Secretário-Geral da ONU condena postura do Presidente da Síria contrária à transição política

Para Ban Ki-moon, Assad rejeitou as recomendações da comunidade internacional em torno da criação de um organismo de transição de governo com poderes executivos completos.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, criticou na tarde de hoje (7) a postura do Presidente da Síria, Bashar al Assad. Para Ban Ki-moon, Assad rejeitou as recomendações da comunidade internacional em torno da criação de um organismo de transição de governo com poderes executivos completos, durante discurso proferido ontem (6).

A ONU recomenda uma transição política com ampla representação do povo sírio.

Leia abaixo a íntegra do comunicado:

Declaração do Porta-Voz do Secretário-Geral da ONU sobre situação na Síria

O que o povo sírio precisa desesperadamente neste momento são soluções reais para a crise que está destruindo sua nação. A este respeito, o Secretário-Geral da ONU demonstrou-se decepcionado com o discurso, em 6 de janeiro, do Presidente Bashar al Assad, que não contribui para uma solução que poderia acabar com o sofrimento terrível do povo sírio. O discurso rejeitou o elemento mais importante do Comunicado de Genebra de 30 de junho de 2012, pela transição política e a criação de um organismo de transição de governo com poderes executivos completos, que incluiria representantes de todos os sírios.

A Organização das Nações Unidas continua empenhada em fazer o máximo possível, em cooperação com outros parceiros, para aliviar o sofrimento do povo sírio, dentro e fora da Síria. As Nações Unidas continuarão também a ajudar o povo da Síria a cumprir suas legítimas aspirações de paz, dignidade, justiça, liberdade e democracia em uma Síria unida e soberana.

O Secretário-Geral da ONU reafirma sua visão de longa data de que não há solução militar para o conflito na Síria. O Secretário-Geral e o Representante Especial Conjunto Brahimi [Lakhdar Brahimi, Representante Especial Conjunto das Nações Unidas e da Liga dos Países Árabes para a Síria] trabalharam e continuam trabalhando por uma solução política para o conflito através de uma transição política que inclua a criação de um governo de transição e a realização de eleições livres e justas, sob os auspícios das Nações Unidas.

Agora, mais do que nunca, é seriamente urgente que a comunidade internacional se una para ajudar o povo sírio a construir, o antes possível em 2013, uma nova e democrática Síria – onde os direitos de todos os grupos e minorias estejam devidamente protegidos.”