Secretário-geral da ONU convoca Estados-membros a adotar metas ambiciosas na Conferência do Clima

Daqui a quatro semanas, tem início a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), em Paris. Um novo acordo contra mudanças climáticas será firmado.

Durante Conferência das Partes da UNFCCC, em Paris, líderes mundiais vão adotar novo acordo universal contra mudanças climáticas. Foto: WikiCommons / Joe de Sousa

Durante Conferência das Partes da UNFCCC, em Paris, líderes mundiais vão adotar novo acordo universal contra mudanças climáticas. Foto: WikiCommons / Joe de Sousa

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, convocou nesta quarta-feira (4) os Estados-membros da Organização a se engajar nas negociações por um novo acordo universal contra as mudanças climáticas, que deverá ser firmado daqui a quatro semanas, durante a Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), em Paris.

Segundo o chefe da ONU, embora alguns compromissos já tenham sido esboçados mesmo antes do encontro, algumas questões permanecem abertas e exigem dos chefes de Estado orientações mais claras para seus delegados. Financiamento, ambição das propostas e igualdade de participação são pontos sensíveis do novo acordo global.

“A mudança climática não tem passaporte e não conhece fronteiras nacionais. Os países têm que trabalhar juntos rumo ao interesse comum, para além dos interesses nacionais estreitos”, afirmou Ban Ki-moon. Segundo o secretário-geral, os países desenvolvidos devem manter a promessa de disponibilizar 100 bilhões de dólares por ano até 2020.

Para o dirigente máximo das Nações Unidas, as próximas negociações não podem se contentar em estabelecer um nível mínimo de mitigação. A meta de manter a elevação da temperatura abaixo dos 2ºC deve ser o ponto de partida e não o fim. “Não pode haver nenhum retrocesso. A atual ambição deve ser o chão, não o teto para os esforços futuros”, disse.

Ban Ki-moon acrescentou que “todos os países devem fazer parte da solução e que os benefícios do crescimento baseado em baixo carbono e resiliente ao clima devem ser realizados por todos”.

O presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, também se pronunciou e destacou que, há apenas dois meses, os líderes mundiais adotaram a Agenda 2030, após assinarem outros acordos ambiciosos, como a Agenda de Ação de Adis Abeba e o Quadro de Sendai para a Redução do Risco de Desastre. “A COP21 em Paris é nossa última chance de tomar atitudes decisivas contra as mudanças climáticas”, afirmou.