Secretário-Geral Adjunto diz que neutralidade da ONU permite promover Estado de Direito

Jan Eliasson destacou peso da comunidade internacional no progresso, enquanto Ban Ki-moon destacou papel que os policiais de forças de paz desempenham na defesa do Estado de Direito.

Secretário-Geral Adjunto Jan Eliasson (ONU/Devra Berkowitz)

Com os seus muitos anos de experiência e de neutralidade, a Organização das Nações Unidas está numa posição ideal para ajudar os países a estabelecer o Estado de Direito, um fator vital na reconstrução pós-conflitos, no desenvolvimento global e na aplicação dos direitos fundamentais, afirmou um funcionário da ONU ontem (10).

“Os governos recém-constituídos estão procurando as Nações Unidas para o aconselhamento e assistência em processos de constituição, da reforma da justiça e das instituições de segurança e de encaminhamentos para os legados das atrocidades”, disse o Secretário-Geral Adjunto, Jan Eliasson, ao comitê da Assembleia Geral que trata de assuntos jurídicos internacionais, também conhecido como a Sexta Comissão.

“Temos uma ampla gama de experiência que remonta há muitos anos. A ONU traz neutralidade e o peso da comunidade internacional para o trabalho. Também estamos utilizando o poder de convocação dos países para avançar nas questões e no debate”, disse.

Secretário-Geral elogia polícia da ONU

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou o papel que os policiais das forças de paz da Organização desempenham na defesa do Estado de Direito e que ajuda os países a alcançar um progresso duradouro, pedindo que os países aumentem o apoio ao seu trabalho.

“A polícia das Nações Unidas trabalha em alguns dos ambientes mais difíceis do mundo. Eles servem comunidades. Eles trazem estabilidade. Eles inspiram confiança”, disse ele em uma mensagem de vídeo para uma conferência sobre polícias internacionais de manutenção da paz, realizada em Berlim, na Alemanha.

“Agradeço o apoio dos Estados-Membros, mas precisamos fazer mais. Precisamos principalmente de mais policiais mulheres. Ela podem mais facilmente ganhar a confiança das mulheres locais. Isso significa que mais vítimas se apresentam e nós podemos parar mais crimes”, observou.

Entorno de 13.500 policiais de cerca de 90 países servem sob a bandeira da ONU. Ban Ki-moon ressaltou que, ao mesmo passo em que esse número cresce, aumentam suas responsabilidades. Em resposta, a ONU está desenvolvendo um quadro de orientação estratégica para polícias de manutenção da paz, afirmou Ban.