Secretário-geral da ONU pede a líderes religiosos união contra injustiças e atrocidades

“Em um tempo em que estamos vendo tanta divisão e ódio eu queria unir as pessoas sob a bandeira da ONU para encontrar a melhor resposta”, disse Ban durante o encontro na sede da Organização em Nova York.

Secretário-geral, Ban Ki-moon, se dirige ao debate temático sobre a Promoção da Tolerância e Reconciliação: Fomentando Sociedades Pacíficas e Inclusivas e Combatendo o Extremismo Violento da Assembleia Geral. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Secretário-geral, Ban Ki-moon, se dirige ao debate temático sobre a Promoção da Tolerância e Reconciliação: Fomentando Sociedades Pacíficas e Inclusivas e Combatendo o Extremismo Violento da Assembleia Geral. Foto: ONU/Eskinder Debebe

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira (22) aos líderes religiosos reunidos na Assembleia Geral para se levantar em busca do bem coletivo e amplificar suas vozes para apoiar a moderação e a compreensão mútua. Para Ban, a “falta de empatia” está levando as pessoas a virar os olhos para as injustiças e paralisando-as frente às atrocidades.

“Em um momento em que vemos tanta divisão e ódio eu queria unir as pessoas sob a bandeira da ONU para encontrar melhor resposta”, disse o chefe das Nações Unidas no encontro Promoção da Tolerância e Reconciliação: Fomentando Sociedades Pacíficas e Inclusivas e Combatendo o Extremismo Violento.

O evento conta com a presença de líderes representando diversas religiões na sede em Nova Iorque, incluindo o islamismo, o judaísmo, o cristianismo, bem como ministros, acadêmicos e professores espirituais.”A religião não causa violência, as pessoas causam”, continuou.

Para o secretário-geral, os migrantes estão entre os alvos mais vulneráveis e há uma “linha direta” entre preconceito e o extremismo, racismo e genocídio. Depois do Holocausto, e com a criação da ONU o mundo jurou que essa atrocidade jamais seria repetida, mas desde então há “injustiça atrás de injustiça”, lembrou. A contradição humana é que “somos capazes de extrema brutalidade, mas também compaixão, tolerância e reconciliação”, apontou o secretário-geral.

Ban reforçou que a liderança e sabedoria dos representantes religiosos e os princípios da Carta da ONU podem ajudar as futuras gerações a livrar-se do flagelo da guerra e reafirmar os direitos humanos, promover o progresso social e melhores padrões de vida.