Secretário-Geral da ONU conversa com ativista paquistanesa de 14 anos atacada pelo Talibã

“Eu posso andar. Eu posso falar. Eu posso qualquer coisa!”, disse Malala Yousafzai em uma conversa pela Internet com Ban Ki-moon.

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, fala por Skype com Malala Yousafzai, jovem ativista paquistanesa que luta pelo direito das meninas de ter educação. Foto: ONU/Rick Bajornas

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, fala por Skype com Malala Yousafzai, jovem ativista paquistanesa que luta pelo direito das meninas de ter educação. Foto: ONU/Rick Bajornas

“Eu posso andar. Eu posso falar. Eu posso qualquer coisa!”, disse Malala Yousafzai, a jovem ativista paquistanesa de apenas 14 anos baleada pelo Talibã, em uma conversa realizada nesta sexta-feira (5) com o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Eles falaram sobre educação e igualdade de gênero no momento em que as Nações Unidas marcam a contagem regressiva de 1.000 dias para o fim do prazo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Em uma conversa por Skype a partir de Madrid, o Secretário-Geral descreveu a menina – atacada pelo Talibã por se opor às restrições de ir para a escola – como “um símbolo de esperança, uma filha das Nações Unidas”.

Na própria sexta-feira, Ban Ki-moon deu início formalmente à campanha “Momento ODM – 1.000 Dias de Ação”, exortando os países a acelerar os esforços para cumprir as metas de combate à pobreza definidos em 2000.

“A ONU sempre estará com você e com as muitas pessoas como você”, disse Ban a Malala.

Yousufzai disse ao Secretário-Geral que ela se voluntariou para trabalhar pelos direitos de meninas e os direitos de todas as pessoas.

“Quando trabalhamos juntos, podemos alcançar nosso objetivo e nosso objetivo é simples: a paz e felicidade neste mundo. A maneira de ver a paz é através da educação. É uma honra para mim estar associada à ONU. Eu quero dizer ao mundo como a educação é importante”, disse a jovem ativista.

Ela acrescentou que quer ser uma líder e “servir todo este mundo”.

Yousufzai foi baleada na cabeça e no pescoço no dia 9 de outubro de 2012 por se opor às restrições dos talibãs paquistaneses sobre a educação feminina, após deixar a escola em Mingora, na região de Swat, no Paquistão. Duas outras meninas também ficaram feridas.

O Talibã reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo que o jovem foi “pró-ocidental”, estava promovendo a cultura ocidental e estava denunciando as práticas do grupo.

“Se educamos uma mulher, educamos uma família, uma comunidade e um país”, disse Ban Ki-moon a a Yousufzai.

Ele disse à menina que estava “profundamente impressionado” e tinha uma grande expectativa de conhecê-la.

Também na sexta-feira (5), Ban Ki-moon pediu uma ação acelerada nos próximos 1.000 dias dos governos, organizações internacionais e grupos da sociedade civil para alcançar os ODM até o prazo final de 2015.

Os oito Objetivos abordam educação, igualdade de gênero, pobreza e fome, mortalidade infantil, saúde materna, combate à AIDS, malária e outras doenças, a sustentabilidade ambiental e o estabelecimento de uma parceria mundial para o desenvolvimento.

http://youtu.be/wB-KK2nWXO4