% dos casos notificados.

Segundo o secretário-geral da organização, António Guterres, as cidades carregam o maior peso da crise, com sistemas de saúde sob pressão, serviços inadequados de água e saneamento e outros desafios. O quadro é pior nas áreas mais pobres, onde a pandemia expôs desigualdades “profundamente enraizadas”, disse Guterres.

“Mas as cidades são também lugares de solidariedade e resiliência extraordinárias. Desconhecidos que se ajudam uns aos outros, ruas aplaudindo trabalhadores essenciais, comércios locais doando produtos que salvam vidas. Temos visto o melhor do espírito humano nessas ações.”

Acesse o vídeo e o relatório aqui.

A brasileira Paloma Costa Oliveira (3 da esquerda para a direita) é advogada e defensora de direitos humanos que coordenou as delegações de jovens em várias conferências climáticas.

Brasileira está entre jovens líderes que aconselharão ONU no combate às mudanças climáticas

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou na segunda-feira (27) os nomes de sete jovens líderes climáticos – entre eles, uma brasileira – que o aconselharão regularmente sobre a aceleração de ações e ambições globais para enfrentar a piora da crise climática.

O anúncio marca um novo esforço das Nações Unidas para trazer mais jovens líderes para os processos de tomada de decisão e planejamento, enquanto a ONU trabalha para mobilizar a ação climática como parte dos esforços de recuperação da COVID-19.

Um profissional de saúde em Brazzaville, no Congo, usa equipamentos para se proteger do novo coronavírus. Foto: OMS

OMS: casos de COVID-19 ultrapassam 15 milhões no mundo; 620 mil mortes

A maioria dos casos no mundo, ou 10 milhões, estava em apenas dez países, com Estados Unidos, Brasil e Índia respondendo por quase metade. Na tarde de quinta-feira (23), os EUA ultrapassaram o marco de 4 milhões de infecções.

“Estamos pedindo a todos que tratem as decisões sobre aonde vão, o que fazem e com quem se encontram como decisões de vida ou morte – porque elas o são”, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, falando de Genebra.

Investimento em políticas públicas para mulheres negras é fundamental para enfrentar a COVID-19

A ampliação do investimento em políticas públicas direcionadas às mulheres negras pode ajudar a enfrentar os impactos da pandemia, assim como o aumento de espaços que promovam as narrativas e vozes desta população.

Estas são algumas análises das especialistas que participaram da 13ª edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate” sobre os impactos da COVID-19 na vida das mulheres negras, ocorrido na semana passada (22).

O encontro foi organizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), e marcou o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.

As mulheres negras no Brasil sofrem sucessivas discriminações, baseadas em racismo, sexismo e outras formas de opressão. Foto: EBC

Governos e setor privado latino-americanos precisam reforçar empoderamento econômico de mulheres negras

Na ocasião do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, a vice-presidenta da Costa Rica, Epsy Campbell, e duas especialistas negras em setor privado lembraram a importância da inclusão econômica de mulheres negras na região.

Por meio de vídeos, gravados para o programa regional Ganha-Ganha: Igualdade de Gênero Significa Bons Negócios, gerido por ONU Mulheres e Organização Internacional do Trabalho (OIT) e financiado por União Europeia em Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Jamaica e Uruguai, elas chamam governos e setor privado a reforçar as iniciativas de empoderamento econômico das mulheres negras.

FAO lança programa que prevê 7 áreas prioritárias de resposta e recuperação à COVID-19

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou seu novo programa de resposta e recuperação à COVID-19, destinado à prevenção de uma eventual emergência alimentar global durante e após a pandemia, e de uma intervenção de desenvolvimento a médio e longo prazo em relação à segurança alimentar e nutrição.

A agência da ONU solicita um investimento inicial de 1,2 bilhão de dólares para atender às necessidades do novo programa, que prevê sete áreas prioritárias. Saiba mais na reportagem.