Ban Ki-moon lembrou que a ONU está sendo chamada a desempenhar um papel cada vez mais importante na promoção da paz, do desenvolvimento e da proteção dos direitos humanos.

Sede das Nações Unidas em Nova York. Foto: ONU/JC McIlwaine
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apresentou nesta segunda-feira (28) uma proposta de orçamento regular das Nações Unidas de 5,4 bilhões de dólares ao longo dos próximos dois anos. Ban tem estimulado os gestores da organização a repensar as práticas de negócios, reduzir a sobreposição de custos, fomentar a inovação, estimular a criatividade e desenvolver sinergias.
“Minha proposta de orçamento reflete um esforço consciente para avaliar as necessidades da organização para os próximos dois anos. Mas nosso trabalho não termina aqui. Vamos continuar a procurar formas de adaptar e equipar as Nações Unidas para um melhor cumprimento de seus mandatos”, disse Ban Ki-moon ao apresentar sua proposta para a 5a Comissão da Assembleia Geral, que trata de assuntos administrativos e orçamentários.
Ele observou que a proposta de orçamento para o biênio 2014-2015 é de 2,9% abaixo do biênio atual, projetado em dezembro do ano passado. Além disso, é de 0,2% abaixo dos gastos para o biênio 2010-2011.
Consistente com a metodologia estabelecida, uma quantidade de “recálculo” de custos preliminar já está incluído na proposta. Isso resulta em um adicional de 158 milhões de dólares, trazendo as necessidades orçamentárias regulares para pouco mais de 5,5 bilhões de dólares.
Ban Ki-moon ressaltou que a ONU está sendo chamada a desempenhar um papel cada vez mais importante na promoção da paz, do desenvolvimento e da proteção dos direitos humanos.
“O orçamento reflete um desafio central: como custear esta Organização no momento em que a demanda pelo trabalho das Nações Unidas continua a crescer em meio a um período de restrição econômica”, disse ele.
“Muitos países continuam a sofrer os efeitos incapacitantes da crise financeira. Governos – e especialmente as pessoas – estão lutando. Ao mesmo tempo, o mundo está se voltando mais e mais para a ONU para respostas e ajuda através de um amplo espectro de questões e necessidades”, afirmou o chefe da organização.
“Devemos viver de acordo com as expectativas dos povos do mundo. E nós temos que manter nossa responsabilidade diante de vocês, Estados-membros, para fazer o uso mais prudente dos recursos preciosos que vocês forneces”, observou Ban Ki-moon.
Ele lembrou aos delegados que repensar a forma como a ONU trabalha inevitavelmente tem um impacto sobre o número de postos de trabalho. As propostas do orçamento implicam em uma redução líquida de 261 postos de trabalho, refletindo a eliminação de 396 postos de trabalho, a adição de 52 novos postos de trabalho e 83 conversões.
Entre outras coisas, a proposta inclui quase 1,1 bilhão de dólares em missões políticas especiais que deverão ser prorrogadas ou aprovadas no curso dos próximos dois anos.
Agora que o secretário-geral apresentou a sua proposta, os Estados-membros discutirão e decidirão sobre o orçamento a ser adotado pela Assembleia Geral em dezembro para os próximos dois anos.
“As suas decisões fundamentalmente moldarão a capacidade das Nações Unidas de promover o bem-estar da família humana em um momento de simultâneos perigo e oportunidade”, afirmou Ban.
“A minha grande esperança para este processo é que nós nunca percamos de vista sobre o porquê estamos aqui e que estamos aqui para servir. Podemos estar discutindo números, mas o que realmente está em jogo é a perspectiva para as pessoas, famílias e comunidades em todo o mundo de desfrutar de um futuro de dignidade para todos.”