Secretário-Geral da ONU pede ações inovadoras para moldar ‘o futuro que queremos’

“Minha esperança fervorosa – e nossa necessidade comum urgente – é que possamos parar de nos mover de crise em crise, de sintoma em sintoma, em vez de de lidar com as causas profundas, inter-relações e reconhecer as falhas em muitas de nossas abordagens”, afirma Ban.

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon (UN Photo/Rick Bajornas)“Para moldar o futuro que queremos, vamos ter que pensar e agir de forma inovadora e diferente. Vamos ter que jogar fora outro freio em nosso progresso comum: a tirania do status quo“, afirmou nesta terça-feira (22) o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. A declaração –  em referência a desafios como o desenvolvimento sustentável, o desarmamento e a resolução de conflitos – foi feita durante a primeira reunião com os Estados-Membros na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Estados Unidos.

“Minha esperança fervorosa – e nossa necessidade comum urgente – é que possamos parar de nos mover de crise em crise, de sintoma em sintoma, em vez de de lidar com as causas profundas, inter-relações e reconhecer as falhas em muitas de nossas abordagens”, disse Ban.

“Questões permanecem e não são enfrentadas; tendências preocupantes têm a liberdade para persistir e se desdobrar, tudo porque ‘essa é a forma como as coisas foram feitas’, ou porque a verdadeira mudança é vista como cara ou irrealista, ou interesses firmados têm um domínio sobre o aparelho legislativo”, afirmou o Secretário-Geral.

Este ano será de contínuas ações pelo desenvolvimento sustentável, fim da violência contra as mulheres e baseada em orientação sexual, entra outras questões.

O Secretário-Geral lembrou da situação na Síria e pediu que os Estados-Membros apresentem propostas generosas na Conferência Humanitária sobre a Síria, que acontecerá quarta-feira (30) no Kuweit.

Outros deslocamentos estão ocorrendo na região do Sahel e no Mali, que está sob ameaça de terroristas, acrescentou Ban.

EM 2013, também é necessário, destacou Ban, “reconsiderar nossa abordagem” com a República Democrática do Congo; salvar a solução de dois Estados e o processo de paz entre Israel e Palestina; fazer mais para avançar no princípio da responsabilidade de proteger e no Estado de Direito em matéria de desarmamento e não proliferação de armas.