O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar acompanhando atentamente a situação na Faixa de Gaza, enquanto a violência se agrava após bombardeios das forças israelenses e lançamentos de foguetes a partir do enclave palestino.
A situação na Faixa de Gaza está extremamente volátil desde março, quando foram iniciados protestos massivos na fronteira contra o bloqueio de Israel e a deterioração das condições de vida no enclave.

Protestos na Faixa de Gaza no dia 14 de maio de 2018. Foto: OCHA
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar acompanhando atentamente a situação na Faixa de Gaza, enquanto a violência se agrava após bombardeios das forças israelenses e lançamentos de foguetes a partir do enclave palestino.
O coordenador especial do secretário-geral da ONU para a região, Nickolay Mladenov, está trabalhando com ambas as partes no conflito para tentar restaurar calma.
Pedindo para todas as partes “exercerem máxima sensatez”, Guterres destacou que esforços para implementar um cessar-fogo estão em andamento em colaboração com autoridades do Egito, principal interlocutor entre o governo israelense e o grupo Hamas, que controla Gaza desde 2006.
De acordo com relatos da imprensa internacional, o último caso de violência eclodiu na noite de domingo (11), quando uma operação das forças especiais israelenses na Faixa de Gaza resultou na morte de ao menos seis palestinos.
As forças do Hamas, segundo relatos, responderam com centenas de lançamentos de foguetes pela fronteira, e forças israelenses continuaram a bombardear diversos locais, incluindo a estação de TV Al-Aqsa, comandada pelo Hamas.
Um palestino da Cisjordânia ocupada trabalhando na cidade israelense de Ascalão, no sul do país, teria sido morto por um foguete.
Também foi relatado que o Hamas prometeu intensificar ataques de foguetes “se Israel continuar sua agressão”, descarrilando ainda mais os esforços de trégua em curso há meses, liderados pela ONU e pelo Egito.
A situação na Faixa de Gaza está extremamente volátil desde março, quando foram iniciadas manifestações massivas ao longo da fronteira contra o bloqueio econômico de Israel e a deterioração das condições de vida no enclave.
Desde então, mais de 150 palestinos foram assassinados por forças da segurança de Israel e mais de 10 mil manifestantes ficaram feridos.