Secretário-geral da ONU condena ataque a museu na Tunísia, que deixou 19 mortos

De acordo com relatos da mídia, 19 pessoas, incluindo 17 turistas estrangeiros, foram mortos no ataque ao museu, localizado no centro de Túnis.

Museu Bardo em Túnis, na Tunísia. Foto GiorcesBardo33-2 by Giorces. via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki

Museu Bardo em Túnis, na Tunísia. Foto: GiorcesBardo33-2 by Giorces. via Wikimedia Commons

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou nesta quarta-feira (18) nos termos mais fortes o ataque contra o Museu Bardo na capital tunisina e lamentou a perda de vidas.

“O secretário-geral transmite suas mais profundas condolências às famílias das vítimas deste ato deplorável”, disse o porta-voz de Ban em um comunicado. Ele também expressou sua solidariedade com o povo tunisino e as autoridades do país, na sequência desta tragédia.

De acordo com relatos da mídia, 19 pessoas, incluindo 17 turistas estrangeiros, foram mortos no ataque ao museu, localizado no centro de Túnis.

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, condenou o ataque e declarou seu apoio e sua solidariedade à Tunísia e às famílias das vítimas. Ela falou sobre o ataque em uma reunião com o presidente da França, François Hollande, no Museu do Louvre, em Paris. Os dois líderes falaram à imprensa sobre a destruição do patrimônio cultural pelas mãos de grupos extremistas.

“Esse último ataque terrorista fez muitas vítimas. O Museu Bardo é um lugar aberto a todos; um lugar de descobertas e diálogo entre culturas. Esse ato covarde é uma negação desses princípios e deve nos unir ainda mais no combate ao extremismo”, disse a diretora-geral.

“Os tunisianos, especialmente os jovens, buscaram e aceitaram o desafio da democracia”, acrescentou Bokova. “O país representa uma grande esperança para todos os povos do mundo. Devemos passar a mensagem de que a democracia é transmitida por meio da cultura e do diálogo.

“Ao enfrentar os que procuram sufocar o espírito humano de violência e terror, temos de responder com diálogo, cultura e respeito aos direitos humanos. Em nome desses valores que nos unem, desejo afirmar a total determinação da UNESCO em apoiar o povo tunisiano”, concluiu Bokova.