O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou nesta terça-feira (29) o novo lançamento de míssil balístico pela Coreia do Norte, em violação às resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
No início deste mês, o Conselho de Segurança já havia endurecido as sanções contra o país asiático, enfatizando a proibição de lançamentos usando a tecnologia de mísseis balísticos, testes nucleares ou quaisquer outras provocações. Nesta terça-feira, a ONU lembra o Dia Internacional contra Testes Nucleares.

No início de agosto, o Conselho de Segurança endureceu as sanções contra a Coreia do Norte. Foto: ONU/Mark Garten
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou nesta terça-feira (29) o novo lançamento de míssil balístico pela Coreia do Norte, em violação às resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, segundo comunicado emitido por seu porta-voz associado.
“O lançamento mina a segurança, a estabilidade regional e os esforços de criar espaço para o diálogo”, declarou Guterres, pedindo que o governo norte-coreano siga totalmente suas obrigações internacionais e trabalhe para uma reabertura dos canais de comunicação. Segundo o comunicado, o secretário-geral permanece em contato com todas as partes envolvidas.
De acordo com relatos da imprensa internacional, o míssil disparado na véspera pela Coreia do Norte sobrevoou o norte do Japão.
No início deste mês, o Conselho de Segurança da ONU endureceu as sanções contra as exportações do país no nordeste asiático. Na ocasião, o Conselho reafirmou suas decisões anteriores que proibiam a Coreia do Norte de conduzir outros lançamentos usando a tecnologia de mísseis balísticos, testes nucleares ou quaisquer outras provocações.
Dia Internacional contra Testes Nucleares
As declarações de Guterres ocorrem no Dia Internacional contra Testes Nucleares, criado para homenagear as vítimas de armas nucleares e lembrar o mundo sobre a persistente ameaça que esses testes representam para o meio ambiente e a estabilidade internacional.
Mais de 2 mil testes nucleares foram realizados nas últimas sete décadas — do Sul do Pacífico à América do Norte, da Ásia Central ao Norte da África, lembrou Guterres em comunicado para a data. “Eles prejudicaram alguns dos povos mais vulneráveis do mundo e os ecossistemas prístinos”.
Para garantir que nenhum país realize outro teste, é essencial que o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT, na sigla em inglês) finalmente entre em vigor. Restam apenas oito países incluídos no Anexo 2 a ratificá-lo.
“Peço a todos os países que devem se unir ao tratado o façam o mais rápido possível. Por quase 20 anos, uma norma global existiu contra os testes nucleares baseada em moratórias unilaterais voluntárias. Eu saúdo essa restrição, mas não é suficiente. Testes nucleares contínuos feitos pela Coreia do Norte demonstram que mesmo a regra mais forte não substitui uma proibição legal vinculativa.”
No ano passado, o Conselho de Segurança adotou sua primeira resolução focada apenas em testes nucleares. “Espero que isso represente um novo impulso rumo à tomada do próximo passo essencial de livrar o mundo da ameaça das armas nucleares”, declarou o secretário-geral da ONU.