Secretário-geral da ONU participa de reunião de cooperação entre países árabes e da América do Sul

Região no continente americano acolhe a maior diáspora árabe no mundo. Na reunião, chefe da ONU abordou temas como democracia, refugiados e táticas rígidas contra grupos extremistas.

Depois de quatro anos, família síria no Rio de Janeiro está finalmente completa ao reencontrar o filho mais velho, Abd Alrahman (de camisa xadrez). Foto: Arquivo Pessoal

Desde o início da crise na Síria, Brasil já acolheu mais de 2 mil refugiados. Na foto, após quatro anos, família síria no Rio de Janeiro está finalmente completa ao reencontrar o filho mais velho, Abd Alrahman (de camisa xadrez). Foto: Arquivo Pessoal

Na IV Cúpula América do Sul e Países Árabes (ASPA), em Riade, capital da Arábia Saudita, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou nesta terça-feira (10) o Brasil e outros países da região por deram asilo a pessoas em situação de refúgio. Também reconheceu o papel da Turquia, Líbano e Jordânia no acolhimento dessa população e pediu a outras nações mundiais para expressarem a mesma solidariedade, principalmente com a aproximação das baixas temperaturas do inverno

O encontro entre as duas regiões foi proposto pelo Brasil há dez anos. O intuito é estreitar os laços políticos entre a América do Sul e os países árabes, já que essa região no continente americano abriga a maior diáspora árabe do mundo.

O chefe da ONU também apelou pela igualdade entre homens e mulheres, um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), e elogiou os avanços dos países latinos nas conquistas femininas, destacando a maior representatividade em cargos políticos na região ao longo dos anos. “No entanto, muitas mulheres ao redor do mundo continuam a enfrentar violência sistemática e outras violações de direitos básicos”, acrescentou.

Ban lembrou que o extremismo violento é uma ameaça crescente e questionou como deve ser enfrentada. “O Estado Islâmico no Iraque e o Levante (ISIL), o Boko Haram (na Nigéria), e outros grupos como esses precisam ser derrotados. Mas a experiência recente também sugere a forte necessidade de garantir que a abordagem dura não agrave o problema que estamos tentando solucionar”.

Ele também defendeu o uso de energias renováveis e estimulou as regiões a desempenharem um papel positivo na Conferência de Paris (COP21), que tem objetivo de combater o aquecimento global.