UNICEF: 40 milhões de crianças estão sem acesso a cuidados na primeira infância no mundo

Pelo menos 40 milhões de crianças em todo o mundo estão sem acesso a cuidados essenciais na primeira infância, de acordo com documento publicado na quarta-feira (22) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Isso inclui acesso presencial a creches, centros de assistência social e outros serviços, que estão fechados devido à COVID-19.

A análise mostra que o distanciamento social deixou muitos pais e mães com dificuldades para equilibrar os cuidados infantis e o emprego remunerado, com um ônus desproporcional para as mulheres que, em média, se ocupam três vezes mais com os cuidados e os trabalhos domésticos.

Grupo de Trabalho Racismo e Saúde avaliou letalidade da COVID-19 entre pessoas negras no Brasil. Foto: Pexels

Racismo aumenta exposição de pessoas negras à COVID-19 e limita atendimento, afirmam pesquisadoras

Pesquisadores do Grupo de Trabalho Racismo e Saúde, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), analisaram a letalidade da pandemia entre as pessoas negras e publicaram uma nota técnica sobre o tema na segunda-feira (20).

O documento conclui que o racismo leva a uma maior exposição da população negra à COVID-19 e até mesmo limita seu acesso aos serviços de saúde, levando a dificuldades no acesso ao tratamento e maior risco de morte. O Grupo de Trabalho Racismo e Saúde tem o apoio institucional do Fundo de População da Nações Unidas (UNFPA).

Pesquisador brasileiro participa de evento global sobre COVID-19 e população negra

Nesta quinta-feira (23), às 10h, o pesquisador brasileiro Alexandre da Silva participará do evento global virtual sobre os impactos e os desafios da pandemia da COVID-19 nas pessoas afrodescendentes. O encontro será liderado pela diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Dra. Natalia Kanem, e também contará com a participação de líderes dos Estados-membros, sociedade civil e outros especialistas.

A quarta edição da conversa global intitulada “Que segue? Acelerando nosso compromisso com mulheres e meninas” pretende fazer uma reflexão sobre o rompimento de um ciclo de desigualdades sistêmicas e a construção de sociedades igualitárias, livres de discriminação, marginalização e racismo.

O evento terá interpretação simultânea em português, espanhol, francês, além de língua internacional de sinais.

Angelina Jolie, enviada especial ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em reunião do Conselho de Segurança sobre violência sexual em conflitos armados. Foto: ONU/Nabil Midani

Violência sexual em conflitos é usada como tática de guerra e arma psicológica, alerta ONU

A violência sexual é usada como uma tática de guerra e uma ferramenta política para desumanizar, desestabilizar e desalojar populações em todo o mundo, disse a especialista da ONU sobre o assunto ao Conselho de Segurança na sexta-feira (17), pressionando os países a adotarem uma abordagem centrada nos sobreviventes que garanta que as vítimas não sejam esquecidas.

Angelina Jolie, enviada especial ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), também participou da reunião do Conselho de Segurança sobre violência sexual em conflitos armados.

Deterioração da saúde mental, dificuldade em acessar as políticas de assistência social e agravamento da discriminação estão entre os principais impactos da pandemia identificados por membros da comunidade LGBTI no Brasil. Foto: UNFPA

Discriminação afeta saúde e acesso de pessoas LGBTQI+ ao mercado de trabalho

O estigma social e o preconceito vivenciado por pessoas LGBTQI+ ao longo da vida as colocam em situações de vulnerabilidade que afetam desde sua saúde até a entrada e manutenção no mercado de trabalho.

Na semana passada (15), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), realizou a 12ª edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”. Especialistas debateram sobre as “Pessoas LGBTQI+ no Brasil, vulnerabilidade e impactos da COVID-19”.

UNAIDS lança pesquisa voltada a populações-chave para resposta ao HIV

O escritório regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) para a América Latina e o Caribe lançou sexta-feira (17) uma nova pesquisa voltada para as populações-chave, aquelas que são centrais para a resposta ao HIV e para a dinâmica da epidemia.

Fazem parte deste grupo populacional homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, trabalhadores e trabalhadoras do sexo, pessoas trans, pessoas usuárias de drogas, privadas de liberdade e pessoas em mobilidade.

Também são consideradas chave para esta pesquisa pessoas pertencentes a povos indígenas e afrodescendentes que, muitas vezes se encontram em situação de vulnerabilidade ​​ao HIV pela falta de acesso adequado aos serviços de saúde e ao exercício de seus direitos.

Evento da UNESCO discute bioética e direitos humanos na pandemia de COVID-19 - Foto: UNESCO

UNESCO discute implicações de bioética e direitos humanos durante a pandemia

A UNESCO no Brasil, em parceria com a Sociedade Brasileira de Bioética e a Cátedra UNESCO de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara realizou na quarta-feira (15) o webinar “Perspectivas de bioética e direitos humanos no Brasil” para discutir as implicações da pandemia da COVID-19 no tema.

O Brasil atingiu a marca de 75 mil vítimas da doença e enfrenta inúmeros desafios em consequência da crise, como o aumento de casos de violência doméstica, o combate à desinformação e às fake news e as dificuldades de se garantir acesso à educação e à cultura para todos.

Foto: ONU/P. Sudhakaran

‘Nelson Mandela foi um gigante moral do século 20 e o seu legado continua a nos guiar’

Na data em que as Nações Unidas marcam o Dia Internacional Nelson Mandela – a cada 18 de julho –, o secretário-geral da organização destacou o papel do sul-africano como “defensor global extraordinário da igualdade, da dignidade e da solidariedade”.

“Madiba foi um gigante moral do século 20 e o seu legado atemporal continua a nos guiar hoje”, disse António Guterres.

O tema do Dia este ano é “Promova uma ação, inspire a mudança” e destaca a importância de trabalhar em conjunto, de governos a cidadãos, para construir um mundo pacífico, sustentável e igualitário.

Pandemia está colocando luta pela igualdade de gênero em risco, diz relatório da ONU

A crise de desenvolvimento humano desencadeada pela pandemia está colocando em risco a luta pela igualdade de gênero. Os efeitos imediatos da COVID-19 já estão aparecendo em diferentes dimensões, da saúde e da educação ao ônus do trabalho não remunerado e à violência de gênero.

Embora a crise afete todas as pessoas, mulheres e meninas enfrentam riscos adicionais específicos devido a desigualdades, normas sociais e relações desiguais de poder profundamente arraigadas.

A conclusão é de documento elaborado pela equipe de gênero do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano.

Menina caminha pela lama carregando seu irmão mais novo no campo de deslocados internos Khair Al-Sham em Idlib, na Síria. Foto: UNOCHA

ONU pede ação do G20 para evitar agravamento de crises humanitárias devido à pandemia

A pandemia de COVID-19 e a recessão resultante devem desencadear o primeiro aumento da pobreza global em três décadas, levando 265 milhões de pessoas à fome até o final do ano, alertou a principal autoridade humanitária da ONU na quinta-feira (16).

Mark Lowcock exortou as principais economias do mundo, o grupo do G20, a intensificar seu apoio, lançando um apelo atualizado de 10,3 bilhões de dólares para combater a disseminação do novo coronavírus em 63 países de baixa renda.

UNFPA debate práticas nocivas contra mulheres e meninas em podcast

No sexto episódio, o podcast “Fala, UNFPA” discute práticas nocivas contra mulheres e meninas, especialmente a violência e o casamento infantil. A representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Astrid Bant, faz um resgate de como, historicamente, a sociedade foi construída a partir de normas que colocam as mulheres em desvantagem, e sobre como é urgente promover ações transformem essa realidade.

De acordo com o último relatório do UNFPA, 26% das meninas se casam antes dos 18 anos no país, uma a cada quatro, um índice acima da média mundial, que é de 20%. O episódio está disponível nas principais plataformas de streaming.

Entrega de ajuda humanitária a uma mulher em meio à pandemia de COVID-19 em Dhaka, Bangladesh. Foto: ONU Mulheres/Fahad Kaizer

‘Vire a maré’ de um mundo em turbulência, pede chefe da ONU em fórum de desenvolvimento

“Soluções concretas, arrojadas e implementáveis” são necessárias para virar a maré dos muitos desafios que o mundo enfrenta, incluindo a pandemia de COVID-19, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (14), durante fórum das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável.

Apontando para mais de 12 milhões de infecções, 550 mil mortes, centenas de milhões de empregos perdidos e o maior declínio na renda per capita desde 1870, o principal funcionário da ONU lamentou que “cerca de 265 milhões de pessoas estejam sob risco de insegurança alimentar aguda até o final do ano – o dobro do número anterior à crise”.

Não a violência (Ivan Ciro Palomino)

Organizações pedem proteção de mulheres sob risco de violência doméstica no Nordeste

Um grupo de organizações da sociedade civil apresentou a governos de estados do Nordeste documento no qual pedem medidas de proteção às mulheres em risco de violência durante a pandemia de COVID-19, informou o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) na segunda-feira (13).

A entrega da carta ocorreu durante reunião da Sala de Situação sobre Violência Baseada em Gênero, espaço de diálogo e articulação da sociedade civil do Nordeste apoiado pelo UNFPA. 

A Carta pelas Vidas das Mulheres pede que sejam feitas campanhas que identifiquem os canais de denúncia e informem as mulheres sobre como acessá-los, que as redes de proteção sejam aperfeiçoadas por meio do Sistema de Justiça e que os serviços sejam remotos sejam efetivos.

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abre inscrições

Jornalistas, artistas do traço e repórteres fotográficos de todo o Brasil têm até 6 de agosto para inscrever suas produções e concorrer ao 42º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Considerado uma das mais significativas distinções jornalísticas do país, o Prêmio Vladimir Herzog tem abrangência nacional e reconhece, ano a ano, trabalhos que valorizam a democracia e os direitos humanos.

A iniciativa conta com o apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

O artista e músico jamaicano Ziggy Marley promete seu apoio ao 'Say Yes for Children' enquanto visitava a sede da ONU, em julho de 2001. Foto: UNICEF/Nicole Toutounji

Clássico ‘One Love’ de Bob Marley é relançado para ajudar crianças afetadas pela crise

A icônica canção “One Love” de Bob Marley será relançada com a autorização da família do músico para apoiar crianças cujas vidas foram alteradas pela COVID-19, informou a ONU na semana passada (9).

A iniciativa de arrecadação de fundos surge no momento em que o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) avisa que mais 6 mil crianças podem morrer todos os dias por causas evitáveis ​​nos próximos seis meses.

Quase todas elas vivem em países em desenvolvimento, onde a pandemia do novo coronavírus colocou pressão adicional em sistemas de saúde e serviços básicos já frágeis.

Nascida e criada no Parque Colúmbia, zona norte do Rio de Janeiro, Ana Acioly, 20 anos, participa do projeto Geração que Move. Foto: UNICEF

Jovens de favelas e periferias de Rio e SP buscam soluções para desafios criados pela pandemia

Uma parceria entre Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundação Abertis e empresa de concessão rodoviária Arteris está incentivando jovens da zona norte do Rio de Janeiro (RJ) e dos bairros de Grajaú e Jardim Ângela, em São Paulo (SP), a debater soluções para os desafios criados pela COVID-19.

Neste ano, o projeto começa com debates online com 30 jovens, sendo dez de São Paulo e 20 do Rio de Janeiro, que vão atuar como produtores de conteúdo de suas comunidades, a fim de retratar suas realidades e mobilizar mais jovens e adolescentes.

Pandemia gera novos desafios para resposta da Agenda 2030 e da Década Internacional de Afrodescendentes às mulheres negras e à eliminação das desigualdades de gênero e raça no Brasil. Foto: ONU Mulheres/Mayara Varalho

Mulheres negras inovam em estratégias de apoio comunitário na resposta à COVID-19

A pandemia tem levado organizações e coletivos liderados por mulheres negras, país afora, a inovar nas estratégias políticas de enfrentamento do racismo e de apoio comunitário à população negra na resposta à COVID-19.

A mobilização envolve redes de costura solidária, agricultura familiar, trabalhadoras domésticas, marisqueiras, catadoras e mães de jovens negros assassinados. Leia reportagem da ONU Mulheres.

Foto: EBC/Marcelo Camargo

Quase 50 milhões de brasileiros dizem ter sofrido constrangimento em abordagem policial

Uma pesquisa inédita apresentada em webinário realizado na semana passada (8) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e parceiros mostrou que 49 milhões de brasileiros declararam já ter sofrido algum tipo de constrangimento durante abordagem policial.

A pesquisa também apontou que 64% dos homens negros das classes C, D e E já foram abordados pela polícia de modo agressivo e apenas 5% dos brasileiros consultados disseram acreditar que a polícia não é racista.

O webinário, promovido pela Central Única das Favelas (CUFA), Instituto Locomotiva e a UNESCO no Brasil, discutiu a violência nas periferias e abordou a atuação da polícia nas favelas. Esta e as edições anteriores da série “Fórum Data Favela” estão disponíveis no canal da UNESCO no YouTube.

A diretora-executiva do UNFPA, Natália Kanem. Foto: UNFPA

ARTIGO: Protegendo a saúde e os direitos de mulheres e meninas na pandemia

Em artigo, a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natália Kanem, lembrou que uma em cada três mulheres sofrerá violência física ou sexual durante sua vida.

“Agora, com países em quarentena e tensões domésticas aumentadas, a violência baseada em gênero está em crescimento, e os serviços de saúde sexual e reprodutiva estão sendo deixados de lado enquanto os sistemas de saúde lutam para lidar com a COVID-19.” Leia o artigo completo.

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Manuel Elias

ARTIGO: Um alerta global

Em artigo de opinião publicado no jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (10), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alerta para a necessidade de união dos líderes de todo o mundo para superar os desafios múltiplos que os países enfrentam: a pandemia da COVID-19, as mudanças climáticas, a injustiça racial e o aumento das desigualdades. Ele traça dois cenários possíveis pós-pandemia e defende um multilateralismo em rede, inclusivo e eficaz.

Foto: EBC

América Latina e Caribe tornam-se epicentro da pandemia; ONU sugere ações

A América Latina e o Caribe tornaram-se o epicentro da pandemia de COVID-19, com vários países da região registrando agora as maiores taxas de infecção per capita e o maior número absoluto de casos no mundo. O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que lançou nesta quinta-feira (9) um relatório sobre os impactos da COVID-19 na região.

Segundo o documento, espera-se uma contração de 9,1% no Produto Interno Bruto (PIB), que será a maior em um século. Os impactos sociais da pandemia serão sentidos de maneira aguda, com fortes aumentos do desemprego, da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade. Acesse aqui o relatório na íntegra e a mensagem em vídeo do secretário-geral.

UNAIDS lamenta a morte da ativista de direitos humanos alemã Renate Koch

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) lamentou na quarta-feira (9) a morte de Renate Koch, uma pioneira no campo do ativismo em justiça social, feminismo e igualdade de direitos.

Nascida na Alemanha, ela fez da Venezuela a sua casa. Junto com seu companheiro, Edgar Carrasco, ela trabalhou para a organização não governamental Accion Ciudadana contra el SIDA (Ação Cidadã contra a AIDS). As campanhas e ações mobilizadas pela ONG resultaram em conquistas importantes, entre elas a de acesso gratuito ao tratamento antirretroviral em seu país de adoção.

O jornalista e fotógrafo Ismael dos Anjos, realizador da pesquisa e documentário “O Silêncio dos Homens”. Foto: Papo de Homem

Precisamos pensar em outras masculinidades possíveis, diz documentarista em webinário com UNFPA

Os homens podem apoiar a luta das mulheres por igualdade de direitos e criar “outras masculinidades possíveis”, disseram participantes de webinário realizado na semana passada (2) pelo Comitê Permanente para Questões de Gênero, Raça e Diversidade (COGEMMEV) do Ministério de Minas e Energia e entidades vinculadas.

“As mulheres estão organizadas há mais de 100 anos buscando avançar, e os homens precisam ser aliados na luta das mulheres, mas nós também precisamos nos organizar de maneira diferente. Precisamos pensar em outras masculinidades possíveis”, disse Ismael dos Anjos que foi realizador da pesquisa e documentário “O Silêncio dos Homens”.

Entenda como o deslocamento forçado é tratado em nova série de ficção

A nova série da Netflix, Estado Zero, estréia hoje (8) e conta a história de quatro personagens cujas vidas acabam se cruzando em um centro de detenção para imigrantes na Austrália: uma mulher enfrentando uma crise, um guarda, um oficial do governo e um solicitante de refúgio que acaba de chegar do Afeganistão.

O drama desperta reflexões sobre o que significa ser um refugiado e deseja capturar o sentimento de se estar perdido, tanto nos universos particulares como frente ao cenário mundial.

A série é cocriada e produzida por Cate Blanchett, Embaixadora da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Fundo de População da ONU e SESC unem-se para enfrentar violência de gênero no Brasil

O SESC e o Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA) deram início a uma parceria de longo prazo para enfrentar a violência de gênero no Brasil, problema que se agravou durante a pandemia de COVID-19.

A primeira ação da parceria é o lançamento da campanha “Você não está sozinha” nas redes sociais, que lembra a importância de não se omitir e denunciar esse crime, principalmente em um momento em que as vítimas têm mais dificuldade para buscar ajuda.

Porto de Hong Kong. Foto: Man Chung/Unsplash

ONU expressa alarme por prisões em Hong Kong

O escritório de direitos humanos da ONU (ACNUDH) expressou alarme pela prisão de manifestantes em Hong Kong, depois que a China adotou uma lei de segurança nacional para a região administrativa especial.

O porta-voz Rupert Colville informou que o Escritório do Alto Comissário para Direitos Humanos continuava a analisar a nova lei, que entrou em vigor na quarta-feira, considerando sua conformidade com as obrigações internacionais de direitos humanos.

Homem compra produtos frescos num Mercado no Quênia. Foto: Sambrian Mbaabu/Banco Mundial

Chefe da ONU defende ação conjunta para saída fortalecida da crise de COVID-19

Enquanto o maior fórum das Nações Unidas se prepara para avaliar o progresso rumo a um futuro mais justo para as pessoas e o planeta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que cada um dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável tem sido impactado pela pandemia da COVID-19.

O Fórum Político de Alto Nível, que começa formalmente nesta terça-feira (7), é um encontro anual de levantamento dos progressos mundiais em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Neste ano, representantes seniores de governos se encontram virtualmente, através de programas de vídeo conferência, para discutir e debater meios de enfrentar alguns dos maiores desafios do mundo: pobreza, mudança climática, paz e segurança e igualdade de gênero.

Impactos socioeconômicos da COVID-19 são mais intensos entre população mais pobre no Brasil

Em regiões com elevadas desigualdades, como é o caso da América Latina, no médio e longo prazo, os impactos da COVID-19 podem explicitar e aumentar as iniquidades já existentes, seja na renda, no acesso a serviços ou na concretização de direitos básicos.

Estas análises foram apresentadas durante a décima edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”, promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), ocorrido nessa quarta-feira (1).

O encontro virtual contou com a participação de especialistas que debateram os impactos socioeconômicos da COVID-19.

OIT: Forte aumento do desemprego na América Latina e no Caribe deixa milhões sem renda

A taxa de desocupação pode aumentar entre 4 e 5 pontos percentuais, elevando o número de desempregados na região para o recorde histórico de 41 milhões de pessoas. Caso a crise se agrave, a situação do emprego poderá piorar, aumentando as desigualdades sociais.

Este panorama será objeto de análise nesta quinta-feira (2) no Evento Regional das Américas, realizado no âmbito da Cúpula Mundial virtual da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Conheça o projeto que ajuda refugiadas a acessarem o mercado de trabalho brasileiro

A quarta edição do projeto “Empoderando Refugiadas”, que promove o acesso de mulheres em situação de refúgio ao mercado de trabalho brasileiro desde 2015, foi encerrada em junho deste ano. Duas turmas foram formadas, uma em São Paulo (SP) e outra em Boa Vista (RR), onde o projeto operou de formas distintas e atingiu resultados inéditos em relação às edições anteriores.

A iniciativa conjunta da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres realizará sua quinta edição no segundo semestre de 2020 e seguirá promovendo workshops de formação para a empregabilidade dessa população, agora no ambiente virtual, diante dos desafios impostos pela pandemia da COVID-19.

O que significa ser um refugiado LGBTQI+

Existem cerca de 26 milhões de refugiados no mundo que fugiram da guerra, conflitos violentos ou perseguição. De acordo com o direito internacional, qualquer pessoa com fundado temor de ser perseguida com base em sua raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em um determinado grupo social deve ser protegida como refugiada.

As diretrizes emitidas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) consideram que pessoas perseguidas pela sua identidade de gênero, orientação sexual ou características sexuais têm direito a essa proteção. Às vezes, os refugiados LGBTQI+ são vítimas de leis severas de seus governos. Outras vezes, sofrem nas mãos da sociedade local ou de suas próprias famílias – com uma atitude indiferente do Governo, que pode até participar do abuso.

Uma das consequências do casamento infantil é a gravidez, e consequentemente o parto, precoce. Foto: EBC

UNFPA: 1 em cada 4 meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil; reverter tal situação é urgente

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lança nesta terça-feira (30) relatório global sobre a Situação da População Mundial, que chama atenção para a desigualdade de gênero e as práticas nocivas contra mulheres e meninas, como a mutilação genital feminina, a preferência por filhos do sexo masculino e o casamento infantil.

Segundo o relatório, um em cada quatro meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil, um índice de 26%. A média mundial é de 20% (uma em cada cinco). A agência da ONU afirma que ação urgente é necessária, aqui e agora, para combater esta e outras violências contra mulheres e meninas.

Mulheres parlamentares afegãs chegam à cerimônia de posse em Cabul, Afeganistão, em 2010; naquele ano, 69 dos 249 candidatos eleitos eram mulheres no país do Oriente Médio. Foto: ONU/Eric Kanalstein

Em dia especial, ONU destaca papel central dos parlamentos nas políticas inclusivas

Marcando o Dia Internacional do Parlamentarismo – lembrado anualmente em 30 de junho –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que a data é uma ocasião oportuna para honrar o “papel central dos parlamentos em dar às pessoas voz e influência para moldar as políticas”.

Como ex-parlamentar, Guterres se disse “profundamente consciente” da responsabilidade e privilégio de representar as pessoas e cumprir suas aspirações.

“Os parlamentos têm o dever especial de promover os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável. Mais do que nunca, a pandemia da COVID-19 nos lembra essas tarefas vitais”, acrescentou.

Crianças migrantes, como estes meninos da Venezuela, serão beneficiários do programa. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

ONU se une à Prefeitura de São Paulo para apoiar crianças migrantes na educação a distância

A Prefeitura de São Paulo (SP) está apoiando crianças migrantes e refugiadas durante a pandemia de COVID-19 com material especial de educação a distância.

Em parceria com Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a cidade divulgou um programa para ajudar especialmente os alunos que ainda não têm fluência na língua portuguesa.

O projeto de integração inclui crianças de até 8 anos que estejam matriculadas na rede pública de ensino.

UNICEF lança campanha para arrecadar fundos para proteger as crianças afetadas pela COVID-19

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) Brasil está lançando o #DesafioDaInfancia para incentivar os apoiadores a compartilhar suas memórias mais felizes da infância nas redes sociais e doar para ajudar crianças vulneráveis a ter uma infância feliz também.

A COVID-19 ameaça crianças já enfraquecidas pela guerra, por doenças, pela fome e pela pobreza, cuja sobrevivência depende de cuidados de saúde, alimentos e suprimentos médicos vitais. Põe em perigo quatro em cada dez famílias que nem sequer têm água e sabão para lavar as mãos em casa.

Esta ação faz parte da campanha global do UNICEF para impedir que a pandemia se torne uma crise duradoura para crianças.

ONU Mulheres e UE fazem na terça (30) live do projeto ‘Conectando mulheres, defendendo direitos’

Na próxima terça-feira (30), acontecerá a primeira live do projeto “Conectando Mulheres, Defendendo Direitos”, um projeto implementado pela ONU Mulheres Brasil em parceria e apoio financeiro da União Europeia.

A transmissão acontecerá a partir das 18h, no canal do YouTube da ONU Mulheres Brasil, e contará com a participação de defensoras de direitos humanos.

O tema norteador da live será o protagonismo e as especificidades das mulheres na defesa dos Direitos Humanos, sobretudo diante dos desafios impostos pela crise da pandemia COVID-19.

ONU lança vídeo para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+

“Como podemos criar um ambiente onde as pessoas LGBTI+ se sintam cada vez mais livres para ser quem elas são?”

Esta é uma das perguntas que o Sistema ONU levanta no terceiro e último vídeo da série Capital Trans: O que a sua empresa tem feito para acolher a diversidade?, lançado sexta (26) como parte das celebrações do Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, comemorado mundialmente no dia 28/6.

O vídeo reforça as mensagens de promoção dos direitos das pessoas LGBTI+ no Brasil, especialmente num momento em que a marginalização e as vulnerabilidades impostas à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI+) colocam estas pessoas entre as mais expostas à pandemia da COVID-19.

OIT realizará cúpula mundial virtual sobre a COVID-19 e o mundo do trabalho

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizará uma Cúpula Mundial virtual de alto nível sobre a COVID-19 e o mundo do trabalho de 1 a 2 de julho e de 7 a 9 de julho.

A cúpula será o maior evento on-line realizado até o momento envolvendo trabalhadores, empregadores e governos, e discutirá como enfrentar os efeitos econômicos e sociais da pandemia, que colocou em evidência a grande vulnerabilidade de milhões de trabalhadores, trabalhadoras e empresas em todo o mundo.

Voluntários da ONU Zâmbia em Lusaka compartilham informações sobre o novo coronavírus como parte dos esforços de sensibilização da comunidade. Foto: PNUD Zâmbia

ONU lista ações realizadas para combater COVID-19; estabelece roteiro para saída da pandemia

Em meio à crise causada pela pandemia de COVID-19, a ONU se mobilizou para salvar vidas, controlar a transmissão do vírus e aliviar as consequências econômicas, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a jornalistas na quinta-feira (25), falando no lançamento virtual de seu relatório de resposta da Organização à crise.

O relatório não apenas descreve as ações tomadas desde que a pandemia foi declarada, disse ele, como também oferece um roteiro para reconstruir melhor por meio de solidariedade e unidade global.

ONU Mulheres e empresas de tecnologia unem forças para combater violência doméstica

Mesmo antes da crise de COVID-19, a violência de gênero, uma violação grave de direitos humanos, afetava uma em cada três mulheres em todo o mundo. Dados recentes mostram um aumento dos relatos de violência doméstica desde o início do distanciamento social decorrente da pandemia.

Diante desse aumento, os escritórios da ONU Mulheres em todo o mundo firmaram parceria com empresas da tecnologia – como Google, Twitter e Facebook – para fornecer informações importantes sobre serviços de apoio para sobreviventes de violência doméstica.