Secretário-geral da ONU manifesta preocupação com tensão no Saara Ocidental

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou forte preocupação com a situação tensa que se desenvolveu no sudoeste do Saara Ocidental, na chamada “zona tampão”, que fica na fronteira do Marrocos com a Mauritânia.

Militar da Missão das Nações Unidas para o referendo no Saara Ocidental (MINURSO) monitora cessar-fogo em Oum Dreyga, Saara Ocidental. Foto: ONU/Martine Perret

Militar da Missão das Nações Unidas para o referendo no Saara Ocidental (MINURSO) monitora cessar-fogo em Oum Dreyga, Saara Ocidental. Foto: ONU/Martine Perret

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou no último domingo (28) forte preocupação com a situação tensa que se desenvolveu no sudoeste do Saara Ocidental, na chamada “zona tampão”, que fica na fronteira do Marrocos com a Mauritânia.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, Ban observou que unidades armadas marroquinas e da Frente Polisário foram estabelecidas em estreita proximidade, e pediu que as partes envolvidas no conflito suspendam qualquer ação que altere a situação atual, bem como retirem todos os elementos armados, a fim de evitar uma escalada da violência.

“O secretário-geral sublinha a importância das partes respeitarem as suas obrigações em relação ao Acordo Militar Número 1, e a necessidade de se respeitar a carta e o espírito de cessar-fogo anunciado”, afirmou o comunicado.

O dirigente máximo da ONU também destacou a importância da Missão para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) manter discussões com ambas as partes sobre a situação na região.

A ONU está envolvida nos esforços para encontrar uma solução para o Saara Ocidental desde 1976, quando os combates eclodiram entre Marrocos e a Frente Polisária, após o fim da administração colonial espanhola no território.

Um cessar-fogo foi assinado em setembro de 1991 e, no mesmo ano, a missão da ONU foi implantada para monitorá-lo e organizar, se as partes concordarem, um referendo sobre a autodeterminação da região.

Marrocos tem um plano de autonomia, mas a Frente Polisário defende a ideia de que o status do território deve ser decidido por meio de um referendo popular.