Secretário-geral da ONU lamenta morte de sobrevivente do Holocausto

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, manifestou profunda tristeza com a morte de Elie Wiesel — mensageiro da paz das Nações Unidas e uma poderosa voz para a memória do Holocausto. Wiesel morreu no sábado (2), aos 87 anos, vítima de uma prolongada doença.

Elie Wiesel, mensageiro da paz da ONU, durante conferência em 2010 na sede das Nações Unidas em Nova York. Foto: ONU

Elie Wiesel, mensageiro da paz da ONU, durante conferência em 2010 na sede das Nações Unidas em Nova York. Foto: ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, manifestou profunda tristeza com a morte de Elie Wiesel — mensageiro da paz das Nações Unidas e uma poderosa voz para a memória do Holocausto. Wiesel morreu no sábado (2) aos 87 anos, vítima de uma prolongada doença.

“O mundo perdeu uma de suas testemunhas mais importantes e um dos defensores mais eloquentes da tolerância e da paz”, disse o dirigente máximo da ONU em comunicado divulgado por seu porta-voz.

“Elie Wiesel transformou o pesadelo de sua juventude em uma campanha, ao longo de sua vida, pela igualdade e pela paz mundial. Como mensageiro da paz da ONU desde 1998, ele pediu uma vigilância constante no combate ao antissemitismo e a outras formas de ódio”, acrescentou Ban.

Estendendo suas condolências à esposa e à família de Wiesel, o secretário-geral disse que a ONU é grata pelas contribuições de Wiesel e continua fortemente empenhada na memória do Holocausto e na luta mais ampla pelos direitos humanos.

Wiesel foi presença regular nas Nações Unidas, tendo participado do primeiro Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Em diversas ocasiões, relatou suas experiências no campo de concentração nazista de Auschwitz e pediu ao mundo que “rejeitasse a indiferença” diante de genocídio, da discriminação e de outros horrores.