Secretário-geral da ONU expressa preocupação com escalada de violência em Moçambique

Acordo de paz assinado em 1992 cessou uma guerra civil de quase 20 anos, mas nunca houve uma reconciliação efetiva entre as partes envolvidas.

Dois meninos moçambicanos. Foto: UNICEF/Graeme Williams

Dois meninos moçambicanos. Foto: UNICEF/Graeme Williams

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou preocupação com a recente escalada de violência em Moçambique. Ban apelou, através de um comunicado, a todas as partes para que “evitem qualquer ato que possa ameaçar a paz e a estabilidade que prevaleceu nos últimos 21 anos”.

O secretário-geral apelou ainda para todas as forças políticas para que se “comprometam num diálogo inclusivo a fim de resolverem as diferenças dentro da ordem democrática estabelecida”, uma vez que é necessário “assegurar que o país continue alcançando a inclusão social e o desenvolvimento sustentável para todos”.

Na última semana, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), principal partido de oposição ao governo da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), rompeu o acordo de paz existente no país.

Após a independência de Portugal, em 1975, Moçambique mergulhou numa guerra civil que só terminou em 1992 com a assinatura do Acordo Geral de Paz em Roma. No entanto, discordâncias que resistiram ao acordo nunca possibilitaram uma reconciliação efetiva entre as partes.