Plataforma oferece treinamento para fortalecer municípios e estados em políticas migratórias

Além do processo de certificação, a plataforma MigraCidades também oferece treinamentos e ferramentas para promover o diálogo migratório, com o objetivo de fortalecer as capacidades de municípios e estados para desenvolver e aprimorar políticas migratórias locais.

A plataforma MigraCidades é implementada em parceria entre a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com apoio da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e com financiamento do Fundo da OIM para o Desenvolvimento.

Mulheres refugiadas na República Democrática do Congo. Foto: ONU Mulheres (2015)

No ritmo atual, desigualdade salarial entre homens e mulheres só acabará em 257 anos

Mesmo após décadas de ativismo e das dezenas de leis sobre igualdade salarial, as mulheres ainda ganham menos de 80 centavos para cada dólar recebido por homens. E, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, no ritmo atual, o mundo precisará de 257 anos para superar esta desigualdade de gênero no trabalho.

O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que marcou em uma mensagem em vídeo nesta sexta-feira (18) o primeiro Dia Internacional da Igualdade Salarial, declarado pela Assembleia Geral em 2019.

Para mulheres com filhos, mulheres negras, refugiadas e migrantes, bem como mulheres com deficiência, esse número é ainda mais baixo, acrescentou o secretário-geral; confira a mensagem.

Assistente social e psicóloga interagem com crianças na Ucrânia. Foto: UNICEF/Pavel Zmey

UNICEF: pandemia joga 150 milhões de crianças na pobreza multidimensional

Cerca de 1,2 bilhão de crianças do mundo estão vivendo em pobreza multidimensional, na qual faltam serviços básicos como água, educação e saúde. Este número representa um aumento de 15% desde o início da pandemia, que jogou mais 150 milhões de crianças na pobreza.

A conclusão é de um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) com a organização britânica Save the Children.

O UNICEF afirma que é preciso agir agora. Para a chefe da agência, Henrietta Fore, os governos têm que priorizar as crianças mais marginalizadas e suas famílias, expandindo rapidamente sistemas de proteção social, incluindo transferência de dinheiro, benefícios para a criança, oportunidades de ensino a distância, serviços de saúde e merenda escolar.

Veja a programação da Assembleia Geral da ONU, que este ano ocorre virtualmente

Em seu 75º aniversário, marcado pela pandemia de COVID-19, as Nações Unidas irão pela primeira vez reunir líderes mundiais em um formato virtual para buscar ações e soluções para um mundo em crise.

Vários eventos importantes, além do Debate Geral, devem destacar ações e soluções que irão iniciar as transformações necessárias para garantir uma vida saudável, pacífica e próspera para todos. Veja a programação.

Economia verde é opção de integração para refugiados e migrantes no Brasil, aponta estudo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e a consultoria Mandalah lançaram nesta quarta-feira (16) o estudo “Empregos Verdes: Inserção de Refugiados e Migrantes na Economia Verde Brasileira”.

O objetivo da publicação é ampliar as oportunidades de trabalho para pessoas refugiadas e migrantes no Brasil, além de indicar caminhos possíveis para o empreendedorismo no contexto da economia verde do país, contribuindo para o advocacy de negócios que se baseiam em práticas ambientalmente sustentáveis.

Show online do Criança Esperança 2020 acontece dia 28 de setembro

Projeto da TV Globo em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Criança Esperança foi reconhecido pela ONU como modelo de investimento em projetos sociais e de mobilização em favor dos direitos das crianças e adolescentes.

Em razão dos efeitos produzidos pela pandemia, a dinâmica da arrecadação de doações será diferente neste ano. Os recursos para investimento em projetos sociais virão de doações corporativas, de empresas solidárias, comprometidas com o propósito da campanha. O show online acontece no dia 28 de setembro, com atrações produzidas remotamente.

UN Photo/Evan Schneider (2 de junho de 2020)

ONU alerta para restrição da democracia durante a pandemia

Marcando o Dia Internacional da Democracia, lembrado nesta terça-feira (15), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, gravou uma mensagem em vídeo destacando que, desde o início da pandemia, a emergência tem sido utilizada em vários países para restringir os processos democráticos e o espaço cívico.

“Isso é especialmente perigoso em lugares onde as raízes da democracia são superficiais e os controles e equilíbrios institucionais são fracos”, disse; acesse o vídeo.

UNESCO disse que a liberdade de informar os cidadãos sobre as causas de protestos e a resposta das autoridades são de vital importância para o desenvolvimento das democracias. Foto: UNESCO

UNESCO alerta para aumento dos ataques contra jornalistas que cobrem protestos

Um novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) destaca um aumento acentuado do número de protestos no mundo ao longo do primeiro semestre de 2020, quando polícia e forças de segurança violaram a liberdade de imprensa.

Entre janeiro e junho deste ano, 21 protestos em todo o mundo foram marcados por violações da liberdade de imprensa, incluindo protestos nos quais jornalistas foram agredidos, presos e até mortos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na sexta-feira (11) estar horrorizado com o número contínuo e crescente de ataques contra jornalistas e trabalhadores da mídia em todo o mundo, segundo comunicado emitido por seu porta-voz.

Crianças quilombolas. Foto: Flickr/ Dasha Gaian (CC)

Quilombolas articulam estratégias e parcerias para proteger comunidades na pandemia

Debate online reuniu líderes quilombolas e abordou a luta por garantia de direitos e acesso à titulação das terras e à educação, além de estratégias e parcerias para a proteção dessas comunidades negras frente à COVID-19.

A conversa foi mediada pela defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil, Taís Araújo. A live foi transmitida pelo Canal Preto, em uma iniciativa de Ministério Público do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, ONU Mulheres e Cáritas Brasileira.

Funcionário de limpeza opera veículo de varredura dentro do hall da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Manuel Elias

Debate geral da Assembleia Geral ONU começa na terça (22) com discursos online devido à pandemia

A 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU terá sua abertura oficial na terça-feira (15) e, este ano, devido à pandemia de COVID-19, será diferente de qualquer outra nos três quartos de século de existência da Organização.

O debate geral, evento de maior visibilidade das Nações Unidas do ano, começa na semana que vem (22), com os líderes mundiais se afastando de Nova Iorque e contribuindo com discursos online.

Cada Estado-membro, Estado observador e União Europeia foi convidado a enviar um vídeo pré-gravado, entregue por seu oficial de alto nível designado, que será exibido no Salão da Assembleia Geral. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar. Todos os eventos terão transmissão ao vivo pela Internet.

O diplomata turco Volkan Bozkir é o presidente da 75ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Foto: ONU/Mark Garten

Diplomata turco assume presidência da 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU

O diplomata turco Volkan Bozkir assume na terça-feira (15) o cargo de presidente da 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU, enquanto a Organização enfrenta uma pandemia sem precedentes e questionamentos sobre a direção futura que deverá tomar.

Em entrevista ao UN News, o diplomata discutiu como garantir que a ONU permaneça relevante nas próximas décadas, por que ele fará da proteção de pessoas e de comunidades vulneráveis ​​uma questão-chave durante seu ano de mandato na presidência e como pretende enfrentar os desafios colocados pela pandemia de COVID-19.

A pandemia de COVID-19 fez com que visitadores e famílias participantes do Programa Criança Feliz precisassem se adaptar para não deixar nenhuma criança para trás. Foto: Acervo Pessoal

Uma nova forma de fortalecer o desenvolvimento infantil durante a pandemia

A rotina já era estabelecida. Em diversos municípios do Brasil, todos os dias, de manhã bem cedo, visitadores e visitadoras do Programa Criança Feliz partiam para começar as visitas domiciliares nas casas das famílias que acompanham.

Quando a pandemia de COVID-19 chegou, desafios surgiram. Sem poder ir até as famílias, visitadores e visitadoras criaram novas formas de manter contato e de seguir trabalhando pelo desenvolvimento integral das crianças. Leia o relato do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Especialistas pedem implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

Não deixar as mulheres negras para trás é um compromisso que exige mais esforço e empenho em tempos de pandemia de COVID-19. Para isso, é necessário cumprir os princípios de equidade e universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e implementar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.

Estes temas foram abordados na conversa virtual “Racismo e Saúde: atendimento da população negra, epidemias, COVID-19 e valorização do SUS”, terceira de uma série de quatro lives promovidas pelo Canal Preto e pela ONU Mulheres.

Assembleia Geral da ONU: Corredores calmos, mas uma programação virtual intensa

A 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU começará no próximo dia 15 de setembro e este ano, devido à pandemia, será diferente de qualquer outra. Desta vez, não haverá nenhum encontro com presidentes ou celebridades globais nos corredores agitados da sede da ONU em Nova Iorque.

A maioria dos líderes não comparecerá pessoalmente e as reuniões serão virtuais, mas isso não quer dizer que as rodas da diplomacia global e do desenvolvimento sustentável não estarão girando na velocidade normal.

O presidente da 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Tijjani Muhammad-Bande. Foto: ONU

Presidente da Assembleia Geral pede impulso ao multilateralismo em 1ª reunião presencial desde março

Seguindo as diretrizes de distanciamento físico, a Assembleia Geral da ONU teve na quinta-feira (3) sua primeira reunião presencial desde março, com seu presidente exortando todos os membros a “galvanizar a ação multilateral para atender a todos”, enquanto continua a pandemia de COVID-19.

“Embora não nos reunamos neste Salão desde março, as delegações sediadas em Nova Iorque trabalharam incansavelmente para defender os valores e princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas, enquanto lutavam contra a pandemia de COVID-19”, disse Tijjani Muhammad-Bande às delegações dos Estados-membros, reunidas em número reduzido de membros.

Uma engenheira verifica um canteiro de obras em Amã, na Jordânia. Foto: OIT

Mulheres são a chave para resposta e recuperação da pandemia, diz vice da ONU

Mulheres jovens estão travando batalhas interconectadas por “justiça ambiental, econômica e racial”, disse a vice-chefe da ONU em uma discussão online na quinta-feira (3).

Durante mesa-redonda com renomadas economistas do mundo todo, incluindo a brasileira Laura Carvalho, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse que teve a honra de ouvir ideias ousadas apresentadas por “uma geração confrontada por um mundo cada vez mais marcado pelo fechamento, ao invés da abertura, pela xenofobia, mais do que pela tolerância, por vulnerabilidade, mais do que por segurança, e, acima de tudo, um mundo assombrado pela ameaça existencial das mudanças climáticas”.

Na Escola Primária Vahdat em Isfahan, no Irã, a mistura de alunos refugiados e nacionais gera entusiamo entre as crianças. Foto: ACNUR/Mohammad Hossein Dehghanian

Metade das crianças refugiadas do mundo está fora da escola, diz relatório do ACNUR

Se a comunidade internacional não tomar medidas imediatas e ousadas para combater os efeitos catastróficos da COVID-19 na educação de pessoas refugiadas, o potencial de milhões de jovens refugiados que vivem em algumas das comunidades mais vulneráveis ​​do mundo ficará ainda mais ameaçado. O alerta foi feito em relatório divulgado nesta quinta-feira (3) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Embora a COVID-19 tenha afetado a educação de crianças em todos os países, o documento revela que crianças refugiadas têm sido particularmente desfavorecidas.

Foto: ONU

Ataques a jornalistas são ataques contra toda a sociedade civil, diz Bachelet

A chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, exortou todos os países a fazerem mais para proteger os jornalistas, especialmente durante a crise de COVID-19, já que seu trabalho ajuda a salvar vidas.

Sem nomeá-los, ela disse que vários países viram “a crescente politização da pandemia e os esforços para culpar oponentes políticos, levando a ameaças, prisões e campanhas de difamação contra jornalistas que mantêm informações baseadas em fatos sobre a disseminação da COVID- 19 e a adequação das medidas de prevenção”.

Alunos usam laptops fornecidos pelo UNICEF em uma escola secundária em Sanaa, Iêmen. Foto: UNICEF/Hani Alansi

ONU: Mundo deve aproveitar conhecimento dos jovens para alcançar objetivos globais

Sem aproveitar a energia, o conhecimento tecnológico e o otimismo dos jovens, o mundo não tem chances de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ou o Acordo de Paris para o clima, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (1).

Dirigindo-se a líderes de governos, empresas e agências multilaterais durante um evento de alto nível sobre a Generation Unlimited — uma parceria global para ajudar crianças e jovens de 10 a 24 anos a ter acesso a educação, treinamento e oportunidades de trabalho — o chefe da ONU disse que a COVID-19 expôs as persistentes desigualdades.

Mulheres negras buscam serviços de assistência social para enfrentar efeitos da pandemia

ONU Mulheres e Comitê Mulheres Negras, em parceria com o Canal Preto, promoveram a série de lives “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030” em tempos de crise e da pandemia de COVID-19”.

O objetivo foi visibilizar as mulheres negras, abrindo espaços para que suas vozes circulem e mobilizem ações e políticas públicas, empresariais e sociais para eliminar o racismo e o sexismo na pandemia.

Anos de progresso no empoderamento de mulheres e meninas podem ser perdidos durante a pandemia de COVID-19. Foto: OIT

Pandemia pode prejudicar frágil progresso alcançado para mulheres e meninas, alerta chefe da ONU

Destacando o impacto socioeconômico desproporcional e devastador da COVID-19 nas mulheres e meninas em todo o mundo, o chefe da ONU, António Guterres, pediu na segunda-feira (31) um grande impulso para evitar que “anos, até gerações” de progresso no empoderamento das mulheres sejam perdidos para a pandemia.

Em um discurso durante encontro virtual com mulheres jovens de organizações da sociedade civil, o secretário-geral disse que a pandemia já reverteu décadas de progresso limitado e frágil na igualdade de gênero e nos direitos das mulheres.

“Sem uma resposta rápida, corremos o risco de perder uma geração ou mais de ganhos”, alertou.

ACNUR lança relatório sobre impacto da COVID-19 na educação de crianças refugiadas

Na próxima quinta-feira (3), às 10h, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançará relatório sobre educação, intitulado “Unindo forças pela educação de pessoas refugiadas” no webinário “Educação de pessoas refugiadas no Brasil e no mundo”. O evento é virtual e gratuito, voltado a jornalistas, professores e profissionais que atuam ou têm interesse pela área de educação.

Parentes dos desaparecidos se manifestam silenciosamente do lado de fora da sede da ONU em Pristina, Kosovo, em 2002. (Arquivo) Foto: ONU

Desaparecimentos forçados espalham terror em toda sociedade, diz Guterres

Mais do que uma violação dos direitos humanos contra um indivíduo, os desaparecimentos forçados têm sido frequentemente usados ​​como uma estratégia para espalhar o terror em toda a sociedade, afirmou a Organização das Nações Unidas no domingo (30), Dia Internacional das Vítimas do Desaparecimento Forçado.

“O crime de desaparecimento forçado é generalizado em todo o mundo”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na mensagem para a data. “Vemos novos casos quase que diariamente, incluindo o desaparecimento de defensores do meio ambiente, que muitas vezes são indígenas.”

A live “Mulheres Lésbicas na Defesa dos Direitos Humanos” também fez parte das ações do mês de agosto da Campanha Livres & Iguais. Foto: ONU Mulheres

ONU Mulheres apoia luta de lésbicas na defesa dos direitos humanos

Em celebração ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, 29 de agosto, o projeto Conectando Mulheres, Defendendo Direitos, uma iniciativa da ONU Mulheres Brasil apoiada pela União Europeia, recebeu na semana passada Iara Alves, da Associação Coturno de Vênus (DF), e Darlah Farias, do coletivo Sapato Preto (PA), para uma conversa ao vivo mediada por Monica Benicio, ativista LGBTI+ e feminista.

A live “Mulheres Lésbicas na Defesa dos Direitos Humanos” também fez parte das ações do mês de agosto da Campanha Livres & Iguais, uma iniciativa liderada pelas Nações Unidas no Brasil, e abordou as desigualdades enfrentadas pelas mulheres lésbicas, sobretudo na pandemia da COVID-19, os desafios para a auto-organização e os caminhos possíveis para a transformação social.

Campanha Livres & Iguais promove ações virtuais sobre o Dia da Visibilidade Lésbica

Ativistas de movimentos lésbicos em todo o país juntam suas vozes neste 29 de agosto, Dia da Visibilidade Lésbica.

Criada em 1996, a data reforça questões que até hoje são vitais para as mulheres lésbicas em toda a sua diversidade, como a violência lesbofóbica, além dos obstáculos ao acesso a direitos e serviços essenciais em decorrência de discriminações de gênero, sexualidade e raça.

As atividades em Boa Vista (RR) tiveram início no dia 17 de agosto com o primeiro efetivo do 9º Contingente que atuará na Força-Tarefa Logística Humanitária da Operação Acolhida. Foto: UNFPA Brasil/Pedro Jose Sibahi

UNFPA realiza ações de conscientização sobre proteção contra abuso e assédio em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) está realizando ações de conscientização sobre Proteção contra Abuso, Assédio e Exploração Sexual com militares do 9º Contingente que atuará na Força-Tarefa Logística Humanitária da Operação Acolhida.

O trabalho do UNFPA em assistência humanitária é, sobretudo, direcionado à prevenção e resposta a violência baseada em gênero e, portanto, as sessões informativas e de sensibilização de parceiros é parte central do plano de ação da instituição em Roraima e Manaus.

A COVID-19 encontra no Brasil uma enorme desigualdade racial, afirmam especialistas

Especialistas debateram os efeitos da pandemia nas relações de trabalho, a defesa de direitos e a importância das vozes das mulheres negras durante o encontro virtual “Racismo e Economia: crise econômica, trabalho, emprego e renda”, quarta live da série “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 em tempos de crise e da pandemia COVID-19”.

A série de lives foi desenvolvida pela ONU Mulheres e o Comitê Mulheres Negras, em parceria com o Canal Preto, para visibilizar as mulheres negras, oportunizando espaços para que as suas vozes circulem e mobilizem ações e políticas públicas, empresariais e sociais para eliminar o racismo e o sexismo na pandemia.

Meninas lavam as mãos em Roraima. Foto: UNICEF/Yareidy Rivas

Crianças e jovens brasileiros são vítimas invisíveis das desigualdades no acesso a saneamento

Um novo estudo de Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Banco Mundial e Instituto Internacional de Águas de Estocolmo (SIWI) mostra que crianças e adolescentes estão entre as vítimas invisíveis da falta de investimentos em saneamento no país. Para os estudantes de escolas públicas, a situação é mais alarmante, já que as instituições privadas contam com mais do dobro da cobertura desses serviços.

E, no Norte do país, as disparidades são ainda maiores. Apenas 19% das escolas públicas do Amazonas têm acesso ao abastecimento de água, ao passo que a média nacional é de 68%. Em relação ao esgotamento sanitário, a situação é crítica: no Acre, por exemplo, apenas 9% das escolas públicas têm acesso à rede pública de esgoto; em Rondônia, 6%; no Amapá, só 5%.

Os venezuelanos que se dirigiram aos vizinhos imediatos da Venezuela - Brasil, Colômbia, Guiana e Trinidad e Tobago - tendem a ter menor nível de escolaridade do que os venezuelanos que se mudam para outros países mais distantes. Foto: OIM

Pandemia gera retrocessos na integração de venezuelanos aos países de destino

Desde março de 2020, com o início da pandemia de COVID-19, os despejos, a perda de empregos, a impossibilidade de acesso à saúde e educação e a impossibilidade prática na maioria dos casos de cumprimento das regras de distanciamento social e isolamento têm gerado significativos retrocessos na possibilidade de integração de refugiados e migrantes venezuelanos aos países de destino.

A afirmação é de Eduardo Stein, representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos.

Uma nova análise de dados feita por Migration Policy Institute (MPI) e OIM revelou diferentes perfis socioeconômicos e condições de vida dessa população.

‘Venceremos a COVID-19 e a AIDS se, de fato, valorizarmos os direitos e a dignidade de cada pessoa’, diz diretora do UNAIDS

No prefácio do relatório ‘Direitos em uma pandemia – lockdowns, direitos e lições do HIV na resposta inicial à COVID-19’, a diretora-executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, afirma que as respostas de saúde pública só serão totalmente eficazes se forem absolutamente fundamentadas nos direitos humanos.

“Quando a transmissão de doenças ocorre entre humanos, os direitos humanos devem ser o motor fundamental da resposta. Discriminação, estigmatização e criminalização de comunidades marginalizadas são ruins para a saúde de todas as pessoas. Nenhuma pessoa está segura até que todos nós estejamos seguros. Quando, em contraste, garantimos que nenhuma pessoa seja deixada para trás ou empurrada para trás, isso nos ajuda a seguir em frente“. Leia o prefácio completo.

Lições do HIV: UNAIDS alerta sobre perigos do desrespeito aos direitos humanos na resposta à COVID-19

Durante a resposta inicial à COVID-19, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) recebeu numerosos relatos sobre interrupções dos serviços de HIV e violações perturbadoras contra populações vulneráveis ​​e marginalizadas. A experiência da resposta ao HIV tem provado que as violações dos direitos humanos durante uma pandemia minam a confiança, prejudicam os indivíduos e atrasam as respostas de saúde pública.

CEPAL propõe ‘cesta básica’ para universalizar acesso às tecnologias digitais na pandemia

A secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, divulgou nesta quarta-feira (26) o relatório “Universalizar o acesso às tecnologias digitais para enfrentar os efeitos da COVID-19”.

No documento, ela propõe aos países da região garantirem uma cesta básica de tecnologias de informação e comunicação composta por um laptop, um smartphone, um tablet e um plano de conexão para os domicílios não conectados, com um custo anual inferior a 1% do PIB.

O relatório destaca que as tecnologias digitais têm sido essenciais para o funcionamento da economia e da sociedade durante a pandemia, condicionando o acesso a direitos como educação, saúde e trabalho.

Brasileiros que vivem em domicílios com crianças e adolescentes foram os mais impactados pela redução da renda, pela insegurança alimentar e pela fome. Foto: UNICEF/Elias Costa

Famílias com crianças e adolescentes são mais afetadas pela pandemia no Brasil, diz pesquisa do UNICEF

Brasileiros que vivem em domicílios com crianças e adolescentes foram os mais afetados pela redução da renda, pela insegurança alimentar e pela fome, segundo pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Pesquisa mostra, também, que maioria das crianças e dos adolescentes continuou tendo acesso à educação.

“Embora crianças e adolescentes não sejam os mais afetados diretamente pela COVID-19, a pesquisa deixa claro que eles são as grandes vítimas ocultas da pandemia”, afirma Paola Babos, representante adjunta do UNICEF no Brasil.

A Grande Muralha da China. Foto: aphotostory/Shutterstock, via UNESCO

ONU pede apoio ao setor de turismo, devastado pela pandemia; vídeo

O turismo é muito mais do que visitar marcos culturais ou nadar em praias tropicais. Trata-se de “um dos setores econômicos mais importantes do mundo”, disse nesta terça-feira (25) o secretário-geral das Nações Unidas.

Ao lançar o seu mais recente relatório, Guterres destacou que a indústria emprega uma em cada dez pessoas no planeta e fornece meios de subsistência a centenas de milhões de pessoas.

António Guterres disse ser “imperativo” a reconstrução do setor, mas lembrou que isso deve ser feito de forma segura, equitativa e favorável ao clima; acesse aqui o documento e o vídeo.

UNAIDS lamenta morte de Renato Girade, profissional com atuação na resposta ao HIV no Brasil

A equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) lamentou na semana passada (21) a morte do ex-diretor-adjunto do antigo Departamento de IST/Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Renato Girade.

“Seu profissionalismo e comprometimento sempre foram marcantes, e contribuíram com muitas conquistas positivas na resposta ao HIV no Brasil e para pessoas mais vulneráveis à epidemia”, disse o UNAIDS em nota.