UNICEF apoia lançamento de guia sobre educação em tempos de pandemia

A União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME) entrega hoje (26) o guia “Educação em tempos de pandemia: direitos, normatização e controle social”, produzido pela entidade com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para mais de 4,3 mil conselhos.

O documento reúne orientações para que conselheiros municipais ajudem a garantir o direito à educação de crianças e adolescentes, jovens e adultos, durante o período da pandemia de COVID-19.

Cerca de 47,9 milhões de crianças e adolescentes brasileiros estão sem aulas presenciais, segundo dados do Ministério da Educação, e boa parte dos sistemas municipais de ensino suspenderam as atividades nas escolas desde o mês de março.

Computador comprado com recursos de multas recolhidas pelo Ministério Público do Trabalho e apoio técnico do UNOPS é utilizando para atendimento online com a Defensoria Pública. Foto: Arquivos do CASE

Reading becomes a learning opportunity for youths at Socio-Educational Centre in Ji-Paraná, Brazil

To sit quietly and read a book by yourself has been a pleasant activity for many of us during the quarantine. Seventeen-year-old Antônio*, an HQ fan, has enjoyed it. He’s currently reading Daniel Silva’s The Black Widow, a thriller that tells the story of a widow of a member of ISIS who got killed in combat. Marcelo* reads Percy Jackson & the Olympians, a series of adventure novels that combine twenty-first century original characters with Greek mythology. The sixteen-year-old was already in the habit of reading books and biblical magazines.

The teenagers read at CASE, the Socio-Educational Centre Library at Ji-Paraná, a city in the Brazilian state of Rondônia. With both group activities and classes suspended because of the COVID-19 pandemic, individual readings are being promoted by the CASE team as a leisure option for teenagers.

Computador comprado com recursos de multas recolhidas pelo Ministério Público do Trabalho e apoio técnico do UNOPS é utilizando para atendimento online com a Defensoria Pública. Foto: Arquivos do CASE

Leitura é alternativa de lazer individual para jovens de Centro Socioeducativo

Sentar tranquilamente e ler um livro sozinho. Esta tem sido uma atividade agradável para muitos e muitas de nós nessa quarentena. Fã de gibis, Antônio *, de 17 anos, também tem feito isso. Ele está lendo o livro A Viúva Negra, que conta a trajetória de viúvas de terroristas do estado islâmico cujos maridos morreram em combate. Marcelo*, de 16 anos, lê Percy Jackson e Os Olimpianos, que conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Ele já teve o hábito de ler livros e revistas bíblicas.

Os adolescentes lêem na Biblioteca do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Ji-Paraná, em Rondônia. Com as atividades em grupo e as aulas suspensas em função da pandemia da COVID-19, leituras individuais estão sendo promovidas pela equipe do CASE, como uma opção de lazer para os adolescentes.

Sede do Tribunal Penal Internacional em Haia, Holanda. Foto: ONU/Rick Bajornas

Ataques dos EUA contra Tribunal Penal Internacional ameaçam independência judicial, dizem especialistas

A decisão sem precedentes do governo dos Estados Unidos de atacar e promover sanções contra funcionários individuais do Tribunal Penal Internacional (TPI) é um ataque direto à independência judicial da instituição e pode prejudicar o acesso das vítimas à justiça, disseram nessa quinta-feira (25) especialistas independentes de direitos humanos da ONU.

No total, 34 especialistas independentes da ONU assinam o comunicado.

“A implementação de tais políticas pelos EUA tem o único objetivo de exercer pressão sobre uma instituição cujo papel é buscar justiça contra crimes de genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes de agressão”, disse Diego García-Sayán, relator especial da ONU sobre a independência de juízes e advogados.

Após uma decisão de 5 de março de 2020 da Câmara de Apelações do TPI, que autorizou uma investigação de supostos crimes de guerra no Afeganistão cometidos por todos os lados em conflito, incluindo as forças americanas, o governo dos EUA anunciou neste mês que estava lançando uma ofensiva econômica e legal contra o Tribunal.

Carta da ONU

‘Carta da ONU foi assinada há 75 anos – e seus princípios continuam verdadeiros’

No dia 26 de junho de 1945 – há exatos 75 anos –, 50 países se comprometiam com os 19 capítulos e 111 artigos da Carta das Nações Unidas, o documento que fundou a ONU. Entre os valores descritos no documento, se destacam uma visão de paz mundial, a promoção dos direitos humanos universais e justiça para todos.

Em uma mensagem em vídeo marcando a data, o secretário-geral da organização, António Guterres, afirmou que os seus princípios continuam a ser verdadeiros hoje em dia. Ele classificou o documento como um “guia atemporal” que ainda é válido para enfrentar os desafios atuais.

Guia de Proteção Online para Crianças da UIT traz recomendações para um ambiente online seguro. Foto: Julia M Cameron / Pexels

ONU lança novo guia de proteção online para crianças

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) lançou nesta terça-feira (23) o novo Guia de Proteção Online para Crianças 2020, um conjunto abrangente de recomendações para crianças, pais e educadores, indústria e tomadores de decisão sobre como contribuir para o desenvolvimento de um ambiente online seguro e empoderador para crianças e jovens.

A internet e tecnologias digitais relacionadas têm proporcionado novas maneiras das crianças se comunicarem, aprenderem, brincarem, ouvirem música e participarem de uma vasta variedade de atividades culturais e educacionais. Por conta disso, elas também estão mais expostas a uma gama de condutas, conteúdos e contatos danosos online.

A escala e a velocidade dos fechamentos de escolas e universidades representa um desafio sem precedentes para o setor da educação. Foto: UNESCO

UNESCO: 40% dos países mais pobres não apoiam estudantes em situação de vulnerabilidade na pandemia

Menos de 10% dos países têm leis que ajudam a garantir a inclusão plena na educação, de acordo com o Relatório de Monitoramento Global da Educação de 2020, lançado nesta terça-feira (23) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O relatório identificou um aumento da exclusão durante a pandemia da COVID-19, e estimou que cerca de 40% dos países de renda baixa e média-baixa não apoiaram os estudantes desfavorecidos durante o fechamento temporário das escolas.

Trabalhadora da saúde na Colômbia. Foto: OPAS/OMS

ONU ressalta papel dos funcionários públicos na resposta à pandemia

Enquanto o mundo continua a enfrentar a pandemia de COVID-19, os funcionários públicos estão na linha de frente da resposta à crise. Marcando o Dia Mundial do Serviço Público (23), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou a importância destes servidores no sucesso da resposta humanitária.

“São enfermeiros, médicos e paramédicos que prestam cuidados que salvam vidas. Trabalhadores do saneamento que desinfetam e limpam os espaços públicos. Trabalhadores dos transportes que mantêm ônibus e trens funcionando. Professores que educam os nossos filhos online e offline. E as autoridades de saúde pública, gestores de dados e profissionais de estatística que fornecem informações vitais e confiáveis sobre a transmissão e prevenção da doença”, disse na mensagem em vídeo.

Protestos têm ocorrido na cidade de Nova Iorque contra o racismo e a violência policial, após a morte de George Floyd. Foto: ONU/Evan Schneider

ONU produzirá relatório sobre relação entre racismo, violência policial e caso Floyd

Embora alguns delegados do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, tenham pedido na semana passada uma investigação internacional sobre os assassinatos de negros nos Estados Unidos e a violência contra manifestantes, outros sustentaram que o problema tem impacto em todas as nações e exigiram uma abordagem mais ampla.

De acordo com a versão final da resolução aprovada, a alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, deverá preparar um relatório sobre racismo sistêmico, violações dos direitos humanos de africanos e pessoas de ascendência africana por órgãos policiais, especialmente aquelas que resultaram na morte do norte-americano George Floyd.

Meninas na vila de Danja, no Níger, durante campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas. Foto: UNFPA/Ollivier Girard

‘Não há desculpa. E deve haver tolerância zero’, diz vice da ONU sobre violência de gênero

Em meio ao aumento da violência contra mulheres e meninas em todo o mundo – incluindo o estupro –, a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina J. Mohammed, enviou uma forte mensagem nessa segunda-feira (22) alertando para o frequente hábito de culpar as vítimas da violência de gênero.

Na mensagem em vídeo, Amina pediu que os homens e meninos se tornem aliados no enfrentamento desse tipo de violência.

Com a pandemia, governos federal, estaduais e municipais tiveram que readequar normas e desenvolver estratégias para dar continuidade à entrega de alimentos a estudantes. Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

Entrega de alimentos a estudantes tem continuidade no Brasil durante a pandemia

Criado há mais de 60 anos, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) apoia diariamente cerca de 42 milhões de estudantes da rede pública de ensino. Com a pandemia de COVID-19, governos federal, estaduais e municipais tiveram que readequar normas e desenvolver estratégias para dar continuidade à entrega de alimentos a milhões de alunos e alunas no país.

Para compartilhar experiências de execução do PNAE durante a suspensão das atividades escolares, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil e a Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável promoveram webinar visto por mais de 4 mil pessoas na semana passada (18).

Williams com seu desenho sobre o que ele deseja para seu futuro no Brasil. Foto: ACNUR/ Allana Ferreira

Por meio da arte, venezuelanos revelam o que esperam de seu futuro no Brasil

Cores e palavras marcaram as produções artísticas feitas por refugiados e migrantes venezuelanos em celebração ao Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) nos abrigos temporários das cidades de Boa Vista, Pacaraima (RR) e Manaus (AM).

A data homenageia a força, coragem e resiliência de milhões de pessoas que foram forçadas a se deslocar de suas cidades e países por causa de guerras, conflitos e perseguições, deixando sonhos e vidas para trás. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Foto: EBC

ONU: informais perderam 60% dos rendimentos no 1º mês da pandemia

As Nações Unidas lançaram nessa sexta-feira (19) um documento de políticas públicas que aponta uma perda de 60% dos rendimentos por parte dos trabalhadores e trabalhadoras informais – aqueles que, em geral, não possuem direitos trabalhistas ou proteção social. O dado se refere apenas ao primeiro mês da crise econômica decorrente da pandemia de COVID-19.

O relatório também aponta que centenas de milhões de empregos foram perdidos, destacando medidas a serem adotadas para mitigar os efeitos da crise.

“A pandemia virou ao avesso o mundo do trabalho. Todos os trabalhadores, todos os negócios e todos os cantos do mundo foram afetados”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em uma mensagem em vídeo para o lançamento do documento.

Confira aqui o vídeo e o documento.

Vítimas de violência sexual em um abrigo em Goma, República Democrática do Congo. Foto: ONU/Marie Frechon

ONU: violência sexual em conflitos se aprofunda durante pandemia

O secretário-geral das Nações Unidas alertou para um tipo de crime brutal que pode aumentar durante a pandemia de COVID-19: a violência sexual em situações de conflito.

“A violência sexual em conflito é um crime brutal, praticado principalmente contra mulheres e meninas, mas que também afeta homens e meninos. Esta violência se repete em todas as comunidades e sociedades, perpetuando ciclos de violência e ameaçando a paz e a segurança internacionais”, alertou António Guterres.

A ONU marca nessa sexta-feira (19) o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Sexual em Conflito.

Famílias de refugiados chegam ao aeroporto de Beirute, no Líbano, antes de serem reassentadas em países terceiros. Foto: OIM/Angela Wells

OIM e ACNUR anunciam retomada das viagens de reassentamento para refugiados

Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciaram na quinta-feira (18) a retomada das partidas de reassentamento de refugiados.

A suspensão temporária das viagens de reassentamento, necessária devido a interrupções e restrições às viagens aéreas internacionais causadas pela pandemia de COVID-19, atrasou a saída de cerca de 10 mil refugiados para os países de reassentamento.

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

Decisão da Suprema Corte dos EUA torna ilegal demissão com base em orientação sexual

Um especialista da ONU elogiou na quarta-feira (17) uma sentença histórica emitida pela Suprema Corte dos Estados Unidos em 15 de junho segundo a qual demitir uma pessoa com base em orientação sexual ou identidade de gênero é ilegal.

Victor Madrigal-Borloz, especialista independente da ONU em proteção contra violência e discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero, chamou a decisão de “um passo muito significativo para romper o ciclo de discriminação que frequentemente condena lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e pessoas de gênero diverso à exclusão social e, finalmente, à pobreza”.

Segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), negros e negras, o que inclui pardos e pretos, compõem 53,6% da população brasileira.

Nove em cada dez brasileiros dizem que negros têm mais chance de serem abordados de forma violenta pela polícia

O primeiro webinário Fórum Data Favela, com a organização da Central Única das Favelas (CUFA), do Instituto Locomotiva e da UNESCO no Brasil, apresentou na quarta-feira (17) dados inéditos da pesquisa “As Faces do Racismo”.

O levantamento aponta as desigualdades que os negros enfrentam para entrar no mercado de trabalho e para ter acesso e oportunidades de estudo. Também revela que nove em cada dez brasileiros reconhecem que pessoas negras têm mais chance de serem abordados de forma violenta pela polícia.

ARTIGO: Reabrir as escolas: quando, onde e como?

O fechamento prolongado das escolas pode aumentar as desigualdades, aprofundar a crise de aprendizagem e expor as crianças mais vulneráveis a um maior risco de exploração. A análise é feita pela Stefania Giannini, diretora-geral adjunta de Educação da UNESCO; Robert Jenkins, chefe de Educação e diretor associado do UNICEF; e Jaime Saavedra, diretor global de Educação do Banco Mundial. Eles afirmam que quanto mais tempo as crianças vulneráveis estiverem fora da escola, menor será a probabilidade de elas voltarem a frequentá-la.

Em artigo, os dirigentes compartilham a aspiração de que as escolas reabram oportunamente e com segurança, garantindo o direito à educação de todas as crianças e jovens. Apresentam também orientações que oferecem conselhos práticos às autoridades nacionais e locais sobre como manter as crianças seguras quando voltarem à escola. Leia o artigo na íntegra.

George Floyd morreu após ter o pescoço prensado por um policial branco nos EUA. Foto: ONU/Daniel Dickinson

Irmão de George Floyd pede ao Conselho de Direitos Humanos ação da ONU contra o racismo

O Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, ouviu na quarta-feira (17) um poderoso testemunho do irmão de George Floyd, um homem negro norte-americano cuja morte capturada em vídeo após asfixia por um policial branco em Mineápolis provocou protestos em todo o mundo.

Em um pedido gravado para que o Conselho estabeleça uma comissão internacional com o objetivo de investigar assassinatos de negros nos Estados Unidos e a violência contra manifestantes, Philonise Floyd instou a ONU a agir.

Uma mãe cuida de seu bebê dentro de um ginásio que foi transformado em assentamento de refugiados em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Mundo tem recorde de quase 80 milhões de deslocados internos e refugiados

O deslocamento global atingiu impressionantes 79,5 milhões de pessoas no ano passado – quase o dobro do número registrado há uma década – devido a guerra, violência, perseguição e outras emergências, informou nesta quinta-feira (18) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Falando a jornalistas em Genebra, o chefe do ACNUR observou que, embora a questão do deslocamento afete todas as nações, os dados mostram que os países mais pobres hospedam 85% dos que foram expulsos de suas casas.

Criança e avó no interior do Rio Grande do Norte. Foto: Mariana Ceratti/Banco Mundial

Políticas universais de transferência de renda são essenciais para combate à pobreza infantil

Benefícios universais para a criança, como pagamentos em dinheiro sem condicionantes, são essenciais no combate à pobreza infantil, mas só estão disponíveis em um de cada dez países, de acordo com um novo relatório publicado nesta quarta-feira (17) por Instituto de Desenvolvimento Ultramarino (ODI) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A universalização de benefícios reduz os riscos geralmente associados a formas mais restritivas de seleção de beneficiários, nos quais algumas famílias que precisam ficam sem apoio financeiro, inclusive devido a erros de exclusão. Tais políticas são ainda mais importantes em um contexto de crise provocada pela COVID-19.

COVID-19 acentua situação precária de domésticas latino-americanas e caribenhas

Na América Latina e no Caribe, entre 11 milhões e 18 milhões de pessoas se dedicam ao trabalho doméstico remunerado, sendo que 93% delas são mulheres. O trabalho doméstico representa entre 14,3% e 10,5% do emprego das mulheres na região.

Mais de 77,5% delas atuam na informalidade, o que significa que parte significativa trabalha em condições precárias e sem acesso à proteção social. ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) publicaram relatório sobre o tema.

ARTIGO: Precisamos proteger as crianças do trabalho infantil

Em artigo publicado no NEXO, o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Martin Hahn, afirma que para muitas crianças, adolescentes e suas famílias, a crise da COVID-19 pode acarretar uma educação interrompida, doenças, a potencial perda de renda familiar e até o trabalho infantil.

“O trabalho infantil é uma gravíssima violação dos direitos humanos. A pobreza e a desigualdade social fazem com que os filhos e as filhas de famílias mais pobres tenham poucas oportunidades de escolha e desenvolvimento na infância e adolescência. Ao atingirem a vida adulta, tornam-se, majoritariamente, trabalhadores com baixa escolaridade e qualificação, ficando sujeitos a menores salários e vulneráveis a empregos em condições degradantes, perpetuando, assim, um círculo vicioso de pobreza”. Leia o artigo completo.

Relatório indica formas de reduzir impacto da COVID-19 em populações com maior risco de infecção por HIV

A pandemia da COVID-19 afetou a todas as pessoas, incluindo populações-chave com maior risco de infecção por HIV. Neste contexto, os ganhos obtidos contra outras doenças infecciosas, incluindo o HIV, correm o risco de serem revertidos como resultado de interrupções causadas pela COVID-19.

Este é o pano de fundo de um novo relatório publicado pela FHI 360, em colaboração com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre outros parceiros. O documento fornece recomendações sobre como minimizar os impactos da COVID-19 em populações-chave.

Um memorial improvisado para George Floyd no Harlem, em Nova Iorque. Foto: Hazel Plunkett

Grupo de 20 lideranças pede mais ações da ONU pelo fim do racismo no mundo

Um grupo de mais de 20 líderes da ONU, que se reportam diretamente ao secretário-geral António Guterres e são africanos ou de ascendência africana, assinaram uma declaração pessoal e contundente expressando indignação quanto ao racismo generalizado e sistêmico, destacando a necessidade de as Nações Unidas “irem além e fazerem mais” do que apenas manifestar repúdio.

Os líderes exortam a ONU a “intensificar e agir decisivamente para ajudar a acabar com o racismo sistêmico contra pessoas de ascendência africana e outros grupos minoritários”, citando o artigo 1 da Carta das Nações Unidas, que estipula que a ONU promove e incentiva o “respeito pelos direitos humanos e às liberdades fundamentais de todos, sem distinção de raça, sexo, idioma ou religião”.

Refugiados e migrantes venezuelanos indígenas Warao são realocados para um espaço seguro em Manaus (AM) durante a pandemia de COVID-19. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

ACNUR e parceiros promovem agenda nacional para celebrar Dia Mundial do Refugiado

Atividades artísticas e de entretenimento com a população refugiada, eventos virtuais nas redes sociais e a divulgação das tendências sobre o deslocamento forçado no mundo marcam, neste ano, as celebrações em torno do Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) no Brasil.

A agenda está sendo organizada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros. O governo brasileiro estima que o Brasil tem cerca de 43 mil pessoas reconhecidas como refugiadas de mais de 50 nacionalidades, além de quase 300 mil solicitantes de refúgio.

A pandemia das sombras: violência doméstica durante a COVID-19

VÍDEO — A pandemia das sombras: violência doméstica durante a COVID-19

Uma ‘pandemia das sombras’ mortal de violência doméstica está ocorrendo neste exato momento.

Desde o surgimento da COVID-19, a violência contra mulheres e meninas se intensificou em todo mundo. Embora as medidas de confinamento ajudem a limitar a disseminação do vírus, mulheres e meninas que sofrem violência em casa se encontram cada vez mais isoladas das pessoas e dos recursos que poderiam ajudá-las.

A ONU Mulheres une forças com Kate Winslet para iluminar essa ‘pandemia das sombras’ e descreve três coisas que você pode fazer para ajudar; acesse o vídeo.

Evento online marca 25 anos do grupo especial de fiscalização móvel, órgão que combate o trabalho escravo

A iniciativa TRACK4TIP, implementada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), apoiou o evento online de comemoração dos 25 Anos do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), órgão que é referência na luta contra o trabalho escravo.

O evento reuniu diferentes especialistas, que recordaram marcos e obstáculos enfrentados pelo GFEM ao longo de sua trajetória. O GEFM trabalha para garantir os direitos trabalhistas, combatendo o trabalho escravo e degradante. Desde sua criação, em 1995, já libertou mais de 54 mil trabalhadores.

Ação de voluntariado apoiada pelo UNAIDS ajuda pessoas vivendo com HIV na América Latina em meio à pandemia. Foto: UNAIDS

COVID-19: movimento de mulheres apoia pessoas vivendo com HIV em países latino-americanos

A Estratégia de Voluntariado das Américas foi lançada pelo Movimento de Mulheres Positivas da América Latina e do Caribe (MLCM+) com apoio de escritórios do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) na América Latina e o Caribe.

Até o momento, a iniciativa está presente em 17 países da região, com 850 voluntários e mais de 3 mil pedidos de ajuda. Tais pedidos referem-se principalmente à necessidade de medicamentos, alimentos e métodos de prevenção.

No Brasil, eles se articularam com UNAIDS e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) através do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP).

Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Trabalho infantil na pandemia pode impedir retorno de crianças à escola

A pandemia de COVID-19 traz, como efeito secundário, o risco de aumento do trabalho infantil no Brasil. Com as escolas fechadas para prevenir a transmissão do vírus e a pobreza se acentuando, o trabalho pode parecer, equivocadamente, uma forma de meninas e meninos ajudarem suas famílias.

Mas ele impacta o desenvolvimento físico e emocional das crianças e pode impedir a continuidade da educação, reproduzindo ciclos de pobreza nas famílias – além de ser porta de entrada para uma série de outras violações de direitos, como a violência sexual. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Criança carrega embalagens de plástico em La Paz, Bolívia. Foto: OIT/Marcel Crozet

Crise pode lançar até 326 mil crianças ao trabalho infantil na América Latina e Caribe

O impacto devastador da COVID-19, que acarreta redução de renda e altos níveis de insegurança econômica, pode provocar aumento significativo no número de crianças e adolescentes em trabalho infantil nos países latino-americanos e caribenhos.

O alerta foi feito na quinta-feira (11) por análise da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que consideram imperativo adotar medidas para evitar esse cenário.

Foto: UNAIDS

ONU abre consulta pública para nova estratégia global de resposta à AIDS

Faltando menos de dez anos para alcançar o objetivo de acabar com a AIDS, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) foi encarregado de desenvolver a próxima estratégia global de resposta à doença.

A fase de consultas abertas ao público acontecerá até 5 de julho. O preenchimento da pesquisa leva de 15 a 20 minutos e representará uma contribuição crucial para a próxima Estratégia Global para o Fim da AIDS. Saiba como participar.

Estudantes de Tonga acessam a internet. Foto: Banco Mundial/Tom Perry

Secretário-geral da ONU pede que comunidade internacional amplie cooperação digital

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apresentou nesta quinta-feira (11) um conjunto de recomendações para a comunidade internacional garantir que todas as pessoas estejam conectadas, sejam respeitadas e protegidas na era digital.

O Roteiro do Secretário-Geral para a Cooperação Digital é resultado de um esforço global plurianual, com várias partes interessadas, para abordar uma série de questões relacionadas à Internet, inteligência artificial e outras tecnologias digitais.

Evento online vai debater as relações entre o trabalho infantil e o racismo estrutural no Brasil. Foto: EBC

Webinário abordará trabalho infantil e racismo no contexto da pandemia de COVID-19

Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parceiros realizam na sexta-feira (12), Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, o webinário “COVID-19: Agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil”.

A transmissão ocorre partir das 17h, no canal oficial do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no Youtube.

O evento integra a campanha nacional contra o trabalho infantil, e vai debater as relações entre o trabalho infantil e o racismo estrutural no Brasil, além de aspectos históricos, os mitos e os impactos da pandemia na exploração infantil.

O que a OMS está fazendo para ajudar a conter a COVID-19?

VÍDEO: O que a OMS está fazendo para ajudar a conter a COVID-19?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está fornecendo orientação, suprimentos e liderança para combater a propagação da COVID-19 em todo o mundo.

Dezenas de milhões de kits de testagem e materiais hospitalares e de proteção individual já foram entregues em 129 países, além de uma rede de pesquisa vinculada à OMS já estar analisando clinicamente 10 vacinas em todo o mundo.

A agência da saúde das Nações Unidas está, ao lado dos países, liderando uma resposta global para apoiar todas as pessoas. No enfrentamento à doença, ninguém deve ficar para trás.

Indígenas venezuelanos da etnia warao e eñepas em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: OIM

OIM lança estudo que discute políticas de médio prazo para indígenas venezuelanos no Brasil

Para contribuir com a construção de alternativas de políticas públicas para os indígenas venezuelanos, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lança na quarta-feira (10), em evento virtual às 14h, o estudo “Soluções duradouras para indígenas migrantes e refugiados no contexto do fluxo venezuelano no Brasil”.

O documento é produto de um amplo processo de consulta com indígenas Warao, Pemón e Eñepa nas cidades de Boa Vista, Pacaraima (RR) e Manaus (AM).

Nova música de Emicida integra campanha de combate ao trabalho infantil no Brasil

O cantor e rapper Emicida lançou nesta semana uma música para alertar para a exploração do trabalho infantil no Brasil e para a possibilidade de esse crime aumentar diante dos impactos da pandemia de COVID-19.

“Sementes” tem a participação da cantora Drik Barbosa e faz parte de campanha nacional contra o trabalho infantil realizada por Ministério Público do Trabalho (MPT), em parceria com Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Migrantes nicaraguenses na Costa Rica que trabalham na indústria da construção. Nas últimas três décadas, os fluxos migratórios da Nicarágua para a Costa Rica foram motivados por desastres naturais, conflitos políticos e desacelerações econômicas. Foto: OIM

OIM: trabalhadores migrantes são mais vulneráveis a abusos e exploração durante pandemia

Os trabalhadores migrantes podem ficar vulneráveis ​​a abusos e exploração durante a migração devido a fatores como recrutamento antiético, status da migração, medo de deportação ou incapacidade de encontrar emprego alternativo, particularmente durante a atual crise da COVID-19.

Nesse cenário, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) publicou na segunda-feira (8) novas orientações para os Estados-membros sobre a regulamentação do recrutamento internacional e a proteção dos trabalhadores migrantes.