Mercado no Chile, durante a pandemia de COVID-19. Foto: FAO/Max Valencia

Pandemia pode ampliar fome e jogar 49 milhões de pessoas na pobreza extrema, alerta ONU

A pandemia da COVID-19 representa uma ameaça à segurança alimentar e nutricional, especialmente para as comunidades mais vulneráveis do mundo. O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que lança nesta terça-feira (9) um relatório sobre o tema.

As medidas contra a doença e a recessão global emergente podem perturbar o funcionamento dos sistemas alimentares, com consequências “potencialmente terríveis”. Sem uma ação imediata, diz o documento, corremos o risco de assistir a uma emergência alimentar global – com impactos em longo prazo em centenas de milhões de crianças e adultos; acesse aqui o documento e o vídeo.

Consumidores tem temperatura verificada na entrada das lojas em Kiev, na Ucrânia. Foto: ONU Ucrânia/Volodymyr Shuvayev

COVID-19: OMS diz que situação melhora na Europa, mas piora no resto do mundo

A pandemia da COVID-19 está piorando globalmente, com mais de 136 mil casos registrados no domingo (7), o número mais alto em um único dia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Mais de seis meses nesta pandemia, não é o momento de nenhum país tirar o pé do freio”, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, falando na segunda-feira (8) durante seu briefing regular sobre a crise.

“É a hora de os países continuarem trabalhando duro, com base na ciência, soluções e solidariedade.”

ACNUR distribui quase 1 tonelada de roupas de frio para refugiados no Brasil

Para ajudar pessoas refugiadas e migrantes em situação de vulnerabilidade a enfrentar as baixas temperaturas já registradas em várias partes do Brasil, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) iniciou a distribuição de roupas de frio para esta população. As roupas distribuídas foram doadas ao ACNUR pela empresa japonesa UNIQLO.

A iniciativa beneficiará refugiados e migrantes em São Paulo, Roraima, Paraná e Rio Grande do Sul. No total, cerca de 900 quilos de roupas serão distribuídos nos próximos dias.

Passageiros usam máscaras na estação Pinheiros, em São Paulo (SP). Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

COVID-19 deve agravar situação de saúde, pobreza e capacidade de recuperação da população negra no Brasil

A representante do UNFPA no Brasil, Astrid Bant, lembrou que a pandemia, unida ao racismo e à dificuldade de a população negra exercer seus direitos, tem resultado no agravamento de doenças, na maior letalidade frente à COVID-19 e em mais desemprego e pobreza. 

Os pesquisadores presentes citaram também os obstáculos que as iniquidades, o racismo e a discriminação impõem à população negra brasileira, a tornando mais vulnerável aos impactos de saúde, econômicos e sociais da pandemia.

UNICEF retoma campanha de prevenção ao racismo com foco em crianças e adolescentes

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) reativou a campanha “Por uma infância sem racismo” nos seus canais de mídias sociais. Baseada na ideia de ação em rede, a iniciativa reúne 10 ações ou comportamentos que cada pessoa pode adotar para assegurar o respeito e a igualdade étnica e racial desde os primeiros anos de vida.

Confira as 10 maneiras de contribuir para uma infância sem racismo.

São necessárias medidas urgentes para enfrentar as consequências da pandemia entre os povos indígenas, segundo a OIT. Foto: PNUD/Tiago Zenero

OIT: 55 milhões de indígenas latino-americanos e caribenhos estão vulneráveis à COVID-19

As vulnerabilidades existentes antes da atual crise se traduzem em consequências particularmente graves durante a pandemia de COVID-19 para 55 milhões de mulheres e homens indígenas que vivem na América Latina e no Caribe. 

A conclusão é de análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicada na quarta-feira (3), fazendo um apelo para enfrentar a emergência de saúde e reduzir “uma marginalização centenária”.

Protestos contra a brutalidade policial vêm ocorrendo em diversas cidades dos Estados Unidos, inclusive Nova Iorque. Foto: ONU/Shirin Yaseen

Manifestantes precisam se proteger da COVID-19, diz agência de saúde da ONU

Os manifestantes que desejam ir às ruas para fazer suas vozes serem ouvidas precisam tomar todas as precauções para não pegar ou transmitir o novo coronavírus, já que a pandemia está longe de terminar, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (5).

A mensagem da agência da ONU foi publicada em meio a protestos em andamento nos Estados Unidos após o assassinato de um homem negro, George Floyd, cujo pescoço foi prensado por um policial branco, e preocupações de uma “segunda onda” de infecções em países onde o lockdown foi aliviado.

COVID-19 é uma das maiores ameaças aos modos de vida dos povos indígenas da Amazônia. Foto: ACNUDH

Indígenas amazônicos estão em grave risco diante da COVID-19, alertam ONU Direitos Humanos e CIDH

A COVID-19 é uma das maiores ameaças aos modos de vida dos povos indígenas da Amazônia, alertaram na quinta-feira (4) os Escritórios de Direitos Humanos da ONU para a América do Sul, Colômbia e a Missão na Bolívia, juntamente com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Em comunicado divulgado às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, as entidades instaram os Estados da região a proteger a sobrevivência e os direitos dos povos indígenas na bacia amazônica, particularmente aqueles em isolamento voluntário ou contato inicial.

A venezuelana Horihanny Del Valle recebe kit do UNFPA em Pacaraima - Foto: UNFPA

Venezuelanas grávidas recebem kit de higiene em Pacaraima

Horihanny Del Valle é uma jovem venezuelana de 16 anos que deixou seu país há um ano e agora vive em Pacaraima, Roraima, cidade que faz fronteira com a Venezuela. Grávida, ficou sabendo da pandemia da COVID-19 por meio de conhecidos.

“Eu vi as pessoas comentando e me deu medo”, conta. No início de maio,  ela e outras mulheres receberam do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) mais informações sobre como se prevenir da doença. O UNFPA também entregou Kits Dignidade contendo artigos de higiene pessoal fundamentais nesse momento, como álcool em gel, sabonete, pasta de dente e absorventes íntimos.

O Fundo de População da ONU pretende entregar os itens também em Manaus, Bahia e Distrito Federal. 

ARTIGO: Priorizar a saúde e o bem-estar agora e quando as escolas reabrirem

Em artigo, a diretora-geral adjunta de Educação da UNESCO, Stefania Giannini, afirma que a escola desempenha um papel fundamental no que se refere ao apoio à saúde e ao bem-estar dos estudantes e de toda a comunidade escolar.

“Em todo o mundo, os ministérios da Educação estão inovando para apoiar a saúde e o bem-estar dos estudantes durante o período de fechamento das escolas, reconhecendo que os problemas sociais e de saúde afetam a educação e conectam as famílias às escolas com serviços de apoio necessários, desde recursos de aprendizagem usados na promoção da saúde até o aconselhamento e serviços de saúde sexual e reprodutiva”. Leia o artigo completo.

Protestos contra a brutalidade policial vêm ocorrendo em diversas cidades dos Estados Unidos, inclusive Nova Iorque. Foto: ONU/Shirin Yaseen

EUA precisam ouvir demandas de manifestantes para superar história de racismo e violência, diz ONU

As vozes que pedem o fim do “racismo endêmico e estrutural que arruína a sociedade norte-americana” precisam ser ouvidas e compreendidas, para que o país supere sua “história trágica de racismo e violência”, disse a chefe de Direitos Humanos da ONU na quarta-feira (3).

Em todos os momentos, mas especialmente durante uma crise, “um país precisa de seus líderes para condenar o racismo de forma inequívoca”, destacou Bachelet.

Ela disse que as autoridades ​​também devem “refletir sobre o que levou as pessoas ao ponto de ebulição; ouvir e aprender; e agir de forma a realmente combater as desigualdades”.

ACNUR: 65% dos indígenas venezuelanos  no Brasil são solicitantes de refúgio

A primeira edição do  Relatório de Atividades para Populações Indígenas  da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR),  referente a março,  aponta que  aproximadamente 5 mil  refugiados e migrantes indígenas  foram  registrados  em território brasileiro.  Desde 2018, o ACNUR registra a entrada no Brasil de indígenas vindos da Venezuela. 

Desse  total, 3,2 mil  são solicitantes da condição de refugiado, ou seja, se enquadram legalmente como indivíduos que  deixaram  seu país e território  forçadamente  devido a fundado  temor  de perseguição ou contínua violação de direitos humanos. 

Foto: WFP

Centro da ONU apoia continuidade dos programas de alimentação escolar durante a pandemia

Em apresentação online, Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) das Nações Unidas no Brasil, descreveu formas de manter os programas de alimentação escolar em funcionamento durante a pandemia de COVID-19, como transferências em dinheiro, cestas de alimentos, alimentos para levar para casa e refeições prontas.

“Temos todas as quatro modalidades em uso no Brasil no momento e os governos locais estão trabalhando duro para apoiar as crianças durante esse período”, afirmou.

Missão da ONU no Darfur (UNAMID) organiza sessão sobre Agenda de Mulheres e Segurança. Foto: UNAMID/Albert Gonzalez Farran

Em vídeo, líderes da ONU reforçam papel das mulheres para paz e cessar-fogo global

Três funcionários do alto escalão da ONU se uniram ao apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, por um cessar-fogo global, destacando a importância das mulheres nesse processo.

A mensagem é da subsecretária-geral da ONU para os Assuntos Políticos e Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo; do subsecretário-geral das Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, e da subsecretária-geral e diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

Segundo as lideranças, com a participação de mulheres, a probabilidade é que os resultados da paz sejam sustentáveis e duradouros.

Concurso fotográfico do aplicativo Agora marca os 75 anos da ONU

Aplicativo Agora lança concurso fotográfico para aniversário de 75 anos da ONU

Fotógrafos de todo o mundo estão convidados a submeter seus pontos de vista sobre o futuro que queremos para as próximas gerações, em comemoração aos 75 anos da ONU. Os selecionados terão a chance de participar de uma série de exposições ao redor do mundo.

As inscrições no aplicativo Agora estão abertas até 24 de julho. No Brasil, o aplicativo está disponível apenas para o sistema Android (Google Play).

Propostas de organizações de mulheres negras são bem-vindas na chamada de financiamento. Foto: UNFPA/Solange Souza

ONU Mulheres abre chamada de financiamento a organizações defensoras dos direitos humanos no Brasil

A ONU Mulheres Brasil tornou pública na terça-feira (2) uma chamada para apoio financeiro a organizações defensoras dos direitos humanos diante dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19.

São convidadas a enviar propostas organizações lideradas por mulheres e voltadas à promoção dos direitos das mulheres. A iniciativa conta com o apoio da União Europeia e se destina a organizações não estatais e sem fins lucrativos. As propostas podem ser enviadas até 21 de junho.

UNICEF: Crianças e adolescentes estão mais expostos à violência doméstica durante pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus e as necessárias medidas de isolamento social e confinamento domiciliar, crianças e adolescentes estão sob risco ainda maior de sofrer violência física, sexual e psicológica. Quando já acontece violência doméstica, as vulnerabilidades aumentam drasticamente.

Diante dessa preocupação, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), por meio de parceria do Grupo de Trabalho Intersetorial do Programa Saúde na Escola, com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro (CEDCA-RJ), reforça a divulgação de medidas de proteção de crianças e adolescentes e orientações sobre como denunciar.

O trabalho infantil na América Latina e no Caribe caiu pela metade desde 2000, mas avanços estão sob risco por conta da pandemia. Foto: EBC

Campanha alerta para risco de aumento do trabalho infantil diante dos impactos da pandemia

Começa nesta quarta-feira (3) a campanha nacional contra o trabalho infantil, realizada por Ministério Público do Trabalho (MPT), Justiça do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).

A iniciativa alerta para o risco de crescimento da exploração do trabalho infantil diante dos impactos da pandemia. Entre as ações, os rappers Emicida e Drik Barbosa lançam na semana que vem (9) nos aplicativos de streaming música inédita sobre o tema, intitulada “Sementes”. Um videoclipe será lançado no canal de Emicida no Youtube.

Refugiados e migrantes na fronteira de Pazarkule, perto de Edirne, na Turquia, na esperança de viajar para a Grécia. Foto: UNICEF

Refugiados e migrantes enfrentam ‘três crises de uma só vez’, alerta secretário-geral da ONU

A pandemia de COVID-19 continua arrasando vidas e meios de subsistência em todo o mundo – atingindo de forma mais dura os mais vulneráveis. Isso é particularmente verdade para os milhões de pessoas que estão em movimento – como refugiados e pessoas deslocadas internamente forçados a fugir de suas casas por causa da violência e calamidades, ou migrantes em situações precárias.

“Agora, elas enfrentam três crises de uma só vez”, alertou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em uma mensagem nesta quarta-feira (3) ao lançar um relatório com recomendações de políticas públicas sobre o tema. As três crises envolvem os âmbitos socioeconômico, de saúde e de proteção; acesse aqui o vídeo e o relatório.

Passageiros usam máscaras na estação Pinheiros, em São Paulo (SP). Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

ONU alerta para impacto desproporcional da COVID-19 sobre minorias raciais e étnicas

O impacto desproporcional da COVID-19 sobre minorias raciais e étnicas provavelmente resulta de múltiplos fatores relacionados à marginalização, discriminação e acesso à saúde, embora sejam necessárias mais informações para entender e resolver completamente a situação, segundo a alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet.

“Os dados nos mostram um impacto devastador da COVID-19 sobre pessoas de ascendência africana, bem como minorias étnicas em alguns países, incluindo Brasil, França, Reino Unido e Estados Unidos”, disse Bachelet.

No estado de São Paulo, as pessoas negras têm 62% mais chances de morrer de COVID-19 do que as brancas. No departamento de Seine Saint-Denis, na França, também foi registrada alta mortalidade entre pessoas de minorias raciais e étnicas.

Os protestos estão ocorrendo em cidades dos Estados Unidos, inclusive na cidade de Nova York. Foto: ONU/Shirin Yaseen

ONU pede moderação e coesão social, enquanto continuam protestos nos EUA

Respondendo aos protestos em andamento que geraram violência de todos os lados em dezenas de cidades dos Estados Unidos, o porta-voz da ONU reiterou na segunda-feira (1) o apelo do secretário-geral para que as queixas sejam manifestadas de “maneira pacífica”, recebidas com moderação pelas forças policiais e de segurança.

A indignação começou depois que imagens de vídeo se tornaram virais nas mídias sociais no início da semana passada, mostrando um policial branco na cidade de Mineápolis ajoelhado no pescoço do afro-americano de 46 anos George Floyd por mais de oito minutos, durante os quais ele aparentemente ficou inconsciente, morrendo sob custódia policial.

Seis anos antes de George Floyd ser assassinado sob custódia policial na cidade de Minneapolis, manifestantes em Nova Iorque protestavam contra o assassinato de Michael Brown, cometido por policiais. Foto: ONU/Loey Felipe

ONU pede ações sérias dos EUA para acabar com violência policial contra afrodescendentes

A chefe de direitos humanos da ONU condenou na quinta-feira (28) o assassinato do norte-americano George Floyd, de 46 anos, que estava sob custódia policial na cidade de Mineápolis, nos Estados Unidos.

Michelle Bachelet lembrou que o crime se soma à longa lista de assassinatos de afrodescendentes norte-americanos cometidos por policiais no país.

Ela disse que as autoridades precisam tomar “ações sérias” para impedir tais assassinatos e garantir que a justiça seja feita quando ocorrerem.

Em uma cerimônia online, o secretário-geral entregará o Prêmio Defensor Militar da Igualdade de Gênero da ONU à capacete-azul brasileira Carla Monteiro de Castro Araújo, que atua na República Centro-Africana. Foto: ONU

VÍDEO: brasileira vence prêmio global de capacetes-azuis da ONU

“Mulheres na Manutenção da Paz” é o tema do Dia Internacional das Forças de Paz da ONU, celebrado neste 29 de maio. A comemoração de 2020 destaca o papel das mulheres nessas operações, onde atuam 95 mil civis, policiais e militares de todo o mundo.

Para marcar a data, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, divulgou um vídeo elogiando a atuação das forças de paz femininas e lembrou que elas têm mais acesso às comunidades, ajudando assim a melhorar a proteção de civis, promover direitos humanos e reforçar o desempenho da organização em geral.

Em uma cerimônia online, o secretário-geral entregará o Prêmio Defensor Militar da Igualdade de Gênero da ONU à capacete-azul brasileira Carla Monteiro de Castro Araújo, que atua na República Centro-Africana, e à major militar indiana Suman Gawani, que serviu no Sudão do Sul.

Teleconsulta pode auxiliar mulheres no acesso à saúde sexual e reprodutiva durante pandemia

Voltado para profissionais de saúde, um webinar realizado no dia 25 pela empresa MSD, contou com a participação da representante do Fundo de População da ONU no Brasil (UNFPA), Astrid Bant, e discutiu o possível crescimento de gestações não intencionais durante a pandemia da COVID-19. O webinar expôs a necessidade de que o acesso a contraceptivos e a serviços de saúde sexual e reprodutiva seja mantido durante esse período.

A representante do UNFPA apresentou dados do estudo recente feito pela organização que mostra que, se as medidas de isolamento social e lockdown continuarem por até seis meses, afetando os serviços de saúde, 47 milhões de mulheres em 114 países (incluindo o Brasil) podem ficar sem acesso a contraceptivos. Isso pode resultar em 7 milhões de gravidezes não intencionais.

As irmãs gêmeas Emeline e Eveline lavam as mãos em uma estação pública instalada como medida preventiva contra o coronavírus no Nyabugogo Bus Park, em Ruanda. Foto: Ritzau Scanpix

Número de crianças vivendo na pobreza deve subir 15% no mundo até o fim do ano

As consequências econômicas da pandemia de COVID-19 podem levar até 86 milhões de crianças à pobreza domiciliar até o fim de 2020, um aumento de 15%, de acordo com uma nova análise divulgada na quinta-feira (28) por Save the Children e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Para abordar e mitigar o impacto da COVID-19 nas crianças de famílias pobres, as organizações pedem a expansão rápida e em larga escala dos sistemas e programas de proteção social, incluindo transferências de renda, alimentação escolar e benefícios para as crianças.

A live será transmitida pelos perfis de Instagram da @xuxamenegheloficial e @arealspiller. Imagem: ACNUR/Divulgação

Xuxa e Letícia Spiller fazem live para ajudar refugiados no Brasil

Xuxa Meneghel e Letícia Spiller fazem live nesta sexta-feira (29), às 18h, para reviver velhos tempos e chamar a atenção do público para os impactos da pandemia do novo coronavírus em uma população especialmente vulnerável: os refugiados.

No encontro, que será transmitido pelos perfis de Instagram de ambas, elas fazem um apelo para que os fãs se sensibilizem com a causa e contribuam para o trabalho da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

ACNUR: direitos humanos dos refugiados devem ser garantidos durante pandemia

A pandemia do coronavírus tornou ainda mais difícil a situação das pessoas que fogem de guerras, conflito e perseguição. Enquanto os países lutam para proteger suas populações e economias, normas fundamentais das leis de refugiados e direitos humanos estão em risco.

A Agência das ONU para Refugiados (ACNUR) estima que 167 países até agora fecharam suas fronteiras total ou parcialmente para conter a propagação do vírus. Pelo menos 57 estados não estão abrindo exceção para pessoas que procuram asilo.

As Nações Unidas marcam nessa sexta-feira (29) o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz lembrando que as mulheres possuem um papel central nas operações de pacificação da organização.

Mulheres são fundamentais para operações de paz, diz ONU

As Nações Unidas marcam nessa sexta-feira (29) o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz lembrando que as mulheres possuem um papel central nas operações de pacificação da organização.

Duas “capacetes-azuis” – como são conhecidos os e as trabalhadoras de paz da ONU – foram homenageadas nesse ano, incluindo uma brasileira.

Servindo na operação da República Centro-Africana, a comandante Carla Monteiro de Castro Araújo, oficial da Marinha, ganhou o Prêmio de Defensoras Militares da Igualdade de Gênero da ONU ao lado da indiana Suman Gawani, observadora militar que serviu na missão no Sudão do Sul.

Acesse a mensagem em vídeo do secretário-geral para a data.

Foto: Jean Borges/Pixabay

ARTIGO: Investimentos precisam ser feitos, aqui e agora, para preservar as vidas de quem gera a vida

O Brasil precisa intensificar os esforços para acabar em definitivo com as mortes maternas que são evitáveis, em especial durante a pandemia, que pode provocar impactos na oferta de atendimento médico para mulheres. O alerta é da representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Astrid Bant, em artigo de opinião publicado nesta quinta-feira (28), Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna, no jornal Folha de Pernambuco.

OIT publica orientações para um retorno seguro e saudável ao trabalho durante a pandemia da COVID-19

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda que as políticas de retorno ao trabalho sejam orientadas por uma abordagem com foco nas pessoas, que coloque os direitos e as Normais Internacionais do Trabalho no centro das estratégias econômicas, sociais e ambientais.

Em documento publicado recentemente, a OIT propõe que, antes do retorno ao trabalho, cada local seja avaliado e que medidas preventivas sejam implementadas. Será necessária uma combinação de medidas de controle técnico e organizacional para evitar o contágio das pessoas que retornarem ao ambiente de trabalho. As medidas a serem aplicadas podem consistir na instalação de barreiras físicas, melhoria da ventilação ou adoção de horários flexíveis de trabalho, além de práticas de limpeza e higiene e uso de equipamento de proteção individual.

ACNUR e OIM agradecem doações para refugiados e migrantes da Venezuela

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) comemoram hoje os compromissos assumidos pelos doadores no valor de 2,79 bilhões de dólares, incluindo 653 milhões em doações, durante a Conferência Internacional de Doadores em Solidariedade a Refugiados e Migrantes Venezuelanos na América Latina e Caribe.

A Conferência, convocada pela União Europeia (UE) e Espanha, com o apoio do Canadá, Noruega, ACNUR e OIM, teve como objetivo mobilizar o apoio a uma das maiores crises de deslocamento do mundo, que agora é exacerbada pela pandemia da COVID-19.

Crianças refugiadas sofrem impacto do fechamento de escolas por coronavírus

Ir à escola já era um desafio diário para muitas crianças refugiadas em todo o mundo. Agora, há o temor de que algumas não retomem os estudos depois que os bloqueios pela COVID-19 forem suspensos.

Isai ficou dois anos sem estudar enquanto sua família tentava não ser afetada por conflitos sociais no seu país natal, a Nicarágua. Eles precisaram fugir para Honduras e depois para a Guatemala. Aos oito anos, Isai finalmente conseguiu voltar para a sala de aula no início do ano letivo da Guatemala, em janeiro deste ano. Sua mãe contou que quando ele começou a fazer amigos, a COVID-19 atingiu o país e o governo ordenou o fechamento de todas as escolas.

Conheça a história de outras crianças refugiadas e saiba como o ACNUR está contribuindo para o enfrentamento deste desafio.

Mãe e filha usam máscaras para se proteger contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan, Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Frank Dejongh

Mulheres e meninas devem estar no centro dos esforços de resposta à COVID-19

Mulheres são desproporcionalmente afetadas pelas consequências da pandemia de COVID-19, tanto por conta do aumento da violência doméstica devido ao isolamento social como pelo fato de serem maioria entre trabalhadores informais e de saúde.

Nesse cenário, uma mesa-redonda virtual reuniu lideranças femininas do mundo todo, incluindo chefes de Estado e de governo, para discutir a importância de mulheres e meninas estarem no centro da resposta à pandemia. O evento foi presidido por Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.

UNESCO lança publicação com orientações sobre práticas educacionais abertas durante a pandemia

Em resposta aos atuais desafios causados pela interrupção da educação presencial, que afeta 1,57 bilhão de estudantes em 191 países, organismos da UNESCO lançaram a publicação “Diretrizes sobre práticas educacionais abertas durante a pandemia da COVID-19”.

Práticas Educacionais Abertas (PEA) são aquelas que utilizam Recursos Educacionais Abertos (REA), materiais de suporte à educação que podem ser acessados, reutilizados, modificados e compartilhados livremente.

A crise provocada pelo novo coronavírus afeta drasticamente os grupos mais vulneráveis. Veja 5 motivos pelos quais jovens estão mais suscetíveis aos efeitos sociais e econômicos desta pandemia. Segundo especialistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “ignorar os problemas específicos dos jovens trabalhadores é arriscar e desperdiçar talento, educação e treinamento, o que significa que o legado da COVID-19 pode durar décadas”.

VÍDEO: 5 razões pelas quais a pandemia afeta mais as/os jovens no mercado de trabalho

A crise provocada pelo novo coronavírus afeta drasticamente os grupos mais vulneráveis. Veja 5 motivos pelos quais jovens estão mais suscetíveis aos efeitos sociais e econômicos desta pandemia.

Segundo especialistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “ignorar os problemas específicos dos jovens trabalhadores é arriscar e desperdiçar talento, educação e treinamento, o que significa que o legado da COVID-19 pode durar décadas”.

Desaceleração econômica mundial, que se traduz em um aumento acentuado do desemprego, pode aumentar o tráfico transfronteiriço de pessoas provenientes de países que registram quedas duradouras das taxas de emprego. Foto: ONU

Pandemia pode provocar aumento do tráfico de pessoas no mundo, alerta relatório do UNODC

O fechamento das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas pode resultar em um aumento do tráfico de pessoas no mundo, segundo relatório publicado este mês (14) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Isso ocorre porque migrantes passam a ter uma necessidade ainda maior de serviços de contrabandistas para atravessar fronteiras. Os fechamentos e restrições também resultam no uso de rotas e condições mais arriscadas e a preços mais altos, expondo refugiados e migrantes a abusos e exploração.

Além disso, é provável que a desaceleração econômica global amplie o tráfico transfronteiriço de pessoas fugindo de países que sofrem quedas duradouras no emprego, de acordo com o documento.