Refugiada eritreia sobrevivente de abuso sexual recebe apoio para recomeçar vida na Suécia

A refugiada eritreia Samrawit, de 20 anos, foi torturada, espancada e estuprada por quase dois anos na Líbia. Samrawit deixou a Eritreia após a partida de um parente próximo que, temendo por sua vida, fugiu do alistamento militar. Sem família no país, ela também decidiu fugir. Mas foi sequestrada e levada por traficantes de pessoas para uma cidade no Sudão, perto da fronteira com a Líbia.

Em outubro de 2019, Samrawit foi levada para Ruanda junto com outros 123 refugiados que estavam detidos na Líbia. Hoje, Samrawit está reassentada na Suécia e faz parte do programa de reassentamento do ACNUR para refugiados altamente vulneráveis. Leia a reportagem completa.

Livro sobre migrações internacionais e COVID-19 é lançado com apoio do UNFPA

O Observatório das Migrações de São Paulo e o Núcleo de Estudos Populacionais Elza Berquó da Universidade Estadual de Campinas (NEPO/Unicamp) lançaram na sexta-feira (31), com apoio institucional do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o livro “Migrações Internacionais e a pandemia de COVID-19”.

A obra reflete sobre os desafios e as ações das instituições diante da pandemia, os novos cenários da (i)mobilidade da população, o controle das fronteiras, o aumento da xenofobia contra refugiados e migrantes, os contextos internacionais, nacionais e locais e as consequências de um mundo pandêmico para os movimentos migratórios.

O treinamento ocorreu na Casa da Mulher Brasileira, em São Paulo (SP). Foto: OPAS

OPAS e Prefeitura de São Paulo treinam servidoras para atender mulheres vítimas de violência

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizou, em conjunto com a Secretaria de Relações Internacionais e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania do município de São Paulo, um treinamento para cerca de 40 servidoras municipais que atendem mulheres vítimas de violência na capital paulista.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que os casos de feminicídio tiveram um aumento de 22,2% em 12 estados brasileiros no período entre março/abril de 2019 e março/abril de 2020.

Na cidade de São Paulo, os casos de violência contra a mulher cresceram 30% entre os meses de fevereiro e março de 2020, segundo o Núcleo de Gênero e o Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de São Paulo.

Desde 2018, mais de 38 mil venezuelanos deixaram Roraima rumo a outros estados brasileiros

Desde 2018, mais de 38 mil venezuelanos foram interiorizados de Roraima para mais de 570 municípios de 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Esses são resultados da Estratégia de Interiorização da Operação Acolhida, que conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e outras agências das Nações Unidas e da sociedade civil.

O tema foi debatido na quinta-feira (30) no seminário online “Integração Socioeconômica de Refugiados e Migrantes Venezuelanos e a Estratégia de Interiorização”, realizado em parceria com a União Europeia, que doa recursos ao ACNUR que possibilitam fortalecer a resposta emergencial brasileira. O evento contou também com a participação do Ministério da Cidadania, Operação Acolhida e Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Manifestantes se reúnem em um parque no Brooklyn, Nova Iorque, para protestar contra o racismo e a violência policial. Foto: UN News/Daniel Dickinson

Como você definiria protestos pacíficos? Comitê de Direitos Humanos da ONU responde

As pessoas podem se manifestar pacificamente e os governos devem respeitar as leis internacionais e garantir esse direito, disseram na quarta-feira (29) especialistas das Nações Unidas.

A assessoria jurídica é do Comitê de Direitos Humanos da ONU, cujos 18 especialistas monitoram como os países implementam o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.

O membro do comitê Christof Heyns disse ser um “direito humano fundamental” a reunião de pessoas para celebrar ou expor suas queixas, “em espaços públicos e privados, ao ar livre, em ambientes fechados e online”.

Mãe e bebê em um hospital provincial na província de Kontum, no Vietnã. Foto: UNFPA Vietnã

ONU elogia resposta à pandemia no sudeste da Ásia, mas alerta para desigualdades

Um relatório das Nações Unidas lançado nessa quinta-feira (30) elogiou a resposta à pandemia de COVID-19 no sudeste da Ásia.

A região, que assim como outras partes do mundo sofreu um importante impacto econômico e político decorrente da pandemia, respondeu bem aos desafios em parte por conta de uma ação rápida dos governos e da cooperação regional em vários setores.

Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, as medidas de contenção pouparam o sudeste da Ásia do grau de sofrimento e de perturbação visto em outros lugares.

Ele lembrou, no entanto, que a crise atingiu de forma mais dura os mais vulneráveis: “A pandemia evidenciou profundas desigualdades, fraquezas da governança e a necessidade de um caminho de desenvolvimento sustentável. E revelou novos desafios, inclusive para a paz e a segurança”.

Acesse o vídeo e o documento aqui.

Desaceleração econômica mundial, que se traduz em um aumento acentuado do desemprego, pode aumentar o tráfico transfronteiriço de pessoas provenientes de países que registram quedas duradouras das taxas de emprego. Foto: ONU

ONU lembra importância de profissionais que combatem tráfico de pessoas no mundo

O Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas deste ano homenageia os profissionais que ajudam a acabar com esse crime: policiais, assistentes sociais, profissionais de saúde, funcionários de ONGs e muitos outros que trabalham em todo o mundo para proteger os mais vulneráveis.

“Como os heróis da linha de frente que salvam vidas e sustentam nossas sociedades na pandemia de COVID-19, esses profissionais mantêm serviços vitais durante toda a crise – identificando vítimas, garantindo seu acesso a Justiça, saúde, assistência social e proteção e prevenindo novos abusos e exploração”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado para a data.

Minas terrestres e explosivos representam riscos mortais para os deslocados no Sahel e no Lago Chade

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pede mais esforços para mitigar os riscos enfrentados por refugiados e deslocados internos em relação a minas terrestres e dispositivos explosivos improvisados ​​nas regiões da bacia do Sahel e do Chade, em conflito na África.

Desde o início de 2020, há um número crescente de incidentes fatais envolvendo populações deslocadas à força.

Minas, engenhos explosivos não detonados (UXO) e uso mais frequente de dispositivos explosivos improvisados ​​(IEDs) estão resultando em uma ameaça crescente para comunidades locais, refugiados e deslocados internos.

Busan, segunda maior cidade da Coreia do Sul. Foto: ONU/Kibae Park

Cidades arcam com o maior peso da crise de COVID-19; ONU faz recomendações para áreas urbanas

As Nações Unidas lançaram nessa terça-feira (28) um relatório sobre a crise de COVID-19 com foco nas áreas urbanas, responsáveis por 90% dos casos notificados.

Segundo o secretário-geral da organização, António Guterres, as cidades carregam o maior peso da crise, com sistemas de saúde sob pressão, serviços inadequados de água e saneamento e outros desafios. O quadro é pior nas áreas mais pobres, onde a pandemia expôs desigualdades “profundamente enraizadas”, disse Guterres.

“Mas as cidades são também lugares de solidariedade e resiliência extraordinárias. Desconhecidos que se ajudam uns aos outros, ruas aplaudindo trabalhadores essenciais, comércios locais doando produtos que salvam vidas. Temos visto o melhor do espírito humano nessas ações.”

Acesse o vídeo e o relatório aqui.

Relatório avalia resultados de Cooperação Sul-Sul em prol dos direitos de crianças e adolescentes

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) lançaram na sexta-feira (24) documento com Avaliação do Programa de Cooperação Sul-Sul Trilateral (CSST).

O programa foi estabelecido para fomentar a cooperação entre Brasil e outros países em desenvolvimento na promoção da equidade para crianças, adolescentes e mulheres. O documento abrange o período de 2013-2018 e servirá como diretriz para planejamento de atividades futuras.

Em Manaus (AM), embarque de Unidades de Habitação para refugiados do ACNUR em avião da Força Aérea do Peru. Foto: ACNUR

ACNUR fornece unidades de habitação emergencial para apoiar resposta à COVID-19 na América Latina

À medida em que a pandemia do novo coronavírus se espalha pela América Latina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil segue fornecendo apoio de resposta às emergências humanitárias na região.

Nesta semana, foi concluído o embarque de 336 Unidades de Habitação para Refugiados para Peru, Venezuela, República Dominicana, Haiti, Aruba e Guiana, fruto da cooperação entre os escritórios do ACNUR nos diferentes países.

A Unidade de Habitação para Refugiados, em inglês Refugee Housing Unit (RHU), é uma estrutura utilizada pelo ACNUR em contextos de emergência humanitária. Durante a pandemia de COVID-19, as unidades serão utilizadas para diversos fins de proteção, principalmente como áreas de isolamento para casos confirmados ou suspeitos de COVID-19.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, em 2015, em Brasília. Foto: PNUD/Tiago Zenero

ONU lembra lutas antirracistas e feministas no Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Em 1992, grupos femininos negros de 32 países da América Latina e do Caribe se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana, para denunciar opressões e debater soluções na luta contra o racismo e o sexismo.

Esse encontro ficou marcado na história e foi reconhecido pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e da Diáspora, celebrado em 25 de julho.

Juan Batista Ramos shows one of the murals he painted at Tancredo Neves shelter, in Boa Vista, Brazil. Photo: Allana Ferreira/UNHCR

In Roraima, Brazil, Venezuelan volunteers help keep refugees and migrants safe from COVID-19

Giving life and colour to the shelter in which he lives is what gives joy to 69 year-old Venezuelan Juan Batista Ramos. Like him, another 480 refugees and migrants sheltered in Roraima, Brazil, found a way to contribute to the places they temporarily call home. “Every time the shelter needs me, I’m happy to be able to help”, said Ramos, who arrived alone in Brazil in October of 2019 and has lived in the shelter since January of this year.

O artista Ramos mostra com alegria um dos murais que pintou no abrigo Tancredo Neves, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Em Roraima, venezuelanos voluntários ajudam a manter refugiados e migrantes seguros da COVID-19

Dar vida e cor ao abrigo em que mora é o que dá mais alegria ao venezuelano Juan Batista Ramos, de 69 anos. Assim como ele, outros 480 refugiados e migrantes abrigados em Roraima encontraram no trabalho comunitário uma forma de contribuir para os locais que eles chamam temporariamente de casa.

“Toda vez que o abrigo precisa de mim, fico feliz em poder ajudar”, diz Ramos, que chegou sozinho ao Brasil em outubro de 2019 e mora no abrigo desde janeiro deste ano. Leia reportagem da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Rick Bajornas

COVID-19: líderes mundiais se reunirão em setembro na primeira Assembleia Geral virtual da ONU

Os debates da Assembleia Geral, tradicionalmente o evento de maior destaque da ONU no ano, reunirão líderes mundiais virtualmente em setembro, que farão discursos por meio de vídeos, disse um porta-voz das Nações Unidas na quinta-feira (23).

O novo formato virtual deve-se em grande parte à pandemia de COVID-19, uma vez que muitos países continuam a lidar com as consequências sanitárias, sociais e econômicas da crise.

Jovens artistas desenham um mundo onde a bondade vence o coronavírus

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciou nesta quinta-feira (23) os vencedores do seu primeiro Concurso de Arte “Juventude com os Refugiados”, lançado em abril de 2020 em meio à pandemia da COVID-19, com objetivo de incentivar jovens de 12 a 25 anos a refletir criativamente sobre o tema: “Todos importam na luta contra o vírus, incluindo refugiados”.

Mais de 2.000 participantes de 100 países enviaram desenhos e histórias em quadrinhos, e 25% deles eram refugiados ou solicitantes de refúgio.

Klaus Miranda, aluno de Brasília (DF) do Cozinha&Voz Web. Foto: OIT

Cozinha&Voz lança 2ª turma online de curso de capacitação profissional

Para alunos e professores, o primeiro dia de aula é sempre uma combinação de entusiasmo, planos para o futuro e expectativa. E foi isso o que se viu na sala de aula virtual do curso promovido pelo projeto Cozinha&Voz, que lançou a segunda turma online na última segunda-feira (20).

Criado na forma de aulas presenciais em 2017, o projeto promove a capacitação profissional por meio de um curso de assistente de cozinha, visando aumentar a empregabilidade de pessoas em situação de exclusão e vulnerabilidade socioeconômica.

O Cozinha&Voz faz parte de uma ampla iniciativa de promoção do trabalho decente desenvolvida por Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da chef Paola Carosella e da Casa Poema.

A pandemia evidenciou o racismo, a violência e as desigualdades que afetam principalmente as mulheres negras no Brasil. Foto: EBC/Marcelo Camargo

Mulheres negras agem para enfrentar racismo e garantir direitos em meio à pandemia

A pandemia de COVID-19 tornou evidente o racismo, a violência e as desigualdades que afetam principalmente as mulheres negras no Brasil. Diante desse cenário, é preciso colocar os direitos humanos no centro das soluções.

A afirmação é da assistente social Lúcia Xavier, coordenadora da organização Criola e integrante do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planta 50-50 em 2030, da ONU Mulheres Brasil.

O Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 é parceiro da ONU Mulheres no desenvolvimento de estratégia de comunicação e advocacy público para a priorização das mulheres negras na resposta do Brasil aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à Década Internacional de Afrodescendentes.

Indígenas Warao em Manaus participam de projeto de rádio comunitária. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Mais da metade dos indígenas venezuelanos no Brasil já recebeu apoio do ACNUR

Monitoramento feito pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) revela que dos 5 mil indígenas venezuelanos registrados no Brasil, cerca de 2,3 mil foram beneficiados com com kits de higiene, limpeza, cozinha, entre outros itens, em Roraima, Amazonas e Pará.

Nas cidades de Boa Vista e Pacaraima (RR), mais de 1,4 mil indígenas estão em abrigos da Operação Acolhida com apoio do ACNUR. Em Belém e Manaus, em parceria com as prefeituras das cidades, outros 776 estão abrigados.

Moradores da favela da Babilônia, no Rio de Janeiro. Foto: ONU/Evan Schneider

ARTIGO: Lidando com a desigualdade pandêmica – um novo contrato social para uma nova era

Em artigo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que a pandemia de COVID-19 é uma tragédia humana. Mas esta também criou uma oportunidade geracional para construir um mundo mais igual e sustentável, com base em duas ideias centrais: um Novo Contrato Social e um Novo Acordo Global.

“Precisamos de uma tributação justa sobre a renda e a riqueza, e uma nova geração de políticas de proteção social, com redes de segurança incluindo a cobertura universal de saúde e a possibilidade de uma renda básica universal estendida a todos”, disse Guterres.

“Para tornar possível o novo contrato social, precisamos de um novo acordo global para garantir que poder, riqueza e oportunidades sejam compartilhados de maneira mais ampla e justa no nível internacional.”

Armas de fogo entregues por crianças-soldados associadas a grupos armados no Sudão do Sul (arquivo). Foto: UNICEF/Rich

ONU: tráfico de armas é facilitador e multiplicador da violência no mundo todo

O tráfico de armas de fogo representa uma “grave ameaça” à vida humana e à segurança internacional, disse a principal autoridade da ONU para o combate ao crime na semana passada (15), lançando um novo relatório de sua agência que esclarece os perigos dos fluxos ilegais de armas de fogo.

O Estudo Global sobre Tráfico de Armas de Fogo 2020 se concentra no sério problema e “muitas vezes oculto” do tráfico de armas de fogo que serve como “um facilitador e multiplicador de violência e crime em todas as partes do mundo”, disse Ghada Waly, diretora-executiva do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Angelina Jolie, enviada especial ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em reunião do Conselho de Segurança sobre violência sexual em conflitos armados. Foto: ONU/Nabil Midani

Violência sexual em conflitos é usada como tática de guerra e arma psicológica, alerta ONU

A violência sexual é usada como uma tática de guerra e uma ferramenta política para desumanizar, desestabilizar e desalojar populações em todo o mundo, disse a especialista da ONU sobre o assunto ao Conselho de Segurança na sexta-feira (17), pressionando os países a adotarem uma abordagem centrada nos sobreviventes que garanta que as vítimas não sejam esquecidas.

Angelina Jolie, enviada especial ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), também participou da reunião do Conselho de Segurança sobre violência sexual em conflitos armados.

Deterioração da saúde mental, dificuldade em acessar as políticas de assistência social e agravamento da discriminação estão entre os principais impactos da pandemia identificados por membros da comunidade LGBTI no Brasil. Foto: UNFPA

Discriminação afeta saúde e acesso de pessoas LGBTQI+ ao mercado de trabalho

O estigma social e o preconceito vivenciado por pessoas LGBTQI+ ao longo da vida as colocam em situações de vulnerabilidade que afetam desde sua saúde até a entrada e manutenção no mercado de trabalho.

Na semana passada (15), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), realizou a 12ª edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”. Especialistas debateram sobre as “Pessoas LGBTQI+ no Brasil, vulnerabilidade e impactos da COVID-19”.

Foto: ONU/P. Sudhakaran

‘Nelson Mandela foi um gigante moral do século 20 e o seu legado continua a nos guiar’

Na data em que as Nações Unidas marcam o Dia Internacional Nelson Mandela – a cada 18 de julho –, o secretário-geral da organização destacou o papel do sul-africano como “defensor global extraordinário da igualdade, da dignidade e da solidariedade”.

“Madiba foi um gigante moral do século 20 e o seu legado atemporal continua a nos guiar hoje”, disse António Guterres.

O tema do Dia este ano é “Promova uma ação, inspire a mudança” e destaca a importância de trabalhar em conjunto, de governos a cidadãos, para construir um mundo pacífico, sustentável e igualitário.

Pandemia está colocando luta pela igualdade de gênero em risco, diz relatório da ONU

A crise de desenvolvimento humano desencadeada pela pandemia está colocando em risco a luta pela igualdade de gênero. Os efeitos imediatos da COVID-19 já estão aparecendo em diferentes dimensões, da saúde e da educação ao ônus do trabalho não remunerado e à violência de gênero.

Embora a crise afete todas as pessoas, mulheres e meninas enfrentam riscos adicionais específicos devido a desigualdades, normas sociais e relações desiguais de poder profundamente arraigadas.

A conclusão é de documento elaborado pela equipe de gênero do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano.

Menina caminha pela lama carregando seu irmão mais novo no campo de deslocados internos Khair Al-Sham em Idlib, na Síria. Foto: UNOCHA

ONU pede ação do G20 para evitar agravamento de crises humanitárias devido à pandemia

A pandemia de COVID-19 e a recessão resultante devem desencadear o primeiro aumento da pobreza global em três décadas, levando 265 milhões de pessoas à fome até o final do ano, alertou a principal autoridade humanitária da ONU na quinta-feira (16).

Mark Lowcock exortou as principais economias do mundo, o grupo do G20, a intensificar seu apoio, lançando um apelo atualizado de 10,3 bilhões de dólares para combater a disseminação do novo coronavírus em 63 países de baixa renda.

Foto: ACNUR Brasil/Felipe Irnaldo

Novo abrigo aprimora acolhimento de refugiados e migrantes indígenas venezuelanos em Manaus

Para aprimorar o acolhimento de indígenas venezuelanos da etnia Warao na capital do estado do Amazonas, a Prefeitura de Manaus, com apoio de agências das Nações Unidas, inaugurou na terça-feira (14) um novo abrigo na região do Tarumã-Açu, zona oeste da cidade.

Ao todo, 158 pessoas refugiadas e migrantes desta etnia foram realocadas nesta etapa, que dá seguimento à estratégia de resposta do município ao fluxo desta população venezuelana para a cidade.

A ação contou com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Não a violência (Ivan Ciro Palomino)

Organizações pedem proteção de mulheres sob risco de violência doméstica no Nordeste

Um grupo de organizações da sociedade civil apresentou a governos de estados do Nordeste documento no qual pedem medidas de proteção às mulheres em risco de violência durante a pandemia de COVID-19, informou o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) na segunda-feira (13).

A entrega da carta ocorreu durante reunião da Sala de Situação sobre Violência Baseada em Gênero, espaço de diálogo e articulação da sociedade civil do Nordeste apoiado pelo UNFPA. 

A Carta pelas Vidas das Mulheres pede que sejam feitas campanhas que identifiquem os canais de denúncia e informem as mulheres sobre como acessá-los, que as redes de proteção sejam aperfeiçoadas por meio do Sistema de Justiça e que os serviços sejam remotos sejam efetivos.

Saiba como apoiar os refugiados durante a crise do coronavírus

Muitos refugiados já conheciam a sensação de isolamento por viverem longe das suas redes de apoio e com medo do futuro. Durante a pandemia do novo coronavírus, inúmeros exemplos estão sendo mostrados sobre como eles estão retribuindo ajuda às comunidades que os receberam, seja cozinhando para os profissionais de saúde da linha de frente, seja fazendo compras de supermercado para idosos e doentes, seja doando suprimentos ou trabalhando como médicos, enfermeiros e cientistas.

O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, preparou para você cinco maneiras de demonstrar solidariedade com as pessoas refugiadas durante a pandemia.

Nascida e criada no Parque Colúmbia, zona norte do Rio de Janeiro, Ana Acioly, 20 anos, participa do projeto Geração que Move. Foto: UNICEF

Jovens de favelas e periferias de Rio e SP buscam soluções para desafios criados pela pandemia

Uma parceria entre Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundação Abertis e empresa de concessão rodoviária Arteris está incentivando jovens da zona norte do Rio de Janeiro (RJ) e dos bairros de Grajaú e Jardim Ângela, em São Paulo (SP), a debater soluções para os desafios criados pela COVID-19.

Neste ano, o projeto começa com debates online com 30 jovens, sendo dez de São Paulo e 20 do Rio de Janeiro, que vão atuar como produtores de conteúdo de suas comunidades, a fim de retratar suas realidades e mobilizar mais jovens e adolescentes.

Pandemia gera novos desafios para resposta da Agenda 2030 e da Década Internacional de Afrodescendentes às mulheres negras e à eliminação das desigualdades de gênero e raça no Brasil. Foto: ONU Mulheres/Mayara Varalho

Mulheres negras inovam em estratégias de apoio comunitário na resposta à COVID-19

A pandemia tem levado organizações e coletivos liderados por mulheres negras, país afora, a inovar nas estratégias políticas de enfrentamento do racismo e de apoio comunitário à população negra na resposta à COVID-19.

A mobilização envolve redes de costura solidária, agricultura familiar, trabalhadoras domésticas, marisqueiras, catadoras e mães de jovens negros assassinados. Leia reportagem da ONU Mulheres.

Foto: EBC/Marcelo Camargo

Quase 50 milhões de brasileiros dizem ter sofrido constrangimento em abordagem policial

Uma pesquisa inédita apresentada em webinário realizado na semana passada (8) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e parceiros mostrou que 49 milhões de brasileiros declararam já ter sofrido algum tipo de constrangimento durante abordagem policial.

A pesquisa também apontou que 64% dos homens negros das classes C, D e E já foram abordados pela polícia de modo agressivo e apenas 5% dos brasileiros consultados disseram acreditar que a polícia não é racista.

O webinário, promovido pela Central Única das Favelas (CUFA), Instituto Locomotiva e a UNESCO no Brasil, discutiu a violência nas periferias e abordou a atuação da polícia nas favelas. Esta e as edições anteriores da série “Fórum Data Favela” estão disponíveis no canal da UNESCO no YouTube.

A diretora-executiva do UNFPA, Natália Kanem. Foto: UNFPA

ARTIGO: Protegendo a saúde e os direitos de mulheres e meninas na pandemia

Em artigo, a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natália Kanem, lembrou que uma em cada três mulheres sofrerá violência física ou sexual durante sua vida.

“Agora, com países em quarentena e tensões domésticas aumentadas, a violência baseada em gênero está em crescimento, e os serviços de saúde sexual e reprodutiva estão sendo deixados de lado enquanto os sistemas de saúde lutam para lidar com a COVID-19.” Leia o artigo completo.

Vladimir Voronkov, subsecretário-geral do Escritório das Nações Unidas de Contraterrorismo, durante reunião no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ARTIGO: Combatendo o terrorismo durante a pandemia da COVID-19

Em artigo de opinião, o subsecretário-geral do Escritório de Contra-Terrorismo da ONU, Vladimir Voronkov, afirma que os impactos da pandemia da COVID-19 criam condições para que terroristas espalhem medo, ódio e divisão. A Semana Virtual de Combate ao Terrorismo apontou que a implementação de políticas e programas de combate ao terrorismo deve contar com o envolvimento de todos os setores da sociedade, especialmente mulheres e jovens.

Sem ação urgente, mulheres e meninas estão em risco, alerta UNFPA. Arte: Fatma Mahmoud Salama Raslan

Fundo de População da ONU alerta para risco de retrocesso no combate à violência de gênero no mundo

Em um Dia Mundial de População marcado pela pandemia da COVID-19, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) alerta para a necessidade de proteger mulheres e meninas, sobretudo em relação à violência baseada em gênero.

De acordo com a diretora-executiva do UNFPA, Natalia Kanem, o progresso global para colocar um fim às diversas agressões contra mulheres deve sofrer sérios retrocessos em meio à pandemia.

Além disso, o acesso à saúde sexual e reprodutiva, como pré-natal e contraceptivos, também está ameaçado. O Dia Mundial de População é lembrado no sábado (11).

Vista de Recife. Foto: MTUR/Bruno Lima

Agências da ONU prestam apoio técnico a programa de prevenção ao crime em Pernambuco

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) firmou parceria com a Secretaria de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas de Pernambuco e com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para prestar apoio técnico na implementação e no monitoramento de parte do programa de prevenção ao crime e à violência no estado.

A iniciativa conta ainda com a parceria do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).

Foto: EBC

América Latina e Caribe tornam-se epicentro da pandemia; ONU sugere ações

A América Latina e o Caribe tornaram-se o epicentro da pandemia de COVID-19, com vários países da região registrando agora as maiores taxas de infecção per capita e o maior número absoluto de casos no mundo. O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que lançou nesta quinta-feira (9) um relatório sobre os impactos da COVID-19 na região.

Segundo o documento, espera-se uma contração de 9,1% no Produto Interno Bruto (PIB), que será a maior em um século. Os impactos sociais da pandemia serão sentidos de maneira aguda, com fortes aumentos do desemprego, da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade. Acesse aqui o relatório na íntegra e a mensagem em vídeo do secretário-geral.

Zeinabou, de 42 anos, é fotografada no quintal da casa de seus parentes, em Burkina Faso. Três dias antes, ela presenciou o assassinato de seu marido. Foto: Sylvain Cherkaoui

Seis histórias para entender a crise no Sahel

Em Burkina Faso, quase nenhum lugar é seguro. Grupos armados, extremistas e facções criminosas aterrorizam a população diariamente, matando aqueles que se recusam a lutar ao lado deles. Assassinos atiram nas famílias até que elas morram. Estupram e torturam mulheres. Destroem qualquer coisa que simbolize o Estado: escolas, delegacias e até hospitais.

O cotidiano em Burkina Faso – um país sem litoral, com 19 milhões de habitantes – é precário. Conheça seis pessoas – fotografadas e entrevistadas no início de fevereiro de 2020 – cujas vidas foram viradas de cabeça para baixo. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Fundo de População da ONU e SESC unem-se para enfrentar violência de gênero no Brasil

O SESC e o Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA) deram início a uma parceria de longo prazo para enfrentar a violência de gênero no Brasil, problema que se agravou durante a pandemia de COVID-19.

A primeira ação da parceria é o lançamento da campanha “Você não está sozinha” nas redes sociais, que lembra a importância de não se omitir e denunciar esse crime, principalmente em um momento em que as vítimas têm mais dificuldade para buscar ajuda.

Homem compra produtos frescos num Mercado no Quênia. Foto: Sambrian Mbaabu/Banco Mundial

Chefe da ONU defende ação conjunta para saída fortalecida da crise de COVID-19

Enquanto o maior fórum das Nações Unidas se prepara para avaliar o progresso rumo a um futuro mais justo para as pessoas e o planeta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que cada um dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável tem sido impactado pela pandemia da COVID-19.

O Fórum Político de Alto Nível, que começa formalmente nesta terça-feira (7), é um encontro anual de levantamento dos progressos mundiais em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Neste ano, representantes seniores de governos se encontram virtualmente, através de programas de vídeo conferência, para discutir e debater meios de enfrentar alguns dos maiores desafios do mundo: pobreza, mudança climática, paz e segurança e igualdade de gênero.