“Graças, em grande medida, as esforços da OPAQ, 80% dos arsenais de armas químicas declaradas foram destruídos”, lembrou Ban Ki-moon.

Técnicos verificam a existência de armas químicas. Foto: ONU
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, parabenizou a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) que, nesta sexta-feira (11), recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2013 por seu trabalho nas áreas de desarmamento e não proliferação.
“Desde os campos de batalha, passando pelos laboratórios, até chegar à mesa de negociação, a ONU tem a honra de trabalhar lado a lado com a OPAQ para eliminar a ameaça que as armas químicas representam para todas as pessoas, em todos os tempos”, disse Ban.
“A OPAQ tem fortalecido, de forma substancial, o Estado de Direito em matéria de desarmamento e não proliferação. Graças, em grande medida, as seus esforços, 80% dos arsenais de armas químicas declaradas foram destruídos. Acredito que este sucesso pode inspirar outros integrantes que trabalham com o desarmamento global a elevarem as expectativas da comunidade internacional.”
Ban ressaltou também que, enquanto a OPAQ está sendo reconhecida cerca de 100 anos depois do primeiro ataque de armas químicas, elas continuam sendo um “perigo claro e presente”, como mostra a crise na Síria, onde uma da missão conjunta da ONU e da OPAQ está supervisionando a destruição dos arsenais químicos do
país.
O diretor-geral da OPAQ, Ahmet Üzümcü, disse que o prêmio vai estimular os esforços, empenho e dedicação da organização. “Por mais de 16 anos, temos feito o que era esperado de nós. Mas sempre fomos inspirados pelo verdadeiro espírito humanitário que impregna a Convenção sobre Armas Químicas. Estamos cientes de que nosso trabalho, apesar de silencioso, contribui para a paz no mundo.”
“Uma grande honra foi concedida a mim e aos meus colegas. Mas sem o apoio dos Estados-Parte [da Convenção] isto não teria sido possível”, lembrou Üzümcü.